Cabedelo (Grande João Pessoa) – ao som do bolero
10/11/2011 3 comentários

Cabedelo (Grande João Pessoa) – ao som do bolero

Qual é a primeira coisa que se pensa quando se fala na Paraíba? Cabedelo que não é, né?
Bom, entre algumas andanças pelas capitais do Nordeste, sempre reservava um dia para dar um pulinho, naquele esquema “bate volta”, em João Pessoa e, ficava com a sensação de quero mais.
Foi aí que um dia decidi conhecer João Pessoa e suas redondezas decentemente! E quer saber? Não me arrependi nem um pouco…
O estado da Paraíba tem muito a oferecer em termos de praia e paisagem, sem falar no por do sol. Ah! O sunset da Paraíba…foi o único por do sol sonoro que conheci até agora…
Sonoro? O sol fala agora, flor? Tú tá doida, é?
Não, não…, mas é como falasse!
Pela beleza e pelo contraste do por do sol de cada dia nas terras da Paraíba, o pessoal da região de Cabedelo, mais especificamente da Praia (fluvial) do Jacaré resolveu unir o útil ao agradável e presentearam os que lá vivem e os turistas que ali passam com uma serenata para o momento em que o sol se põe.
Serenata para o por do sol?  Você endoidou de vez…
Sim. Ops…ainda não endoidei, não! Calma que eu explico…he he he!!!
Famoso na região, Jurandy do Sax (saxofone) é responsável pela tal serenata. Jurandy “atração turística” toca durante 17-20 minutos o famoso bolero de Maurice Ravel enquanto o sol se põe.
Mas como tudo funciona? De que forma acontece? Ele toca rodeando algum lugar ou em “nossos ouvidos”?
Pessoal, o negócio é profissional e encantador…
Há alguns bares às margens da Praia do Jacaré que possuem toda uma infra-estrutura para que você possa aguardar confortavelmente Jurandy iniciar o seu show. De quebra, você leva uma vista privilegiada do espetáculo duplo (o por do sol e a beleza da canção).
 No momento em que Jurandy entra em um desses bares, ele inicia a canção, passando vagarosamente pelas pessoas que ali estão a caminho de uma espécie de “pier”. Lá, entra em um “barco-gondola”, aonde continua tocando o seu saxofone enquanto percorre aquelas águas.
Detalhe…ele toca o tempo todo do trajeto! Não há qualquer pausa para “subidas e descidas”…Ufa, não? Que fôlego…
E, como todo “Gran Finale”…não é que o final da canção coincide com o por do sol?
Mágico e espetacular, não é mesmo?

Aqui vai um pedacinho dessa maravilha de espetáculo que recomendo a todos apreciarem um dia em suas vidas…

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