O que fazer em Providencia? Conheça um pouco mais da ilha caribenha

O que fazer em Providencia? Conheça um pouco mais da ilha caribenha

Pra quem nunca ouvi falar ou tem poucas informações, Providencia é uma ilha caribenha, pertencente a Colômbia e, que junto com a ilha de San Andrés e Santa Catalina formam o chamado Caribe Colombiano (maiores detalhes neste post, incluindo o que ir e o que fazer -> Dicas úteis antes de ir).

Bem menor que San Andrés, a ilha de Providencia possui 17 km2 de extensão e pouco mais de cinco mil habitantes, podendo ser facilmente conhecida em termos bem gerais durante um dia de viagem, através de uma volta a ilha de lancha/barco, scooter ou carrinho de golfe.

Muitas pessoas fazem isso, mas eu, particularmente não recomendo e sou totalmente contra a ficar somente um dia em algum lugar para conhecer. Se eu puder dar uma conselho a quem estiver planejando a ida a ilha, fique três dias inteiros para explorá-la e faça o seguinte:

Dia 1 – Dê a volta na ilha de scooter, carinho de golfe, moto taxi ou taxi (o meio de transporte mais caro) para conhecer calmamente a pequena ilha. O legal de fazer isso logo no primeiro dia é que já terá uma noção de onde está e onde vai querer voltar, dando tempo para se organizar.

Saia cedo para ter tempo suficiente para fazer as coisas sem pressa e aproveitar cada lugar.

 As paradas obrigatórias que eu recomendo são:

– Ilha de Santa Catalina, coladinha a Providencia, a ilhota tem 1 km de extensão, sendo a Puente de Los Enamorados, exclusiva para pedestres, a interligação entre as duas ilhas.

Ao atravessar a ponte, vire a esquerda e vá até o final da rota. Verá no caminho a marina, algumas casas de nativos e lugar para petiscar.

Ande por ali tranquilamente e suba a escadaria, onde deparará com a imagem da Virgem de La Divina Providencia e com uma vista bem bacana da costa da Ilha de Providencia.

Logo na sequência da caminhada, passará por um forte, pela pequena praia de Fort Bay, terminando o trajeto na Cabeça de Morgan. Caso não queira ir a pé até o final da trilha e conhecer de perto a pequenina Fort Bay e o símbolo da ilha, a Cabeça de Morgan, passe por ali depois de barco, quando da volta a ilha.

– Mirante entre Almond Bay e South West Bay, feito para você tirar várias fotos bacanas da ilha. O mirante fica bem na estrada e, não há aquele acostamento bom. Então, tome cuidado ao estacionar porque as motos e carros andam em alta velocidade.

– South West Bay (Bahía Suroeste), pra mim, a praia mais bonita da ilha. Quando você entra no mar e olha para a faixa de areia, terá a impressão que está em alguma praia da Costa Verde do Rio de Janeiro pela similaridade. É claro que não é igual, mas me lembrou muito.

Para os praieiros de plantão, como eu, vale a pena ficar um tempo por lá, largatear em uma das espreguiçadeiras do restaurante El Divino Niño (a barraca com mais infraestrutura) até a hora do almoço.

Se você não for de sol, mas quiser comer uma comida simples, mas saborosa, pare para almoçar no El Divino Niño anyway ou no Arturo, vizinho do Divino, mas mais simples ainda. Caso prefira o Arturo, é provável que você tenha a recepção do dono, um rasta gente boníssima.

Almocei nos dois restaurantes e a diferença de preço e de qualidade da refeição é mínima, mesmo assim, prefiro o Divino pelo sabor. A decisão dependerá do grau de conforto e acomodação que você preferirá na hora, pois a praia e o visual são os mesmos.

O legal de fazer a volta a ilha no primeiro dia é que já terá uma noção de onde está e o que vai querer voltar, dando tempo de se organizar. O importante é sair cedo para ter tempo suficiente para fazer as coisas sem pressa.

– Manchineell Bay (Bahía de Manzanillo), apesar da quantidade de algas que possui é uma bela praia para ser visitada.

Entretanto, tal praia é mais conhecida por ser o local onde fica o badalado Roland´s Bar, famoso pela sua agitação e reggae.

Segundo os locais, apesar da praia ter o point mais badalado da ilha, ficar por lá a partir do final do dia pode ser perigoso devido a frequência e ao consumo de itens ilícitos durante a noite. Desta forma, recomendo a ida até o meio da tarde.

– Aos fãs de cozinha internacional ou daquele docinho…

Se tiver com tempo de sobra, para no Cafe Studio, que é uma espécie de bistrô, cujo dono é canadense de Québec. Provamos a torta de limão e estava deliciosa (detalhe para o GoPro que saiu na foto. Sorry…rs)!

Dia 2 – Para começar bem o dia, descanse bastante na noite anterior, respire e tome coragem para encarar 7 km de trilha e chegar ao The Peak, pico que você consegue ter um visual incrível de Providencia. Infelizmente, fomos impossibilitadas de subir, pois os dias estavam muito chuvosos na época de nossa viagem (falo isso no outro post também), o que torna a subida perigosa.

Já o Igor, um leitores do blog e meu colega de classe na FGV, acabou de voltar de lá e teve a oportunidade de subir até o topo. Olha a cara de felicidade dele!

Conversando com o Igor hoje, ele me deu alguns toques sobre a trilha que são:

a) não tente de forma alguma fazer a trilha sozinho. A probabilidade de se perder é alta e, para te resgatar somente a polícia ou algum guia local que conheça muito bem a trilha;

b) não é recomendável fazer a trilha na parte da tarde, pois trata-se de mata fechada e, caso escureça no meio do caminho, a volta ficará comprometida;

c) por falar em guia que conheça a trilha, ele me disse que o Enito é o cara! Para contactar o figura, no momento que estiver em South West Bay, pergunte por ele que o acharão (informal assim mesmo). Caso não queira ficar perguntando pelo cidadão ao pessoal das barracas de praia, vá até o Criss Mini Market, que é logo ali e procure por ele, já que mora ao lado do estabelecimento.

O preço cobrado pelo guia é de 40 mil pesos colombianos, por pessoa, para fazer a trilha. É possível que faça um preço melhor se estiver com mais pessoas. Negocie. Seja “zurga” como a Flor!

O bacana de fazer com o Enito a trilha é que além de conhecer bem o trajeto, ele conhece bem as ervas do local. Igor passou mal durante o percurso e ele lhe deu uma erva específica para mascar durante a subida.

Após a trilha, que tal um almoço acompanhado de mergulho para relaxar?

O local mais indicado para isso é Almond Bay,  uma das praias mais curtas da ilha e o ponto onde se tem a melhor visibilidade.

Muitos locais a frequentam e é interessante dar um pulo por lá, não só pela questão do mergulho, mas também para admirar o visual e conhecer um pouco mais os nativos da ilha.

O caminho para chegar lá possui rampas ingrimes que te colocam a prova se as pernocas e o pulmão estão em dia. Vale a pena o esforço não só pela paisagem da praia, mas também pelo caminho que é cheio de banquinhos que, trazem em suas laterais, versos diversos para que você pare, descanse e reflita.

Caso não esteja a fim de fazer tal caminhada, a boa notícia é que você pode descer com moto taxi o percurso.

Chegando por lá, descanse e aproveite este visual…

Já que estará lá e faminto, aproveite para almoçar no Almond Beach, restaurante/barraca do Del Mar Robson, um nativo muito simpático. Ele canta, toca, pesca e cozinha. Uma figura a parte..rs!

De acordo com um amigo que fizemos em San Andrés, ele foi a esta barraca de praia e comeu o melhor polvo de sua vida. Disse que quando fez o pedido do polvo ao Del Mar, ele simplesmente saiu da barraca, entrou no mar, “pescou” o polvo e o fez na hora.

Após o trilha, o descanso e o almoço, concentre as suas energias para o mergulho e curta muito toda aquela paz e paisagem submarina deslumbrante.

Já que estará renovado e vivo, aproveite o final do dia para ir ao centrinho e dar uma volta nas lujinhas e mercearias para beliscar algo e trazer aquela famosa lembrancinha…

Dia 3 – Para fechar a viagem com chave de ouro, vá bem cedo ao UAU de Providencia, Cayo Cangrejo (ou Crab Cay, veja o post com minhas dicas do lugar -> Cayo Cangrejo) e aproveite para tirar muitas fotos e snorkeling.

Na volta, aproveite que parará no deck do Deep Blue e pare no seu restaurante para almoçar com uma vista privilegiada de Cayo Cangrejo.

Depois contrate um barco para dar a volta a ilha de Providencia, bem como pelas ilhotas que a rodeiam. Normalmente é cobrado cerca de 40 mil pesos, por pessoa para se fazer tal passeio.

Aproveite o barco e aproveite para ir também a Cabeça de Morgan e a Fort Bay em Santa Catalina, caso não tenha feito a trilha até o final.

 

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Informações complementares:

Para quem quiser ver mais fotos e fatos de nossa viagem pelo Caribe Colombiano, basta procurar pela hashtag #JustFunCaribe, projeto criado pelo Não Pira, Desopila e pelo blog Territórios em parceria com o blog Viajar é tudo de bom.

Nosso projeto contou com apoio das secretarias de turismo da Colômbia e de San Andrés, bem como pelo trade local.

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