San Andrés, Providencia e Santa Catalina – dicas úteis e práticas para ler antes de ir
07/12/2015 28 comentários

San Andrés, Providencia e Santa Catalina – dicas úteis e práticas para ler antes de ir

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Apesar de muito próximos a Nicarágua, as ilhas de San Andrés, Providencia e Santa Catalina são parte integrante do chamado Caribe Colombiano, sendo habitadas atualmente pelos islenõs, forma pela qual os nascidos nas ilhas
gostam de serem chamados, e cada vez mais na história recente, também pelos colombianos.
Apesar das ilhas pertencerem territorialmente à Colômbia, os isleños não se consideram cidadãos colombianos e, fazem questão de preservarem sua cultura e costumes.

O idioma oficial falado entre os islenõs por todo o Caribe Colombiano é o crioulo (uma derivação do inglês, falado no Caribe) enquanto que, o idioma oficial falado com os turistas é o espanhol, até eles pegarem intimidade contigo e perceberem que o seu inglês é fluente.

 Por incrível que pareça e, muito longe do que eu pudesse esperar, falei muito mais em inglês do que em espanhol, e olha que modéstia à parte, meu espanhol também não deixa a desejar…rs! Tudo isso porque os isleños dão a preferência ao inglês, principalmente quando adquirem uma certa simpatia e liberdade contigo.

E por lá no povo das ilhas, o que mais me marcou foi a simpatia e o carinho que fui tratada por todos, todos os dias que lá estive. É um povo alegre, de bom coração, receptivo e muito querido. Só tinha sentido algo parecido quando estive nas ilhas gregas. E, este é só mais um, entre todos os bons motivos que eu recomendo a cada um de vocês ir ao menos uma vez a região.

 Além de ter em mente tais aspectos culturais, aqui vão algumas dicas úteis e práticas para ler antes de ir, para evitar eventuais perrengues em sua viagem:
1- Aplicável a San Andrés, Providencia e Santa Catalina
 
1.1   – Geografia e conexões
As ilhas do Caribe Colombiano são distantes do continente, sendo possível chegar somente de avião.
A forma mais prática e comum para quem sai do Brasil é voar até Bogotá e de lá fazer a conexão a San Andrés, Santa Catalina e Providencia são praticamente a mesma ilha, sendo interligadas por uma ponte bem ajeitadinha, por sinal. A locomoção entre uma e outra é feita a pé, sem qualquer drama.

Já San Andrés fica a boas milhas de distância de tais ilhas, sendo a locomoção feita ou via aérea ou marítima.

1.2 – Mobilidade
 
1.2.1 – Ida a Providencia e Santa Catalina
A melhor opção de mobilidade/traslado entre as ilhas de San Andrés e Providencia/Santa Catalina é aérea, sem qualquer sombra de dúvida. Apesar de ser o dobro do preço da outra opção que é o catamarã, você não se
arrependerá.
Para ir de San Andrés de catamarã até as outras ilhas você levará no mínimo duas horas e meia. Dependendo das condições climáticas e do vento, tal trajeto pode chegar a seis horas, em função da rota ser contra o vento. A volta é mais tranquila, mas dura no mínimo as mesmas duas horas e meia.

Já de avião o trajeto dura singela meia hora tanto para ir quanto para voltar.

 Além do fator tempo, outro fator que te fará fugir do catamarã são as fortes e altas ondas que acompanharão a embarcação por todo o trajeto. Consequência disso? Apesar de antes de embarcar a companhia responsável te
entregar, além do saco plástico, um pacote de bolacha pequeno, uma cápsula e um vasilhame d’água para tomar contra eventuais enjoos e vômitos, mesmo assim, muitos vomitam (eca!). Chega a ser bizarro e nojento ver aquela galera passando mal do seu lado, mas não tem muito para onde fugir…

Se mesmo com esta dica, você ainda decidir ir de catamarã, não se esqueça de tomar remédio para evitar enjoo uma noite antes (mesmo sabendo que receberá outro antes do embarque), apesar de ficar imprestável no dia e durante a viagem. Procure também ficar do lado de fora do catamarã, em algum local que o cinto de segurança funcione (como pula muito, você pode se machucar sem o cinto) para respirar ar puro, além de sempre ficar de frente para o
horizonte.

Nem eu, nem a Renata e tampouco a Robertinha (blog Territórios) passamos mal, mas fomos umas das poucas pessoas que seguiram viagem firme e forte. UHU!!!

Além do perrengue corporal (pensa que acabou?), tem outro perrengue ainda pior, caso não esteja com uma mala impermeável. Como as malas são colocadas em um depósito (aquele para onde vai a mala verdade da foto) praticamente submerso, caso o cara não coloque corretamente a sua mala em um lugar que não molhe (o que é meio difícil, pois não o que não molhe ali, inclusive a gente…), o risco da sua mala e tudo que estiver dentro molhar é altíssimo. Como tive a sorte de escolher uma mala impermeável, nada aconteceu nem com a minha mala, nem com as minhas roupas. Já as malas das meninas…vieram encharcadas e, mesmo colocando tudo em um varal da pousada, o cheiro e o sal ficou nas roupas até o final da viagem. Um horror, como bem dizem os meus queridos amigos gaúchos…

Infelizmente, passamos estes perrengues e outros perrengues pelo simples fato de não termos feito a compra da passagem aérea com antecedência. Tal antecedência deve ser no mínimo de um mês, sendo que a empresa que faz o trajeto aéreo é a Satena.

 1.2.3 – Traslado dentro das ilhas
 
Moto táxi –
A forma mais barata e fácil de se locomover dentro das ilhas é de moto táxi. Utilizei o transporte por diversas vezes em Providencia, mas com um pouco de receio, pois nem eles nem você utilizará capacete. Este equipamento é praticamente extinto nas ilhas, mesmo nas locadoras.
Uma corrida de moto taxi em Providencia custa entre 4 mil e 5 mil pesos colombianos. Já em San Andrés a corrida é mais barata, girando em torno de 2 mil pesos colombianos. Para quem escolher este tipo de locomoção,
sempre pergunte antes o valor da corrida para não cair em uma roubada.
 
Táxi –
O táxi convencional é bem mais seguro, mas também bem mais caro. A mesma corrida que em Providencia custa 5 mil pesos colombianos, custará entre 22 e 25 mil de táxi.
 
Aluguel de moto e carrinho de golfe –
É muito comum os turistas alugarem ou moto ou carrinho de golfe para se locomoverem nas ilhas, mas sinceramente, não aconselho. O aluguel te custará uns 60 mil pesos (moto) e 80 mil pesos colombianos (carrinho de
golfe) em média. Se não for fazer muitas voltas de lá pra cá, acho um desperdício.

Só valerá a pena a locação quando você fizer a rota de volta a ilha de San Andrés ou de Providencia, ou seja, se alugar, alugue somente um dia.

Para quem for alugar o famoso carrinho de golfe, lembre-se que deve ser retirado às 9:00 e devolvido entre 18 e 18:30, pois não tem iluminação suficiente para rodar a noite. Se quiser ficar com uma locomoção similar, que rode também a noite, deverá locar um carrinho Kawasaki, que te custará muito mais caro.

 A pé –
Eu, particularmente, adoro andar e, me juntei a Robertinha em vários momentos “Forest Gump” na ilha de Providencia. Por lá é possível andar, mas os trajetos entre um ponto e outro, entre uma praia e outra são bem longos
(no mínimo uma hora), principalmente se estiver longe do centro. Quem tiver pernas e topar a loucura, não pode se esquecer de levar consigo uma laterna se fizer o trajeto a noite e levar coragem de fazer o trajeto a qualquer hora do
dia, pois terá que andar em estradas que não possuem iluminação tampouco sinalização.

Adicionados aos perigos acima, em Providencia, você pode encontrar no meio do caminho um caranguejo irritado e cheio de vontade de te atacar, como aconteceu comigo. A minha sorte que o raivoso andava de lado e acabou se desequilibrando quando estava prestes a me atacar…rs (Socorroooo!!!)

Já em San Andrés, caso não esteja bem no centro, não recomendo de forma alguma a andar, principalmente nas ruas escuras ou sem qualquer movimento. Uma vez tentamos fazer um trajeto a pé e fomos paradas pela polícia, que nos pediu para tomar um táxi (eles não saíram de perto da gente até pegarmos um). Segundo eles, em alguns pontos específicos, é perigoso turista andar, mas eu não senti toda esta insegurança que eles nos contaram. De
qualquer forma, não é bom arriscar, né meu povo?
 
1.3 – Conectividade
A conexão à internet na Ilha de San Andrés é via satélite enquanto que, a conectividade a Providencia e Santa Catalina é via microondas. Por este simples fator técnico, quando a conexão foge do nosso convencional, já temos que esperar que a conectividade não será mil maravilhas, mas…para os heavy users de internet aqui vão algumas dicas para não se irritar tanto com a lentidão ou até mesmo com a falta de conexão.
Assim que chegar ao aeroporto de Bogotá, onde muito provavelmente será sua conexão a San Andrés, compre o chip da Movistar, pois ele possui o melhor sinal disparado e tecnologia 4G. Não, não faça como eu que comprei o chip da Claro (que foi o primeiro que achei) e fiquei naquelas do “loading…loading…” por muitas vezes quando ia postar alguma foto ou encaminhar algum email. A única coisa que funcionou melhor (não bem) no chip da Claro foi o Whatsapp.

Caso não queira o comprar o chip com o pensamento que terá internet no hotel, cuidado! Só existe internet boa e rápida em grandes hotéis, uma vez que grande parte das pousadas e hospedagens menores costumam comprar um
pacote mais modesto de internet, mas cuidado novamente!

Alguns hotéis de redes maiores possuem internet boa, mas ela pode ser cobrada e pode não estar disponível em seu quarto. Atenção a este fator para não gerar insatisfação quando estiver por lá.
Mas aqui vem a melhor dica de todas para quem estiver em San Andrés, dica esta que recebi de uma local depois de reclamar da conectividade do meu celular e da cobrança da internet hotel onde estava…
O melhor sinal de internet ever é gratuito e fica bem no centro da ilha! Trata-se de um sinal disponibilizado pelas autoridades governamentais, localizado bem próximo ao fast food El Corral e ao café Juan Valdez.
Fui salva várias vezes por este sinal de WiFi quando precisava mandar algo importante ou urgente. Me lembro que tinha que encaminhar um arquivo para a empresa com certa urgência. Fiquei tentando por horas encaminhar via internet do meu chip e do hotel até que desisti. No dia seguinte, fui bem cedo ao local indicado e o arquivo enviado em 30 segundos.
Gracias a Dios!
Aproveitem bastante estas opções de conectividade em San Andrés, pois tanto em Providencia quanto em Santa Catalina, não há tal sinal bom e gratuito, sendo a qualidade da conexão bem mais complicada.
 
1.4 – Dinheiro, cartão de crédito e qual moeda levar
Como vocês já devem ter percebido, a moeda oficial da ilha é o peso colombiano.
 
1.4.1 – Levar dinheiro, cartão de débito ou desbloquear o cartão para transações internacionais?
Dinheiro, com toda certeza. Muitos estabelecimentos, inclusive pousadas, não aceitam cartão quer seja de débito ou de crédito, principalmente em Providencia, onde a maquininha é artigo de luxo.
Além de não aceitarem o tão cobiçado dinheiro de plástico, não se esqueça do tal estimado IOF que incidirá e de todas as questões de conversão que terá pela frente, pois apesar da compra ser feita em pesos colombianos, existe a conversão do peso para o dólar e depois do dólar para o real.
Deixe o cartão de crédito desbloqueado para qualquer emergência ou eventual erro de cálculo de quantos pesos colombianos levou.
 
1.4.2 – Levar reais ou dólares para trocar por pesos colombianos?
Neste momento de nossa economia, dólares, please! Apesar de fazer duas conversões, vale a pena levar dólares, pois eles são bem mais valorizados que os nossos reais.
Fiquei dez dias nas ilhas e, quando fui, um real era trocado por 600 pesos colombianos e um dólar por 2.680 pesos colombianos. Já na volta, o nosso mesmo e sofrido real era trocado por 650 pesos, enquanto que o dólar
fanfarrão era trocado por 2.870 pesos colombianos.

Como havia comprado um pouco de dólares a R$ 3,91, com um total de R$ 391, teria o equivalente a USD 100, que convertidos novamente, seriam 268 mil pesos colombianos. Os mesmos R$ 391, se trocados diretos, virariam 234.600 pesos colombianos.

Entenderam o ponto e o efeito da desvalorização do real, mesmo sendo o mesmo dinheiro inicial de troca??
 
1.4.3 – Trocar o dinheiro em Bogotá ou em San Andrés?
Vi muitos textos informando que, para quem for as ilhas trocar o dinheiro em Bogotá, já que a taxa em San Andrés seria pior. Tanto quando cheguei quanto quando parti chequei a cotação em reais, em dólares e em euros
nos dois aeroportos e a taxa de conversão era exatamente a mesma. Meu conselho é… Relaxa!!! Não se desespere para pegar aquela fila da casa de câmbio na área das esteiras (retirada das malas).
Somente se preocupe em trocar alguns pesos colombianos se passar a noite de conexão em Bogotá para que possa pagar o táxi, pagar a taxa de entrada nas ilhas (49 mil pesos colombianos) e eventuais despesas extras ou se caso
realmente queira trocar por causa do conservadorismo – Vai que…
Agora, se você pretende ficar mais tempo em Bogotá, as casas de câmbio do centro possuem uma taxa melhor.
 
1.5 – Itens que devem estar em sua mala
Antes de começar a falar o que colocar na mala…
Mulherada! Nada de levar uma mala gigante, 20 kgs de cremes e afins. Nunca se esqueça que todo bom viajante só transporta o que pode carregar (a não ser que tenha um namorado/marido fofo ou queira ser a atração das ilhas,
né Renatinha? rs) e, que na praia não é necessário tantos looks do dia assim. Na viagem você precisará somente de biquínis e saídas de praia para os dias que estiver por lá, entendido? Ah…a coleção de óculos escuros e de rasteirinhas também não precisarão desfilar na sua mala. Se for tranquila, como eu, chinelos
no pé, sempre que possível!

A foto não está nítida justamente para não judiar da dona da mala…rs

Recado dado e mala pequena escolhida, vamos ao que realmente é necessário:

a – bom creme de cabelo, pois a água do mar é densa e louca para ferrar suas madeixas de vez. A primeira que pensar que não entrará no mar por causa disso, nem compra a passagem…rs! Seria um verdadeiro sacrilégio fazer isso diante daquele mar.
b – câmera a prova d’água é item básico em uma viagem dessas. Agora, uma dica importante, caso você tenha um celular a prova d’água, como eu. Não abuse dele e o proteja bem, pois o meu pifou lá por causa de um defeito de fábrica que, aliado a densidade da água do mar de San Andrés, segundo informações da assistência técnica, não resistiu as belas paisagens.
Uma pena pq pifou justamente no dia que tirei as melhores fotos e não consegui as recuperar…
c – bateria extra para suas câmeras, principalmente se levar uma GoPro.
d – repelente é vida! Leve, use e abuse pq os bichinhos lá são cruéis com a gente e nem pedem licença. É um festival de coça, coça que vou te contar.
A imagem de cinco pernilongos em fila indiana em meu braço é inesquecível…rs
e – protetor solar é necessário mesmo em dias nublados pq o bicho pega!
f – adaptador de tomada, pois além dos três pinos serem usados só aqui na terrinha, as tomadas lá são daquelas achatadas, iguais as americanas.
 
1.6 – Coisas que você precisa se preparar psicologicamente antes de ir
a – A água do chuveiro em geral é gelada! Se livram disso, aqueles seres que se hospedam em resort, como eu, por alguns dias. Esta dica é valiosa, principalmente a aqueles que vão com crianças. Por isso, antes de
reservar a sua hospedagem, pergunte isso.

Minha experiência inicial foi dolorosa, mas eu me acostumei depois, em função do calor que fez durante os dias que estive lá. Quanto mais cedo você tomar banho, melhor, pois venta muito depois do meio da noite.

b – Como vocês puderam notar, chove de promoção de passagem saindo do Brasil o ano todo. Isso é devido a ação de incentivo ao turismo na região por parte dos órgãos governamentais.
Ter a ilha cheia é excelente para o comércio em geral, mas tem muito turista que não gosta de ficar em lugares muito cheios. Por este motivo, recomendo que se você for um turista/viajante com este perfil, prefira fazer passeios privados, como fizemos muitas vezes de lancha com o pessoal do Release Me (com o querido, que virou amigo, Pedro – contato: releasemesanandres@gmail.com).

c – Se tem um mês que não recomendo que você vá, este mês é novembro. Apesar da alta temporada iniciar em 15 de novembro, é o mês que mais chove durante o ano e o que o mar fica mais revolto.

Dos dez dias que estivemos na ilha, ao menos cinco dias estavam nublados, o que desanima um pouco, mas logo você se reanima pela beleza do mar, mesmo nublado e pela simpatia do povo.
Muitas vezes os passeios são cancelados em função das condições climáticas (chuva ou vento fortes). Nós, por exemplo, não fomos a Cayo Bolivar e tivemos o passeio convencional a Johnny Cay cancelado exatamente
por esta razão.
d – Grande parte das pousadas, principalmente as menores, somente aceitam dinheiro no momento do pagamento da diária. Caso você não tenha reservado o dinheiro da pousada, terá que se deslocar até o banco. Além disso,
você terá que rezar para o caixa eletrônico do banco esteja funcionando.

Quando estivemos em Providencia, um casal de alemães que estavam na mesma pousada que a gente, teve esta infelicidade dupla.

e – Pela proximidade e influência jamaicana, o reggae estará muito presente em sua vida durante a estada na ilha. Como eu gosto do gênero, fiquei tranquilinha curtindo o som.f – Se fizer conexão e dormir em Bogotá, prepare-se para ser assédio por todo momento no aeroporto por pessoas te oferecendo hotel e táxi para o traslado. Fuja deste pessoal, pois além de enfiarem a faca, não são confiáveis. Se dormir em Bogotá, faça a sua reserva antes (de preferência pelo link do Booking no blog, please…rs) e pegue a fila do táxi credenciado, assim que desembarcar.

f – Você gostará tanto das ilhas, da cor do mar e do povo que não vai querer voltar…  

1.7 – O que não pode deixar de fazer
Se tem uma lista de “Must See”, a minha lista é:
a – Cayo Cangrejo, Providencia – a mistura da cor do mar com as montanhas ao fundo é algo que te deixará de queixo caído. Foi o lugar que estava procurando para dizer UAU em Providencia. Para chegar lá, a forma mais fácil é pegando uma embarcação em frente ao hotel Deep Blue (procure pelo rasta figuraça do Betito – ele te cobrará inicialmente 40 mil pesos colombianos, por pessoa, mas negocia, negocia bem que ele fará por menos. Eu e essa minha alma zurca…rs).

b – Cayo Bolivar, San Andrés – infelizmente não conseguimos ir devido as condições climáticas.

c – Johnny Cay, San Andrés – um dos visuais mais bonitos que vi na ilha. A ida para lá é um desbunde, te presenteando a ver as sete cores do mar de San Andrés (infelizmente vimos somente cinco por causa do tempo).

d – Volta a ilha, San Andrés – muitos locam os famosos carrinhos de golfe para dar a volta na ilha, mas nós fizemos o trajeto (por duas vezes, já que não conseguimos ir a Cayo Bolivar) de lancha em passeio privativo. As vantagens, além do conforto são: (a) livramento da muvuca dos barcos que vão a Johnny Cay e Acuario – você vai pra lá também, mas o esquema é bem diferente e com bem mais segurança; (b) para onde quiser, por quanto tempo quiser, indo a lugares que as excursões convencionais não vão; (c) pode levar sua comida e bebida na lancha, sem maiores problemas; (d) irá com o Pedro, se forem com o pessoal da Release Me (contato: releasemesanandres@gmail.com), que é muito atencioso, prestativo, educado e marinheiro de mão cheia, o que nos deixou mais seguras em meio as “pequeninas ondas” e do vento;

(e) aos pescadores de plantão – é possível praticar a pesca esportiva e artesanal dentro da lancha durante o passeio.

Curiosidade: no canto esquerdo da foto, esta mancha escura na verdade é uma das famosas estátuas que ficam no fundo do mar de San Andrés. O mar é tão claro que saiu até na foto. Que benção! 😉

A diária do carrinho de golfe custa 80 mil pesos colombianos, cabendo 4 pessoas. Já a lancha te custará 200 mil pesos colombianos a hora, comportando até 12 pessoas na embarcação. Apesar de mais caro, vale a pena (vai na minha!).
e – Passeio em caiaque de vidro, San Andrés – se tem uma coisa diferente que fiz por lá, foi essa. O caiaque na verdade é de propietileno e você consegue visualizar onde está se enfiando. O trajeto é feito em uma região de
manguezais, sendo que nenhuma embarcação, exceto o caiaque, tem acesso a este lugar.

Este passeio é feito pelo pessoal da Ecofiwi (contato: ecofiwi@gmail.com), que além de te darem uma aula de biografia ao longo do percurso, ao final do passeio, eles presentearão com um lanche recheado de coisas boas e típicas da região.

f – Mergulho, San Andrés e Providencia –  o mar do Caribe Colombiano merece ser mergulhado! Eu, infelizmente, fui praticamente espancada dentro d’água pelos pés de um maluco novato que estava com medo de mergulhar, o que atrapalhou muito a minha descida, mas vale muito a pena.

1.8 – Quantos dias ficar em cada ilha

Se você fizer os passeios que eu fiz em San Andrés, recomendo fortemente 5 dias inteiros por lá e de 2 a 3 dias inteiros em Providencia, para que possa dar a volta a ilha e ir a Cayo Cangrejo.Menos que isso, passará pelas ilhas e não as conhecerão do jeito que devem conhecer. 

1.9 – Quando ir e quando não ir e taxa de entrada nas ilhas
San Andrés, Providencia e Santa Catalina – os melhores meses são janeiro a março e os piores outubro e novembro, principalmente novembro.
Providencia – evite ir também entre junho e julho, pois os caranguejos estão em período de desova, dominando, literalmente toda as vias transitáveis. Nada muito agradável para quem só quer chegar e pegar uma praia… Para que você não seja pego de calças curtas, não esqueça de deixar reservado e em dinheiro (não aceita cartão de crédito) a quantia de 49 mil pesos colombianos referente a taxa de entrada nas ilhas. Não tem como embarcar sem pagar a referida, além de ser requerido o formulário preenchido assim que chegar a ilha.

Mais uma coisa. Guarde sempre junto com seu passaporte e com muito amor e carinho, pois será requerida toda vez que transitar entre as ilhas e na hora de sair de San Andrés.

2 – Dica para qualquer canto que você for
Sempre verifique a data de validade de seu passaporte antes de comprar a sua passagem aérea. Caso o destino permita, leve na viagem o RG original também.
Apesar de parecer algo básico, uma das pessoas que estava embarcando para Colômbia conosco não percebeu que o passaporte estava vencido e pensou que a carteira de motorista seria um documento aceitável para transitar
por outro país. Ledo enganado de viajante inexperiente.
Gente, carteira de motorista pode valer para você entrar em um bar fora do Brasil, para você dirigir fora da terrinha, mas não é válida para embarcar em um voo internacional.

Ufaaa!!! Escrevi um livro quase. Espero que seja muito útil a todos que irão as ilhas do Caribe Colombiano que é Chevere (muito legal, trilegal, massa, manero, muito bacana, iradooo)! 😉

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