Tibau do Sul – como chegar e evitar perrengue
16/10/2011 2 comentários

Tibau do Sul – como chegar e evitar perrengue

Para quem acompanha o blog, já deve ter imaginado…lá vem mais uma desgraça da flor…he he he!!! Que novidade, não??? Garanto que o final é feliz…
Bom…
Estava eu e alguns amigos saindo felizes e contentes de Natal a caminho da Praia da Pipa em um carro que não era 4×4 e sem um estimado GPS…
Apesar de ter ido umas quatro vezes à Natal, não me lembrava mais como chegar à Pipa e o jeito foi perguntar ao pessoal local o caminho até aquele paraíso…
A primeira pergunta do pessoal local foi a seguinte: “Vocês querem saber o caminho mais longo ou o mais curto?”
Bom, como todo ser humano que não quer perder tempo, respondemos na hora que queríamos saber o caminho mais curto.
Solícito como grande parte do povo nordestino, um dos senhores nos explicou como fazíamos para chegar a Pipa pelo caminho mais curto e fomos felizes e contentes olhando toda aquela beleza da cidade de Natal. Cada morro que passávamos era uma foto a mais para o álbum…
 Enfim…depois de todos estes momentos de ternura e beldade, o asfalto é trocado por uma estrada de terra. Na seqüência, nos deparamos com um dupla de locais com uma placa na mão…Travessia Pipa – R$ 30,00.
Olhamos uns para os outros e falamos: “Ah tá…que vamos pagar R$ 30,00 para a travessia.” Os estrangeiros que estavam conosco (um mexicano e uma peruana), acharam mais absurdo ainda aquela situação…
Detalhe…o valor de R$ 30,00 era somente para um dos locais pegar o carro e atravessar um trecho curto aonde já não era mais nem asfalto, nem estrada de terra. Aquilo já tinha virado  areia fofa a caminho da praia…
Bom, só sei que a dupla de locais falou tanto, mas tanto em nossos ouvidos…falavam que não iríamos passar porque o nosso carro não era um 4×4, que dali para frente seria areia fofa etc. Mas afinal, quem pagaria R$ 30,00 para uma travessia de 200 metros? Nunca, não é?
E quem pagaria mais R$ 20,00 para ir até a balsa que chegaria a Tibau do Sul? Ninguém, não é mesmo? Eu, “turquinha” do jeito que sou, tentei negociar com os locais, mas nada feito…:o(!
Só sei que nesse meio tempo de negociações etc. minha amiga que estava dirigindo resolveu encarar o problema e foi com carro e tudo tentar atravessar sozinha. Bom, ela conseguiu os primeiros 100 metros…depois disso, o que aconteceu?
Elementar, meu caro leitor…atolamento do carro…
Aí, vai na cabeça de alguns de vocês…tinha que ser mulher!!! (me nego a responder isso…)
Na minha cabeça vinham alguns pensamentos: Por que o cidadão lá de Natal não disse que a estrada era terra e areia? Por que não alugamos um 4×4? Por que não pagamos os R$ 50,00 de cara aos locais? Por que passar perrengue? Por que essas coisas só acontecem comigo?
Mas o melhor ainda estava por vir…
Naquela hora estávamos realmente em apuros e, os locais olharam para a nossa cara e falaram: “Não dissemos que não dá para atravessar quem não conhece o “macete”???”
Naquele momento, comecei a “orar” um mantra budista para ficar calma e não pular no pescoço do cara…he he he!!! Afinal, não adiantava ficar nervosa ou ter qualquer outra manifestação de rebeldia…
O melhor que tínhamos a fazer era pagarmos aos locais o valor estipulado e seguirmos caminho…e foi isso que fizemos!!!
Depois de muito esforço embaixo daquele sol forte típico do nordeste brasileiro, desatolamos o carro junto com os locais. Demos o carro na mão de um deles para atravessar o “banco de areia” (of course…) e, dali em diante minha amiga foi dirigindo o carro solitária e escoltada por uma moto.
Mas por que escoltada? E aonde vocês ficaram?
Muito simples! Pelo risco de atolamento ainda ser iminente, nós resolvemos ficar do lado de fora (e a pé) dando um apoio moral e levamos conosco o rapaz local para nos socorrer com os perrengues do caminho, uma vez que, passando aquela bendita travessia pelo banco de areia, nos deparamos obviamente com nada mais, nada menos que uma praia linda e com a sua maré alta…
Pra que nos arriscaríamos novamente? Isso seria uma estupidez, no mínimo…
Só sei que depois de alguns quilômetros de caminhada, sol forte nas costas e várias risadas pelo caminho, nos deparamos com a ponta da praia.
De tanta sede que estávamos, só faltou ajoelhar aos pés do senhor que vendia água de coco na praia…a única coisa que vinha a mente era: Me dê umas três águas de coco de uma vez, por favor!!!
Nos despedimos do motoqueiro que nos escoltou e o agradecemos por nos ajudar. Não foi fácil para ele atravessar aquela “trilha” conosco desatolando e empurrando o carro por todo o caminho! Naquele momento demos valor àquele valor cobrado e não pagamos somente os R$ 50,00, mas também demos um “plus” por todo aquele esforço…
Libertos, nos restava aguardar pela balsa que nos remeteria à Tibau do Sul…
O mais engraçado naquela hora é que grande parte das pessoas que aguardavam pela balsa estavam em um 4×4 e nos olhavam com aquele olhar de: “tinha que ser turista”!!!  Por que será, não é mesmo?
Bom, na minha cabeça, ali acabava o sufoco e recomeçava o encanto…
Depois de todo perrengue, só tinha olhos para aquela paisagem. O contraste entre as falésias e o mar é algo inenarrável e que guardarei na minha memória para sempre!
Aquela travessia me trouxe uma paz e a certeza de dever cumprido! Mais uma descoberta inesperada para a minha coleção tinha apenas chegado…
Apesar de não estarmos no melhor veículo para fazer o trajeto que fizemos, tenho a certeza de que é a melhor opção de caminho…
E você pensa que acabou por aí??? Claro que não! Todo encanto tem que ser cercado de perrengues para ser valorizado…he he he!!!
Para quem entende de carro, já deve ter imaginado que quando saímos da travessia de balsa fomos direto ao borracheiro. Afinal, para atravessarmos toda aquela praia etc. tivemos que esvaziar um pouco os pneus…
Isso não era nada depois do que já tínhamos passado!
Enquanto parte da turma foi ao borracheiro, fui designada a vasculhar o que aquele lugar tinha de bom. De cara, admirei a simplicidade e simpatia do povo daquela região tão linda, mas ainda tão carente …
Conversando com os locais em dos restaurantes de lá, fui informada de que o por do sol ali era um dos mais bonitos do Nordeste e que valeria a pena conferir…
E foi o que fizemos…
Deixamos Pipa um pouco de lado e ficamos na praia de Tibau do Sul até o sunset…
Posso dizer uma coisa a vocês…não me arrependi nem um pouco. Realmente é lindo! Aquele contraste entre o mar e as falésias misturado com o por do sol, foi uma das imagens mais lindas que vi até hoje!
Com certeza, retornarei a Tibau fazendo a mesma trilha, mas eu um 4X4!!! O MAIOR que tiver disponível na locadora…he he he!!!

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