Ilha de Páscoa (Rapa Nui) – dicas práticas e úteis para ler antes de ir
27/05/2013 28 comentários

Ilha de Páscoa (Rapa Nui) – dicas práticas e úteis para ler antes de ir

Acabei de chegar de um paraíso que muitos conhecem como Ilha de Páscoa. Depois de uma temporada por lá, aprendi a chamá-la de Rapa Nui, o seu nome “original” e o nome das pessoas que por lá nascem.

Por ter acabado de chegar e, por estar com as impressões fresquinhas em meu cérebro, achei interessante fazer um post “utilidade pública” a exemplo do que fiz para Bonito com algumas dicas e coisas que você precisa saber antes de pisar em Rapa Nui.

E bora para elas:

1 – Vôo:

Há um vôo por dia para chegar e sair da ilha. O vôo que nos leva ao paraíso é o mesmo que nos tira lá sem ao menos perguntar se queremos ir mesmo embora. Avião deselegante…

O avião sai de Santiago rumo a Rapa Nui e dura cerca de 5 horas. E olha a tentação: com mais 5 horas, você estará no Tahiti!!!

Para que você tenha uma ideia donde a Flor foi parar, olha o mapa abaixo, meu querido leitor…

É cansativo, sim! Até porque, quem vem do Brasil ou de qualquer outra parte do mundo (fora o Tahiti), terá que passar por Santiago e de lá, fazer a conexão para a ilha. Mas vou te falar… Isso é o de menos porque você sabe que está a caminho de uma ilha na Polinesia… o/ o/ o/

Assim que você chegar, saindo do avião e antes de pegar as suas malas na esteira, dirija-se a um guichê que tem logo a esquerda na passarela para comprar o seu ingresso para o Parque Estadual de Rapa Nui. Ele custa $ 60 mil pesos chilenos ou US$ 30, e dará direito de você entrar em duas atrações da ilha: o Rano Raraku e Orongo.

2 – Fuso horário:

Estamos há 3 horas de diferença para menos de São Paulo e demais cidades que estão no horário de Brasília e há 2 horas de diferença para menos de Santiago.

3 – Clima:

A temperatura média da ilha é de 20C por todo o ano. Dizem que maio é o mês da chuva, mas para nossa sorte não pegamos quase nada de chuva e, quando chovia, ia logo embora.

Durante o dia faz um dia lindo, acalorado, mas quando vai chegando o final da tarde, a temperatura vai caindo até ficar um frio úmido durante a madrugada que vai embora lá pelas 8 horas da manhã.

Agora, se o clima fica instável na ilha, de acordo com os nativos, é sinal de que uma morte na ilha acontecerá. Isso é sinistro, macabro, mas eu não duvido. No dia em que o tempo estava instável na ilha, uma senhora nativa faleceu.

4 – Sapatos:

Se você é daquele tipo engomado, cheia (o) de frescura, nem perca o seu tempo em pensar em ir à Ilha de Páscoa. Caso você seja teimoso, dirija-se já ao shopping mais perto para comprar um tenis “de trilha” para utilizar por lá. O máximo que você usará é um chinelo na praia ou no centrinho.

No caso das mulheres, rasteirinhas são permitidas e convenientes no centrinho. Confesso que levei as minhas e as mesmas não saíram da minha mala.

5 – Lixo: 

É praticamente impossível encontrar um cesto de lixo, principalmente, nos pontos turísticos da ilha.

Obviamente, isso não será motivo ou desculpa para você jogar o seu lixo no chão. Leve sempre uma sacola contigo e jogue o “seu lixo no lixo” assim que você tiver a oportunidade de…

6 – Praias:

Na verdade só tem uma praia que pode ser frequentada para quem quer se banhar na ilha. A praia chama-se Anakena e é lindíssima.

Chegamos a perguntar aos locais se havia outra praia por lá e o que nos disseram é que até tem, mas a outra praia, que se chama Ovahe, tem parte de sua estrutura ameaçada a despencar a qualquer momento. Por curiosidade, fomos conferir se realmente não era papo de local e a conclusão foi: nem pensar em estender uma canga por lá…rs!

7 – Cavernas:

Fomos a algumas cavernas na ilha. Uma delas, a Ana Kai Tangata, é praticamente uma janela para o mar. Dizem que entrar nela tira a “zica” e traz bons fluídos, ou seja, não deixe de ir…

A outra que acho bacana falar é a Ana Te Pahu. Esta caverna se não for a maior é uma das duas maiores da ilha. Se for até o final da caverna, verá que tem uma saída estreita e no topo. Sair dela foi um desafio e um exercício de superação para mim. Não imaginava que fosse capaz (mesmo com ajuda) de sair pelo “topo” de uma caverna pisando em pedras molhadas e quase sem pontos de apoio…

 

8 – Custo da viagem – comes e bebes:

A Ilha Páscoa definitivamente, assim como todas as outras ilhas polinésias, não é um destino barato para nós brasileiros e nem para muitos estrangeiros endinheirados. Isso porque a maioria dos alimentos não são produzidos na ilha e vem de muito longe.

Para vocês terem ideia, um almoço ou jantar não sairá por menos de $ 10.000 pesos chilenos (equivalente hoje a R$ 50,) por pessoa. Caso você queira economizar, a saída é comer empanada. A unidade sai entre $ 2.000 e $ 3.500 pesos chilenos (entre R$ 10 e R$ 18,).

Se decidir dividir uma prato com outra pessoa, lembre-se que a fome é a mesma e que nem todos os restaurantes possuem pratos bem servidos.

Os comes são caros e os bebes também! Uma garrafa d’água de 1,5 litro custa entre $1,3 mil e $ 2 mil pesos chilenos, ou seja, mais de R$ 5. Os refrigerantes em lata entre $ 500 (os pequeninos) e $ 1,5 mil. Já a “marvada” da cerveja, a brincadeira começa em $ 1,5 mil a latinha.

Uma dica para quem adora uns “bons drink”. Antes de embarcar, não deixe de passar no Free Shop do aeroporto de Santiago e se abasteça das “marvadas”, a não ser que você tenha dinheiro para dar e vender ou não tenha o espírito “turco”, como eu…ha ha ha!!!

9 – Meio de transporte:

Vi muito pouco transporte público pela ilha. Os taxis são verdadeiras fortunas. Eles chegam a cobrar cerca de US$ 5, por um trajeto de 200 metros. Um verdadeiro absurdo…

Na minha opinião, o melhor meio de transporte na ilha é o carro. Você pode alugar um na ilha com diárias (pós negociação “turca”) entre $25 mil e $ 45 mil pesos chilenos.

Chegamos até a alugar um dia de bicicleta que sai entre $ 8 mil e $ 10 mil, mas como a “isla es muy rocosa”, desistimos. Seria uma maldade ao “traseiro”, fora que quase tudo é longe…

 

Um quadriciclo seria um festival de poeira na cara e uma judiação aos meus cabelos…

10 – Moeda:

A moeda oficial da ilha é o peso chileno, mas o dólar é muito bem aceito e bem vindo. Não pense que você irá para um lugar como os Estados Unidos ou algum outro país que aceita cartão de crédito em praticamente todos os estabelecimentos, por favor! Se você for sem din din nos bolsos, poderá passar por apuros e há 5 horas do continente. Então, não seja teimoso (a) e não passe perrengue…

Foto: Daniel Thompson

11 – Povo: 

O povo Rapa Nui é muito dócil e querido. O mais incrível é que eles falam com o coração e farão de tudo para te ajudar. É um povo que adora falar sobre a sua história, sobre os eventuais acontecimentos ao longo dos anos, mas que não se consideram cidadãos chilenos.

Foto: Ana Miranda

Isso é totalmente compreensível, uma vez que eles estão há quase 5 horas de vôo de Santiago, vivem na Oceania e possuem uma cultura polinesia e totalmente diferente da chilena continental. Eles são cerca de 8 mil e moram em um dos lugares mais isolados do mundo.

12 – Idioma:

Os Rapa Nuis falam o seu próprio idioma, o Rapa Nui, e o espanhol. Alguns com sotaque e dificuldade para falar espanhol, mas isso não será um problema…

Foto: Ana Miranda

13 – Animais:

Sem sombra de dúvida, os que mais chamam atenção são os cachorros. Além de dóceis em sua totalidade, eles te olham com aquela carinha de quem quer ser adotado. Eles são realmente uma benção de Deus.

Foto: Ana Miranda

Bastava um contato visual para que eles nos perseguissem por onde fosse. Subiam conosco montanhas, caminhavam pelos caminhos rochosos etc. e tudo com aquele olhar feliz e de “amor à primeira vista”.

Aos que visitarem a ilha, pedirei um favor. Levem de reserva algo de comida ou bebida com vocês, pois há várias cachorros dóceis nos pontos turísticos da ilha sendo que, muitos estão abandonados, famintos e  longe da pequena civilização.

Obviamente, a ilha não tem só cachorros. Há muitos cavalos e galos e poucas vacas.

Foto: Ana Miranda

Eles ficam soltos pela ilha e, por este motivo, tome muito cuidado quando estiver dirigindo, pois pode aparecer um bando deles correndo enlouquecidamente pela estrada. A dica é andar a 50 km/hora.

14 – Conectividade:

A gente adora se despedir dos outros e das redes sociais quando saímos de nossas casas dizendo: Postarei várias fotos de lá. Acompanhem! – Bem, não é bem assim…

A conectividade é quase inexistente na “isla rocosa”. A conexão a internet é via Wi Fi (satélite) e funciona basicamente onde você está hospedado e em raríssimos restaurantes. E quando a energia do gerador se acaba, esqueça qualquer conexão.

Resumindo, você fica literalmente “ilhado”…rs!

15 – Religião:

A igreja em Rapa Nui é singular. É literalmente uma mistura dos santos com a cultura da ilha.

 

É algo único e que vale a pena a visita. A impressão fica por conta de cada mente…

16 – Souvenirs:

A felicidade de toda mulher e o pavor de todo homem é o tal do souvenir…

Eu, turca que sou, pesquisei os preços em algumas “lujinhas”…rs! No final das contas, a diferença de preço é mínima. Resumindo: compre o que você gosta e curta a ilha. A Flor já fez a pesquisa para vocês…;o)!

Depois em um post sobre o assunto, digo aonde fui para para comprar os meus souvenirs…

Agora, um souvenir bacana e, pasmem: FREE!!! que você DEVE trazer é o carimbo no passaporte com o “selo” da Ilha de Páscoa. Basta ir a agência dos Correios e pedir para carimbarem o seu passaporte. É uma graça e cheio de moais…

17 – Amanhecer e anoitecer:

Sem sombra de dúvida, o nascer e o por do sol são obras de Deus. Cada dia de uma forma diferente e todos inesquecíveis…

18 – Iluminação:

Já que estamos falando de luz…

A iluminação na ilha é muito precária e muitos lugares, inclusive na região central, não possuem postes de iluminação. Desta forma, se você não quiser ficar no escuro (literalmente), leve consigo uma lanterna sempre na mochila ou coloque em seu telefone um aplicativo “Lanterna” que resolve.

19 – Moais: 

Muitos devem tem pensado que não falaria da sensação da ilha, não? rs! Adoro um suspense, mas para não ficar muito longo e por não ser o foco de um resumo, farei depois um post ou vários posts sobre os moais. Eles merecem…;o)!

Há mais de 900 moais espalhados pela ilha e os lugares mais indicados para ver “os reis” da ilha são:

Ao amanhecer – Ahu Tongariki:

Ao anoitecer – Ahu Akivi:

Moai por todos os lados – Rano Raraku:

Único moai com olhos de Rapa Nui – ao lado do Ahu Tahai:

E aí, se animaram para conhecer este paraíso chamado Rapa Nui – Ilha de Páscoa?

Em breve, post com os detalhes sobre este lugar que é um dos mais isolados do mundo. Será que alguém vai querer saber mais sobre esta ilha? Será? Será??

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