Vôo de balão em Boituva (by Daniela Nogueira)
04/03/2013 7 comentários

Vôo de balão em Boituva (by Daniela Nogueira)

E agora é a vez de mais uma amiga querida compartilhar uma de suas aventuras conosco. Agora é a vez de Daniela Nogueira, também conhecida por “DaniTour”.

Logo que sai uma promoção de final de semana nas companhias aéreas, há um movimento no Twitter e quando fechamos (um grupo de viajantes) o destino, a Dani “gentilmente se oferece” a ver algumas coisas da viagem. Normalmente, eu recebo o destino e o valor e digo: “Dani, você tem a minha data de nascimento, meu RG etc. Vá em frente e depois me avisa quando eu tenho que te pagar”. E não é que funciona? he he he!!!

DaniTour, obrigada por compartilhar uma de suas peripécias conosco através deste post maravilhoso e até a próxima viagem…;o)!

Depoimento da Dani sobre o blog:

“A Garden é uma das amigas queridas que conheci no “Encontro de Viajantes” promovido pelo pessoal do “Blog 4 Cantos”. Adoro viajar, já pisei em muitos lugares interessantes, mas não tenho veia blogueira… Daí que a minha amiga Flor sempre me cobrou “por que você não escreve para meu blog?”. E eu sempre respondia “vou escrever… tenha calma!” rs!
Adoro ler as peripécias da amiga Garden e durante sua viagem à Turquia e Grécia eu ficava todo dia, ansiosa, esperando pelo post para desfrutar da viagem junto com ela. Sim, pois sou daquelas que “viajam” na viagem alheia. E quando o texto propicia esse convite (coisa que a Garden sabe muito bem fazer!) é melhor ainda, né?!
Então, eis que agora estréio neste ilustre espaço, compartilhando também uma peripécia minha. Espero que gostem! =)”
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E bora lá para o post:

 

Foto cedida por: Aeromagic

Voar de balão sempre foi um sonho antigo… um sonho quase realizado na minha viagem ao Egito, em dezembro de 2011, mas barrada pelo horário da saída do barco de Luxor . Fiquei tão frustrada (principalmente porque o preço era EXTRA convidativo) que me coloquei uma meta: em 2012 voaria de balão sem escapatória!
Então, voltando ao Brasil comecei a pesquisar mais a fundo sobre as empresas que faziam o voo. Pesquisa daqui, conversa com amigos ali, encontro vários interessados e de repente aparece na minha caixa de e-mails uma promoção de um desses sites de compra coletiva com 50% de desconto! Chamo um amigo aqui… convido outro ali, todos querem fazer, mas a aventura não é barata e de uma hora para outra nem sempre conseguimos desembolsar R$ 300 (valor cobrado com desconto). Ou seja, ninguém poderia comprar e me acompanhar…
Não me fiz de rogada e, resoluta, pensei “vou comprar e vou sozinha”. Assim fiz e em agosto de 2012 comprei meu primeiro voo de balão como presente de aniversário.
Porém, voar de balão nem sempre acontece na hora que você quer… a natureza tem seus caprichos e as empresas, suas responsabilidades. Na semana marcada para meu voo (última semana de novembro de 2012), o tempo virou completamente e o voo foi cancelado. Desistir? Jamais!

Marquei para o primeiro novo final de semana disponível e parti para uma nova experiência: dia 19 de janeiro às 6h lá estava eu em Boituva, vendo o céu clarear aos poucos, aguardando para saber se meu voo sairia. Como assim? É, minha gente, embora a previsão climática sugerisse um clima favorável para o voo, somente na hora é que os ventos são avaliados e  nos dizem “sim, poderemos voar!”. A gente sempre corre o risco de ir até a cidade e na hora H o voo ser cancelado. Faz parte…

E então a gente começa a olhar na direção do campo e vê a movimentação dos carros chegando com os cestos… um balão começa a encher aqui, outro ali e de repente o campo está todo colorido!
A emoção é grande (o frio na barriga também) e penso “se já é bonito ver esses balões aqui embaixo, imagina ver lá no alto”.
Meu voo seria feito junto com outras 11 pessoas. Eu imaginava um cesto menor, mas soube que lá existia um balão (o maior da América Latina) que levantaria voo com 16 pessoas no cesto.
Dirigimo-nos para o local e o coração acelera quando entramos no cesto e ouvimos o barulho do maçarico soltando fogo. Mais acelerado ainda ficou meu coração quando o comandante (não sei o nome de quem “dirige” o balão) disse com a maior naturalidade “subiremos inicialmente a mil metros, depois desceremos um pouco e manteremos altura do voo”. Para alguém com medo de altura foi impossível segurar a espontaneidade “mil metros??!!!” – gritei de volta. Tarde demais… o balão começava a subir…
Foto cedida por: Aeromagic
A subida inicial é rápida e foi o único trecho que me deu “medo”, pois a sensação no corpo é daqueles elevadores que sobem depressa e dão o vazio no estômago. Depois disso fica só uma grande paz! A sensação de ver tudo do alto, voando lentamente (de forma tão estável que parecia que nem estávamos nos movendo) é incrível! O silêncio da contemplação só é quebrado pelo som do maçarico e do rádio (onde o comandante informa à base nossa posição). Parece que todos ficam calados, só vivenciando a sensação de paz e  contemplando a paisagem. É incrível!
De lá do alto pensei “se voar aqui em Boituva já é incrível, imagine voar em lugar de beleza natural mais intensa, como a Capadócia, por exemplo”. Como deve ser? Ah, agora terei que descobrir! Aguardem…

O voo dura entre 40 minutos e 1 hora (a depender do vento) e o meu durou cerca de 52 minutos (tempo informado pelo comandante). O tempo já estava acabando (passa tão rápido que você nem sente) e o campo gramado já nos esperava lá embaixo. No nosso pouso, um pouco de emoção, pois ventava e depois de deslizar pelo campo, ficar inclinado ao tocar o chão e se estabilizar, o cesto enfim tombou. É, meu amigos, eu “beijei” a grama, porque como Murphy é meu amigo, o meu lado do cesto foi o que encostou no chão. Mesmo com a adrenalina do pouso, não posso dizer que tive uma “batidinha” qualquer. Mesmo com o pouso “mais radical” tudo foi absolutamente tranquilo e seguro.

Ao ficar deitada dentro do cesto tombado foi que entendi na prática o motivo das divisórias que existem dentro do cesto: não fossem elas, pelo menos 3 pessoas teriam caído em cima de mim!
Ao fim do procedimento de pouso uma Van e uma caminhonete vêm ao nosso encontro. A caminhonete levará o balão e a Van, os passageiros. Antes do retorno porém, um brinde com champanhe e a entrega do nosso “Certificado de Coragem”.
Alguns minutos depois, de volta à escola de Paraquedismo de Boituva, um belo café da manhã nos aguarda. O bate-papo entre pessoas sorridentes marca o fim de nossa aventura, que deixa gosto de “quero mais”.
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Onde: Escola de Paraquedismo de Boituva (cerca de 120 km de SP) aos finais de semana.
Horário: chegada às 06h da manhã no local
Com quem: Aeromagic Balonismo – http://aeromagic.com.br. Essa é uma empresa que já conhecia há anos, pois moro no mesmo bairro deles. Eles fabricam os balões e equipamentos, são pioneiros em voo de balão em Boituva e são superprofissionais! Meu voo foi feito com o Ricardo (dono da empresa) e me senti susper segura. Recomendo muito a empresa!
Quanto custa: o valor normal hoje está em R$ 600. Eu paguei R$ 300 pelo Groupon (sempre tem promoção, fique de olho). Porém, se não conseguir comprar na promoção, uma outra dica é comprar o kit “Viva Experiência – Viva em Ação” – http://www.vivaexperiencias.com.br/caixas/viva-em-acao – por R$ 299 e você fará um voo idêntico ao meu, com a mesma empresa. É uma boa dica para presentear o namorado (ou namorada)!
Para quem: para qualquer pessoa (até para aquelas com medo de altura!), inclusive crianças (tem idade mínima, mas não sei qual)
Dica: como o voo sai muito cedo, experimente dormir na cidade de Boituva. Eu dormi no Hotel Boituva http://www.hotelboituva.com.br/home.htm. Apesar de cobrarem muito pelo que oferecem (paguei R$ 128 a diária), o quarto é limpo, é uma boa maneira de descansar e dá para acordar só 5 minutos antes, pois o hotel fica no lugar de onde partem os balões.

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