A nota de crédito do Brasil caiu, e agora?

A nota de crédito do Brasil caiu, e agora?

Na ultima quinta feira (11), a nota do crédito soberano do Brasil passou de “BB” para “BB-” pela agência internacional de risco Standard&Poor`s (S&P). A nota de crédito soberano descreve “quão bom pagador” um país é, ou seja, quanto maior a sua nota, mais confiável, eficiente e robusta é a economia de um país e, consequentemente, menor o seu risco.

O Brasil perdeu o selo de bom pagador em 2015 e com a queda da última quinta feira, atualmente, encontra-se 3 degraus abaixo de países que possuem tal selo, conforme tabela de classificação da S&P abaixo:


Sistema de classificação de risco – S&P

Claro que o mercado já precificava esse rebaixamento devido a dificuldades que o governo teve para aprovar a reforma da previdência, por exemplo. Em nota, a S&P justifica que umas principais fraquezas do Brasil é o equilíbrio das contas públicas e a demora para aprovação de medidas fiscais.

Histórico de bom pagador do Brasil pela nota de crédito

O Brasil havia conquistado o selo de bom pagador pela S&P e as outras duas agências internacionais (Fitch Rating e Moody`s) pela primeira vez nos anos de 2008 e 2009, respectivamente, sendo a S&P a primeira a retirar o selo de bom pagador do Brasil (setembro de 2015), seguida pelas outras duas agências de classificação de risco.

O que isso impacta nos investimentos? 

O ano de 2018 será bem turbulento e com eleições presidenciais no final do ano. Se elegermos um candidato reformista e centrado com a meta fiscal, provavelmente, o país voltará a crescer e prosperar o que poderá trazer o selo de bom pagador de volta.  Caso contrário, se um candidato populista e não compromissado com o controle fiscal for eleito, o país passará por um aprofundamento da crise e, consequentemente, um novo rebaixamento da nota de crédito pode acontecer.

Como o futuro é incerto e não sabemos qual candidato será eleito, visto que há uma grande polarização dos eleitores, é necessário que tenhamos diversificação e proteção. Para isso, deixe grande parte do seus investimentos em renda fixa (tesouro direto, CDB, LCI, LCA e o que mais você julga necessário), compre também um pouco de dólar, ouro, ações, criptomoedas e opções que te projetam de uma possível catástrofe. Não podemos esquecer de colocar no bolo, os “queridinhos” investimentos de 2018: os tais fundos imobiliários, que falaremos no post da semana que vem!

Comece seu 2018 agindo e faça dele um ano diferente nos seus investimentos e na sua vida!

Qualquer dúvida, comente abaixo.

Um abraço,

Fon.

Crédito da imagem de capa.

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