O que é Tesouro Direto e quais são os tipos de títulos?

O que é Tesouro Direto e quais são os tipos de títulos?

Oi gente, tudo bem?

Semana passada falamos sobre caderneta de poupança (que pode ser lido aqui) e no texto citei um investimento que pode ser muito mais interessante, lembram?

Com a inflação do Brasil em alta, um investimento tem chamado muito destaque no cenário nacional: o Tesouro Direto. Investir no Tesouro Direto é algo muito simples, que está a disponibilidade de todos. Mas afinal,

O que é Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é um Programa do Tesouro Nacional desenvolvido em parceria com a BMF&F Bovespa para venda de títulos públicos federais para pessoas físicas, por meio da internet. (disponível em: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto-conheca-o-tesouro-direto).

O que são títulos públicos?

Títulos públicos nada mais são do que ativos de renda fixa, ou seja, o rendimento que o título proporcionará pode ser dimensionado no momento do investimento, diferentemente de ativos de renda variável, em que o retorno não pode ser dimensionado no momento do investimento.

Sabendo do rendimento no momento do investimento, os títulos públicos são considerados um investimento mais conservador, ou seja, de menor risco.

Quais são os tipos de títulos?

Antigamente, os títulos possuíam uns nomes que ninguém entendia, mas há alguns anos, o Tesouro promoveu diversas modificações nos nomes dos títulos, proporcionando que os investidores entendessem mais sobre cada título e formular a estratégia de investimentos baseado na finalidade de cada título. Os títulos, hoje,são:

  • Títulos prefixados:

Nesse tipo de título, o investidor sabe a rentabilidade que receberá se manter o título até a data de vencimento. Esses títulos são recomendados para o investidor que acredita que a taxa prefixada será superior a taxa de juros básica da economia (Selic).

Como esses títulos possuem rentabilidade prefixada, o rendimento é dito como nominal, ou seja, é necessário retirar a inflação para realmente saber o rendimento real da aplicação. Os títulos prefixados são dividos em:

  1. Tesouro Prefixado (antiga LTN): O investidor receberá o valor que investiu somado a rentabilidade na data do vencimento ou caso resgate antes. Assim sendo, compensa que o investidor espere até a data do vencimento do título. Caso o investidor mantenha o título até o vencimento, o investidor receberá R$1.000,00 para cada unidade do título (caso compre fração, será proporcional). A diferença entre o valor investido e o valor na hora da retirada do título é a rentabilidade. É importante ressaltar que, caso o investidor queira vender seu título, ele pode revender o título para o Tesouro Direto, de modo que a rentabilidade pode ser superior ou inferior a contratada no dia que foi feita a compra. Sendo assim, indico que o investidor compre o título e mantenha até a data do vencimento.
  1. Tesouro Pré-fixado com Juros Semestrais (NTN-F): O título funciona muito semelhante ao título acima, exceto que o título paga os rendimentos semestrais. Indicado para investidores que querem aplicações de médio e curto prazo.
  • Títulos pós fixados:

Nesse tipo de título, o valor é corrigido por um indexador, que pode ser a Selic ou inflação (IPCA). Então, a taxa do título será formada por uma taxa prefixada acrescida da variação do indexador. Os títulos pós-fixados são:

  1. Tesouro Selic (antiga LFT): Indico o título para o investidor que tem a convicção que a taxa Selic será elevado, devido ao indexador ser a Selic. O fluxo de pagamento é simples, ou seja, não possui pagamento de juros semestrais. O título possui baixa volatilidade, permitindo que evite perdas caso o investidor queira vender antes da data do vencimento. Além disso, é indicado para aquele investidor que não sabe quando precisará resgatar o seu dinheiro.
  1. Tesouro IPCA com juros semestrais (antiga NTN-B): Não vou mentir, mas essa é a minha queridinha, principalmente no momento de inflação que estamos passando e por precisar de dinheiro semestralmente.
    O título possui rentabilidade real, pois o rendimento é dado por uma taxa de juros prefixada acrescida da variação da inflação, garantindo o aumento do poder de compra. Como o título é dado pela inflação mais uma taxa, a rentabilidade sempre será superior a ela, ou seja, a rentabilidade real é a taxa prefixada. O investidor recebe o rendimento desse título durante todo o período da aplicação, ao invés de receber no final. Os pagamentos serão feitos semestralmente, conhecidos como “cupons”. É importante ressaltar que durante o pagamento desses “cupons”, há incidência de imposto de renda (IR), seguindo a tabela regressiva. Falando de venda de titulo antes da data de vencimento, o mesmo dito para o prefixado é válido.
  1. Tesouro IPCA (antiga NTN-B Principal): Tudo que foi dito para o título acima é valido para o Tesouro IPCA, exceto a parte dos cupons, fazendo com o que o resgate do rendimento ocorra somente no vencimento do título.

Qual o valor mínimo necessário para investir no Tesouro Direto?

Para investir Tesouro Direto é muito simples, a partir de R$ 30,00 pode-se iniciar um investimento.

Como faço para investir no Tesouro Direto?

Investir no Tesouro Direto basta ter um cadastro em um agente de custódia: corretora de valores ou banco que você tem afinidade. Vale ressaltar que corretora de valores possuem taxas de administração mais baixas que os bancos ou nem possuem taxas.

Tributação – Imposto de Renda

O imposto de renda(IR) vai ser sobre o rendimento das aplicações no Tesouro Direto, sendo aplicado somente sobre o valor rendido. A tabela utilizada é a tabela regressiva de imposto.

Qual a melhor estratégia para cada título?

O grande diferencial do Tesouro Direto, apesar de ser um investimento conservador, é a possibilidade de poder diversificar o investimento, adequando ao perfil de cada investidor, pois é possível encontrar títulos contra a inflação, para quem precisará sacar o dinheiro no curo prazo, para a aposentadoria, entre outros.

Esse texto foi um pouquinho sobre Tesouro Direto. Ficou com alguma dúvida? Comenta aqui 😉

 

 

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