Estrada Velha de Santos é opção de trilha urbana
18/03/2018 2 comentários

Estrada Velha de Santos é opção de trilha urbana

A Estrada Velha de Santos por si só já é uma nostalgia a parte para os quarentões paulistanos como eu, que a percorri de carro com os meus pais ainda moleca. Quando soube pela Carol May do blog Dicas e Roteiros de Viagens que era possível fazer trilha urbana nela, que é uma das primeiras estradas pavimentadas do Brasil, pirei e fui atrás de mais informações.

Infelizmente, há muita informação superficial na internet e eu queria detalhes sobre nível de dificuldade, eventuais perrengues, valores, como chegar e afins. Foi aí que me deparei com o site do Parque Estadual da Serra do Mar, li atentamente o que falavam sobre as atividades na Estrada Velha de Santos e resolvi entrar em contato para tirar algumas dúvidas e agendar a minha ida na semana passada.

O passeio valeu muito a pena pelo lado nostálgico, pelo visual que temos ao longo do percurso, pela história e por ser algo diferente a ser feito, bem pertinho de São Paulo. Para quem não sabe, tal estrada ligava a região metropolitana de São Paulo a Santos, importante cidade litorânea e portuária do Estado de São Paulo. Atualmente, encontra-se fechada para o trânsito de carros (proibido desde 1985), fazendo parte de um dos trechos dos Caminhos do Mar, no Parque Estadual da Serra do Mar.

COMO FUNCIONA O PASSEIO DA ESTRADA VELHA DE SANTOS?

O PASSEIO EM SI

DINÂMICA

Há dois tipos de passeio, sendo que um deles parte de São Bernardo do Campo, com um percurso reduzido de 4,5 km por trecho e que sobe e desce a rota praticamente pelo mesmo caminho. Já o outro pode partir ou de São Bernardo ou de Cubatão, com descida/subida (depende do ponto em que estará) de 9 km de extensão, mas sem retorno para o ponto de origem.

Quando pesquisei sobre o passeio, pensei primeiramente em fazer o completo com os tais 9 km, entretanto, como neste passeio você ou só sobe por Cubatão até São Bernardo ou só desce de São Bernardo até Cubatão, não tendo um transporte que retorne ao seu ponto de partida, desisti. Também não é possível subir/descer sozinho, já que o trajeto é guiado.

Apesar de achar que não faz muito sentido, entendi que a maioria das pessoas que optam por este trajeto estão em alguma excursão que deixa a turma em São Bernardo do Campo e busca de ônibus em Cubatão, mas não tem nada a ver com o parque, sendo algo totalmente a parte.

O trajeto mais curto e, que foi a minha escolha, te deixa a opção de deixar o carro no estacionamento do ponto de partida (valor incluso na taxa), ir e voltar pelo mesmo ponto e ainda passar por todos os monumentos importantes do caminho. Por conta de tais fatores, recomendo que façam o mesmo, se possível de forma independente.

ROTEIRO – TRAJETO CURTO

Entre os 4,5 km percorridos estão algumas construções em que eram feitas paradas estratégicas no passado. Para vocês terem uma ideia, quando a estrada ainda não era pavimentada, a viagem tinha duração média de 36 horas. Tudo isso por conta das más condições da estrada, da potência escassa do carro, do aquecimento do motor entre outros fatores. Pensa em um carro que dava partida a manivela em uma estrada capenga? Era isso! rs

A primeira parada é a Casa de Visitas do Alto da Serra, em que as pessoas literalmente vinham e se hospedavam por ali. De lá, seguimos para o Pouso Paranapiacaba, Ruínas do Pouso, Belvedere Circular, Calçada do Lorena, Padrão do Lorena, terminando no Rancho da Maioridade.

A caminhada entre um ponto e outro é feita tranquilamente pela via asfaltada e há grandes paradas, cerca de meia hora ou até mais na Casa de Visitas do Alto da Serra, no Pouso Paranapiacaba e no Rancho da Maioridade. Neste último ponto, a turma pára para lanchar e se preparar para a subida dos 4,5 km. O ponto alto do tour pra mim é sem sombra de dúvida o trecho entre o Pouso Paranapiacaba e Calçada do Lorena por conta do visual da estrada. Ao longo do trecho do Pouso Paranapiacaba até o Belvedere Circular é possível ver a Imigrantes, a Anchieta e as cidades de São Vicente e Praia Grande, já na Calçada do Lorena, o bacana é caminhar nas pedras que vaziam parte da estrutura original. – É tenso por conta da sensação constante de queda, mas é legal! Deu pra entender, né? rs

Muitas pessoas se entediam por conta das paradas por muito tempo, mas a ideia é de contemplação, de fazer calmamente e não de ser uma trilha, daquelas trilhas na veia. Uma coisa também que conta muito aqui é o guia que estará contigo. O nosso guia era mais passivo e não contava muitas curiosidades da história da Estrada Velha de Santos, o que deixou o tour mais cansativo e sem graça. Percebi que o guia que vinha logo na sequência estava dando um show a parte e uma excelente aula de história, mas nem por isso deixa de ser um programa bacana para fazer. Também, olha esse visu…

AGENDAMENTO, HORÁRIO E VALORES

(Começarei com as coordenadas do passeio que fiz, mas mais adiante colocarei uma pincelada do outro jeito de ir. Calma..rs). Se for por conta própria, como eu, basta entrar em contato diretamente com a Andressa do Parque Estadual da Serra do Mar, responsável pelo agendamento, e checar a disponibilidade entre quintas e domingos.

Como a trilha está concorrida por conta de ter saído (erroneamente) na mídia há pouco que a estrada foi reaberta, planejar com antecedência é essencial para quem vai em bando, principalmente. Por isso, anota aí:

Telefone: 2997 5000 (peça pela Andressa)

Website: link direto para o agendamento online

Horário: Início às 9:00, com chegada às 8:30

Duração da trilha: entre quatro horas e meia e cinco horas de trilha leve. A subida na volta é um pouco puxada, mas nada demais para quem está com o condicionamento físico em dia. Antes de iniciar a trilha, o guia geralmente faz um micro aquecimento.

Assim que for confirmada a disponibilidade em data específica, será encaminhado ao seu email informações mais detalhadas sobre: processo de agendamento; roteiro; dados bancários para depósito; acesso; horários entre outras informações. A taxa cobrada é de R$ 31, por pessoa e seu lugar (com código de visitante) no tour somente será confirmado após o envio do comprovante de depósito bancário.

Estudantes pagam meia entrada, enquanto que, crianças menores de 12 anos, idosos a partir de 60 anos e professores da rede pública ou municipais de ensino são isentos de pagamento, desde que comprovem com documentação adequada.

PASSEIO GUIADO

Todos os passeios são guiados e não há a possibilidade de fazer qualquer trajeto sem um guia do parque. A organização está estudando alternativas de mais pra frente mudar isso, deixando as pessoas caminharem por conta própria e em seu tempo, mas as maiores preocupações e impedimentos estão relacionados com a segurança das pessoas e preservação do local, que é parte integrante da Mata Atlântica.

PASSEIO COM EXCURSÃO

Há alternativas para quem não está a fim de dirigir, não tem carro ou simplesmente prefere ir de excursão. Como não testei o serviço de nenhuma empresa que faz o passeio, não indicarei, mas você pode procurar na internet excursões que saem do Metrô Vergueiro, que saem de Santos e até de outros pontos.

IR POR CONTA PRÓPRIA OU NÃO?

Sem sombra de dúvida, ir por conta própria, até por conta da liberdade de ir e vir e de pagar somente o valor da taxa do parque.

ACESSO VIA SÃO BERNARDO DO CAMPO

O acesso ao estacionamento da trilha da Estrada Velha de Santos é através da portaria de entrada no Km 42 da Rodovia SP-148 Caminhos do Mar, Riacho Grande – São Bernardo do Campo. Para quem vem de São Paulo é seguir a direita na bifurcação com a Índio Tibiriçá.

Apesar de parecer fácil chegar, no momento em que coloquei no GPS deu uma falha, mas conseguimos nos virar. Por conta disso, não deixe para colocar no Waze ou Google Maps a localização somente quando for sair de casa.

OUTRAS INFORMAÇÕES IMPORTANTES – ESTRADA VELHA DE SANTOS

  • A trilha urbana da Estrada Velha de Santos não foi reaberta recentemente, ela já existe há anos;
  • Vá com roupas leves, tênis confortáveis e de trilha, já que terá que se equilibrar entre as pedras e os musgos da descida da Calçada do Lorena. Outra coisa, leve contigo um corta vento, já que a incidência de chuva é bem alta na serra;
  • Leve um lanche bem servido e prático em sua mochila e uma garrafa d’água para se hidratar. Há bebedouros e toilettes em alguns pontos de parada, mas comida e afins esquece. Não tem nada, nada mesmo!;

  • Não esqueça de passar repelente e protetor solar. Fui picada por um borrachudo bem no lugar em que eu não havia passado nada, claro;
  • Muito cuidado na estrada de acesso aos Caminhos do Mar. Há uma concentração enorme de ciclistas e corredores durante a manhã, que não respeitam as placas de sinalização em que pedem para que fiquem/transitem somente no acostamento. Certos ou errados é a sinalização da via e, como em muitos trechos estarão em bando, fiquem bem distantes deles para evitar qualquer tipo de acidente ou contratempo. Também por conta disso, tente ir mais cedo porque é muito provável que dirija a menos de 1o km/h e atrás das bicicletas em muitos pontos próximos a partida do passeio;

  • Grande parte dos visitantes do parque saem de São Paulo. Tinha a impressão que o pessoal da baixada ou próxima tinha interesse de fazer a trilha também, mas isso aparentemente não é uma verdade. Com isso, deve ser mais escasso o número de excursões que saem do litoral;
  • O caminho da Estrada Velha de Santos pode até ser feito por idosos desde que tenham um bom condicionamento físico, disposição para subidas íngremes e firmeza e controle do corpo. No caso de crianças, recomendo somente se forem maiores de sete anos pelo menos por conta das mesmas questões.

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