Chuí (Chuy) ou Rivera – Onde fazer compras na fronteira do Brasil com o Uruguai?
26/07/2015 2 comentários

Chuí (Chuy) ou Rivera – Onde fazer compras na fronteira do Brasil com o Uruguai?

Quando o assunto é compras na fronteira do Brasil com o Uruguai, as principais dúvidas que sempre pairam no ar são: (a) em qual fronteira é melhor gastar os meus reais, dólares ou pesos uruguaios e; (b) onde terei maior variedade e melhor preço.

Será melhor descer até o Chuí (Chuy) ou até Rivera (Santa do Livramento)?

Para quem não conhece a região, tanto Chuí quanto Rivera são “cidades-fronteira” entre o Brasil e o Uruguai. A
cidade de Rivera fica no lado uruguaio enquanto sua vizinha Santana do Livramento fica no Brasil. Já o Chuí com “í” fica do lado brasileiro enquanto que o com “y” fica obviamente do lado uruguaio.

É muito comum que pessoas que moram no sul do Brasil, mais especificamente, próximas ao Uruguai, deem frequentemente aquele pulo nas fronteiras para fazer compras a preços convidativos e “tax free”. Também é muito comum que os brasileiros que visitam de carro o país vizinho parem para compras antes de voltar à terrinha.

Durante a minha viagem de carro pelo Uruguai (confira as dicas antes de pegar o carro no país neste post do blog -> Dicas úteis e básicas para dirigir no Uruguai) tive a oportunidade de passar pelas duas fronteiras e achei Rivera melhor para compras pelos seguintes motivos:

Pontos positivos de Rivera:

a) maior variedade de lojas – na fronteira do Chuy temos praticamente uma avenida com uns 6 a 7 quarteirões destinados a compras enquanto que em Rivera, além da “avenida-fronteira”, há diversas ruas paralelas e que cortam a avenida com extensa variedade de produtos de todos os gêneros e gostos;

b) fronteira mais bonita – como eu mencionei em post anterior, a fronteira do Chuy é feia que dói. Já a fronteira da Rivera não é aquela beldade, mas é bem mais apresentável;

c) preços mais convidativos – muitas promoções e melhores preços. Para terem uma ideia, comprei shampoo e condicionador da John Frieda ao equivalente a R$ 15, cada (no Brasil custa mais de R$ 60, cada um dos mesmos produtos) e malhas de lã uruguaia, que são muito melhores em qualidade e resistência que as brasileiras e argentinas, entre R$ 25, no saldo a no máximo R$ 100, a malha Burma;

Os alfajores uruguaios da marca Punta Ballena tem o preço bem convidativo também. Uma caixa com 12 alfajores desta marca sai entre R$ 23 – 25,. E, por falar em alfajor, o doce de leite da Conaprole foi comprado por R$ 5, o pote de meio quilo.

As bebidas alcoólicas e as estufas também tem um preço bom e valem a pena trazer para quem tem espaço no carro e limite para gastar.

d) dólar mais baixo – enquanto a taxa de conversão no Brasil em junho de 2015 era de R$ 3,20, a taxa de conversão no Chuy era de R$ 3,10 e em Rivera de R$ 2,98!

e) o portunhol é melhor – fazem questão de falar o português da melhor forma e mais claro possível para conquistar os brasileiros.

f) opções de hospedagem mais baratas – praticamente a metade do preço da hospedagem convencional no Chuy só que com mais conforto e sem aquela umidade da outra fronteira. Procure ficar em Santana do Livramento (lado brasileiro), pois além das opções serem ainda melhores, os valores são em reais. Confira o post com a minha experiência de hospedagem -> Onde ficar na fronteira do Brasil com o Uruguai.

Mas como nem tudo são flores, Rivera também tem seus pontos negativos:

a) não vale a pena comprar… – dei uma olhada em alguns itens de eletrônicos que eu queria trazer e nenhum deles achei o preço convidativo. Roupas de marcas americanas e óculos de sol também não valem muito a pena comprar. Os preços são iguais ou maiores que no Brasil;

b) estacionamento e “flanelinhas” – a tradução do momento de raiva e de oportunismo alheio é este! A hora que você para com o carro ninguém vem perto de você para te oferecer o cartão zona azul, mas quando você sai a procura de um deles e percebem que é turista. os tais “flanelinhas uruguaios” já vem perto da gente falando em espanhol rapidamente e furando o papel de zona azul com um horário muito superior do tempo que estamos por lá. E não adianta brigar, não adianta reclamar com as autoridades etc, pois é uma espécie de máfia.

Tais flanelinhas tem o “poder” de agente de trânsito e, podem inclusive te multar, caso fique argumentando muito com eles. Por isso, na dúvida, fique quieto, pague e vá embora com raiva mesmo. E, olha para eu falar isso (que sou meio esquentadinha e intolerante a injustiças) é porque a coisa é feia…rs

Importantes lembretes antes de optar por Rivera ou pelo Chuy – 

a) a fronteira do Chuy é o caminho mais lógico para quem vai a região de Punta del Diablo, Punta del Este e Montevidéu. Não…não dá para dar aquele pulinho em Rivera sem planejamento de rota;

b)  só para relembrar “de novo”. O Chuy é feio que é o diabo e úmido. Dá até dó falar assim, mas eu não posso mentir para vocês!

c) o limite de compras é de USD 300, e a Polícia Federal tem a marcação cerrada nas fronteiras. Por isso, guarde todas as notas fiscais com seus gastos em solo uruguaio (inclusive de doce de leite), pois os agentes pedem tal documento, revistam o carro e afins.

Fomos parados pela fiscalização e foi bem tranquilo porque tínhamos as notas fáceis e mostramos o que compramos de forma clara e concisa aos agentes;

d) para chegar a fronteira de Rivera desde Montevidéu a rota é mais deserta. Desta forma, grave no seu GPS ou aplicativo (Waze ou Google Maps) o caminho para não ter a sensação de que está perdido ou no caminho errado.

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