Por do sol em… – Capítulo 3 (by Quatro Cantos do Mundo)
30/01/2013 4 comentários

Por do sol em… – Capítulo 3 (by Quatro Cantos do Mundo)

Como mencionei no primeiro capítulo (Por do sol em… – Capitulo 1), esta série será escrita por todos nós e, a Flor que vos escreve está esperando o seu post, o seu por do sol. Não importa donde, todos são especiais e serão muito bem recebidos…;o)!

E lá vai mais um post da série “Por do sol em…”. Desta vez, o post foi escrito pelos blogueiros do Quatro Cantos do Mundo (http://quatrocantosdomundo.wordpress.com/), trazendo um festival de sunsets ou pores do sol, como quiser, espetaculares para babarmos e colocarmos em nossos roteiros de viagem.

Tenho um carinho especial por esta galera do Quatro Cantos porque eles foram um dos primeiros blogs a me acolher, logo no primeiro contato pessoal, me convidaram para palestrar sobre o Hawaii  (Apresentação – Hawaii) em um Encontro dos Viajantes (realizado mensalmente e gratuitamente) organizado por eles em São Paulo, além de serem super queridos e simpáticos com todos, sempre!

Muito obrigada por compartilhar este post-depoimento belíssimo conosco e pelo carinho de sempre, meus queridos…;o)!

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Em Koh Tao, após mergulhos incríveis – Ilha ao sul da Tailândia

Quando decidi escrever sobre pores do sol pelo mundo, a primeira dúvida que me veio foi: qual o plural de pôr do sol? Pesquisei no google e a grafia correta na língua portuguesa é: pores do sol. Mas isso pouco importa quando estou diante da magnitude e da infinita beleza de um maravilhoso pôr do sol em qualquer lugar do mundo.  Observar e admirar o sol se pondo foi um vício que adquiri nas minhas viagens e onde quer que eu esteja faço o possível para assistir o até amanhã da nossa estrela. Aliás aprendi que os 20 minutos após o sol se esconder são ainda mais bonitos, com uma incrível miscelânea de cores, seja com ou sem nuvens. Essa é uma das razões pela minha preferência por pequenas cidades próximas a natureza durante minhas viagens.

Meditando com Shiva em Rishikesh, norte da Índia

Vivi grande parte da minha vida em São Paulo onde não tinha tempo para admirar o pôr do sol ou não conseguia pela altura dos prédios e poluição. Na correria das cidades grandes estamos sempre ocupados demais ou pior, pré-ocupados demais para admirarmos o pôr do sol. Viajar me ensinou a tirar o pé do acelerador, a viver no presente momento, a parar de adiar para o futuro as coisas que quero fazer hoje.  Observar o pôr do sol é uma metáfora da vida moderna que levamos, dado que podemos apenas “observar” o sol se pôr. Não podemos fazer nada, nem lutar contra nem acelerar ou adiar…O sol vai se pôr de qualquer maneira, ao seu tempo, você queira ou não.

Na savana africana dizendo adeus ao lado de uma acácia

Perdi as contas de quantos pores do sol perfeitos eu presenciei, um mais bonito que o outro, sempre diferente do anterior mesmo estando no mesmo lugar. Impossível eleger o melhor. A mudança das cores, a chegada de planetas e estrelas, o frio que se começa a sentir, as nuvens se escondendo, enfim a imponência da natureza frente a tudo. Seja tomando uma cerveja com amigos, seja meditando, seja na praia, seja na montanha, o pôr do sol é um momento perfeito para sentirmos a força do universo e a beleza da vida, afinal sem o sol nada seria possível.

Por do sol após uma sessão de surf em Anglet, sudoeste da França

Ver o sol se pondo nos obriga a viver no presente momento, mesmo com a mente nos levando através de pensamentos para o passado ou o futuro. Estamos ali, em frente a magnífica estrela que se vai por mais um dia, ou por meses, caso você esteja se aventurando muito ao norte ou muito ao sul da Terra. Você consegue se acostumar com um vilarejo na Espanha em que todo o comércio fecha  para a siesta durante a tarde, não importa quão urgente seja o que quer que você tenha que fazer? Você consegue se manter calmo quando uma travessia de barco pelo rio Mekong no Laos leva 4 dias ao invés de 2 porque o rio esta muito seco em alguns pontos? Você consegue sentar para jantar com seus amigos australianos por 3 horas sem se preocupar com o relógio ou com o seu celular? Se a resposta for não, meus queridos, está na hora de se perguntar por que…

Em Kerala, sul da Índia, após uma aula de Yoga

 

Viajar para mim é uma maneira de se aprender a parar de adiar, parar de se arrepender pelo passado e a parar de ficar ansioso com o futuro. Existe um antigo provérbio indiano que diz “o que não está aqui, não está em nenhum lugar”, e admirar o pôr do sol me faz sentir vivo, parte da natureza, mas bastante pequeno frente a grandeza do universo. Desacelerar e aprender a viver cada momento é mais um dos inúmeros benefícios que longas viagens pelo mundo nos trazem.

 

Em alguma praia perfeita do sudeste asiático

Observação: O depoimento acima, bem como as fotos, são de propriedade exclusiva do blog Quatro Cantos do Mundo, o qual nos prestigiou com este belo conteúdo.

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