Quais são os principais riscos ao investir?

Quais são os principais riscos ao investir?

Você sabe quais são os principais riscos ao investir? Sim, todo investimento tem um risco, por mais baixo que seja. Por isso, quando vou investir em algo, sempre estudo dois pontos essenciais: qual é risco do investimento e qual é o potencial de retorno que pode me proporcionar.

Muito se fala que quanto maior o risco de um investimento, maior perda ou retorno trará, entretanto, essa não é uma verdade absoluta. Segundo umas das definições do dicionário Aurélio, risco é a situação em que há probabilidades, mais ou menos previsíveis, de perda ou ganho, ou seja, podemos dizer de uma forma um pouco grotesca que risco é o fator que precifica se alcançará ou não a rentabilidade esperada.

Existem diversos tipos de riscos inerentes ou não, tais como financeiros, políticos, ambientais entre outros, mas no texto de hoje, abordaremos especificamente os riscos financeiros, por serem o que mais se relacionam e que diretamente e constantemente interferem nos investimentos.

Vamos a eles?

Risco de Liquidez

O risco de liquidez nada mais é do que o investidor desejar vender um ativo e simplesmente não conseguir ou ter que vender por um preço muito inferior ao que deseja.

Um bom exemplo aqui é a compra e venda de ações. Vamos supor que o investidor possua 100 ações da Vale, cotadas (no exato momento que vos escrevo – 23/04/17) à R$26,86  (VALE5) e por algum motivo no meio do caminho, o minério de ferro cai drasticamente e as ações começam a despencar. Caso o investidor tenha a intenção ou a necessidade de resgatar o dinheiro nesse momento, ele correrá risco de liquidez, uma vez que, não poderá vender pelo preço de R$26,86, mas sim pelo valor que o mercado pagará com o impacto da queda do minério de ferro.

Outro ponto interessante aqui é que muitos se enganam quando acreditam que a renda fixa não possui esse risco de liquidez. Os próprios títulos do governo, sofrem flutuações durante o dia e conforme a demanda podem pagar mais ou menos.

Por isso, o investidor deve tentar diminuir o risco de liquidez alinhando seu objetivo ao máximo com os seus investimentos, uma vez que, ao comprar títulos do Governo Federal e não levá-los até a data do vencimento fará com que corra o risco de liquidez de receber menos (ou mais) do que pagou por tais títulos. Tal risco somente pode ser mitigado se for resgatado no final do contrato, pós período de maturação ou houver o resgate no momento de uma valorização acima do esperado.

Risco de Crédito

Diria que esse risco é o mais temido por todos os investidores porque o risco de crédito é o risco em que pode ocorrer perdas devido ao não cumprimento da contraparte das obrigações financeiras nos termos que foram acordados. Em alguns investimentos, esse risco é “camuflado” pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até R$250.000,00.

Quero dizer que esse risco é camuflado, pois caso várias instituições não consigam honrar com seus compromissos, o FGC não conseguiria honrar com todos os clientes que forem prejudicados. Claro que essa possibilidade é bem pequena, mas não é impossível.

Outro ponto importante ressaltar no risco de crédito é que muita gente acredita que ao aplicar em títulos públicos não correm risco, mas estão completamente enganados. Caso o governo brasileiro dê um calote (o que é conhecido como risco soberano), os títulos não serão pagos aos investidores.

Risco de Mercado

Os riscos de mercado são os riscos que mais impactam os investimentos, pois as flutuações desses influenciam ativamente nos preços dos ativos em sua carteira. Entre os principais fatores de risco de mercado estão: taxas de juros; taxas de câmbio (principalmente dólar e euro, no Brasil); taxas de inflação (IPCA; IGPM); preço das commodities entre outros.

Para entendermos melhor, um exemplo de como os riscos de mercado influenciam nossos investimentos, vamos avaliar o impacto da taxa Selic. No momento em que vivemos, a taxa Selic vem sofrendo reduções e um título do governo (Tesouro Direto) que pagava em torno de 17% ao ano no final de 2015, hoje paga cerca de 10,5% ao ano.

Outros riscos ao investir

Além dos riscos financeiros citados acima, existem outros riscos que estão ligados diretamente (que não é uma verdade absoluta) a máximo de que o maior retorno está no investimento que tem mais risco.

Esses riscos são conhecidos no mercado como os black swan (cisne negro), pois são eventos que muitas vezes pegam o investidor de surpresa. Podemos citar o exemplo das concessionárias elétricas que até 2012 eram as queridinhas da bolsa em relação a pagamento de dividendos. Tudo ia bem, ano após ano, as concessionárias pagavam rios e rios de dividendos, quando de repente devido a um risco político, o governo colocou um decreto nas concessões, causando uma volatilidade enorme e grande impacto para os investidores.

Sendo assim, um conselho que dou é analisar minuciosamente quais são os principais riscos ao investir quando for fazer um para poder tentar minimizá-los ao máximo. Boa sorte e ótimos investimentos!

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