Passeio pela Ilha de Alcatraz e tour guiado em português
25/05/2014 2 comentários

Passeio pela Ilha de Alcatraz e tour guiado em português

A Ilha de Alcatraz sem dúvida alguma é passagem obrigatória a quem vai a São Francisco. Alcatraz  foi base militar por oitenta anos, prisão de segurança máxima por vinte e nove e, território indígena por quase dois anos. Hoje a ilha é um ponto turístico administrado pelo National Park Service, sendo visitada por cerca de 1,3 milhão de pessoas anualmente.

É óbvio que o que mais marca e o que vem em nossa memória logo que o nome Alcatraz está em cheque é a prisão de segurança máxima e seus famosos prisioneiros como Al Capone, mas a ilha localizada na Baía de São Francisco não é somente a prisão e nada mais.

Em função do isolamento, as famílias dos que trabalhavam na prisão, moravam também na ilha, especificamente nos arredores da prisão, tendo por lá escola e belíssimos jardins que quebravam um pouco aquele clima tenso que só.

A prisão fora descontinuada em 1963 devido ao seu alto custo (três vezes mais que as demais prisões americanas) e, hoje Alcatraz é habitada pelos alcatrazes (como toda Califórnia) e visitada pelos turistas que chegam na ilha com aquele olhar curioso e observando cada detalhe daquele lugar.

E em falar em olhares curiosos…

Para conhecer Alcatraz é necessário agendar a ida até lá e, agendar com certa antecedência para não correr o risco de vê-la de longe e no continente. O ingresso custa USD 30 e pode comprar direto no site (http://www.alcatrazcruises.com/), dando direito a ida na embarcação e aos diversos tours (guiado por audiofone e por guia), sem precisar pagar nem centavo a mais por isso.

Minha ida a Alcatraz

Como estaria parte dos dias sozinha em São Francisco, aproveitei para visitar lugares inusitados com a máxima liberdade e tempo que tinha para isso.

Peguei um taxi saindo de Union Square, local aonde estava hospedada e parti rumo ao Pier 33, local aonde sai a embacação rumo a Ilha de Alcatraz.

Como toda atração turística famosa americana, chegando lá você se depara com um mini museu a céu aberto, com frases de antigos funcionáris e prisioneiros (vide post anterior) e uma fila bem organizada para cada horário de saída da embarcação.

Eu toda “espertinha”, cheguei bem cedo e fui uma das primeiras da fila. Como toda “espertinha”, logo que a fila andou e liberou a entrada na embarcação, fui lá pra frente toda feliz por ter a melhor vista chegando a Alcatraz.

É…pois é! Como a embarcação começou a andar e o vento vir na cara, vi o quão espertinha era eu…rs! A espertinha tirou algumas fotos tremendo de frio e foi correndo para a lateral.

Chegando lá, um dos guias da ilha reune todos que ali chegaram para explicar como as coisas funcionam, horário do tour guiado e afins.

 

O primeiro passo da visita recomendado é a sala de vídeo, aonde passa um filme de cerca de quinze minutos (todo em inglês) com resumão sobre o que aconteceu na Ilha de Alcatraz ao longo do tempo.

Depois do filme, acompanhe o tour guiado, feito por um dos funcionários do parque e que aborda a  história da prisão, as tentativas nada sucedidas de fuga, mostra as instalações externa da antiga prisão entre outras curiosidades. O tour é todo feito em inglês, dura cerca de uma hora e é todo feito na área externa da prisão. Atente-se para os horários assim que chegar à ilha.

 

Agora, com todo o background do vídeo, o tour guiado pelas instalações, nada mais proprício que adentrar Alcatraz e fazer o tour pela parte interna da prisão.

A melhor parte da história, além da própria história é que tem audio disponível também em português (uma vitória aos brazucas que tanto visitam os Estados Unidos anualmente). Assim que chegar ao lugar de início do tour, o funcionário do parque te perguntará em qual idioma e basta dizer (pensando “Yes”!): portuguese, please! E não vá pensando que é português de Portugal, é português brasileiro mesmo 🙂

Essa é a parte mais bacana da visita a Alcatraz. O audio vai te levando para dar uma volta dentro da prisão, com o audio com vozes similares ao dos antigos presidiários e funcionários dando todo o clima de quanto era terrível viver e ficar encarcerado ali. Afinal, o maior pesadelo para um criminoso (ou com a intenção de ser um) era ir para Alcatraz. Muitos chamavam a prisão de segurança máxima de “A Rocha” pelo frio que ali fazia e pelo isolamento. Muitos ficavam loucos, alguns tentaram fugir, mas sem sucesso.

Imagina fugir de Alcatraz nadando nas águas geladas daquela região? Suicídio na certa! Alguns corpos de fugitivos nunca foram encontrados e até hoje são considerados como “desaparecidos”, mas obviamente não sobreviveram.

A característica de muitos prisioneiros de Alcatraz era a execução de crimes financeiros e o grande perigo que traziam a nação, sendo os mais famosos prisioneiros da ilha: Alphonse Capone (Al Capone ou Scarface); Robert Stroud (homem pássaro); Alvin Karpowicz (Creepy Karpis); George Kelly Barnes (Machine Gun) e; Rafael Cancel Miranda.

Aqui vai uma sequência de fotos para vocês terem uma ideia do que é o tour por dentro de Alcatraz:

A narração do tour:

 

Detalhes das celas:

 

 

 

 

Uma das celas mais ajeitadas:

O refeitório. Era cheio de talheres e acessórios perigosos, mas tinha gás lacrimogênio instalado no teto para qualquer eventualidade.

E o cardápio era muito bom, por sinal…

Visual do refeitório:

Recepção e regras de visitação:

 

A lista dos mais famosos prisioneiros em quadro.

 

Apesar de ter dado errado, a tentativa de fuga mais incrível. O prisioneiro fez uma réplica de seu corpo dormindo na cama enquanto tentava fugir…

Dicas importantes:

1 – Como Alcatraz é muito concorrida, assim que comprar a passagem, compre o ticket. Muitos tentam comprar com quinze dias a um mês de antecedência e não conseguem comprar. Fica a dica!

Falei no outro post isso, mas não custa repetir: Contarei um segredinho a vocês…rs! Eu na loucura do dia a dia, tinha me esquecido completamente de comprar o ticket e, por sorte quando fui pesquisar para comprar (dois dias antes do embarque), consegui. Era o único disponível e muito provavelmente estava lá “soltinho soltinho” em função de alguma desistência…rs! – Não façam isso, por Deus!

2 – Leve um lanche e bebida contigo. A ilha não possui qualquer infraestrutura de comes e bebes, nenhuma mesmo. Caso tenha esquecido de levar, na embarcação tem uma espécie de snack bar que você poderá comprar algo, mas com um preço pouco inflacionado, pouco mesmo (obviamente).

3 – Reserve ao menos meio dia para a visitação. Faça com calma e de preferência do meio para o final do dia para que possa aproveitar o por do sol incrível que se tem na ilha.

4 – Se for explorar bem a ilha, vá com sapatos confortáveis e roupas leves porque é um tal de subir e descer.

5 – Mesmo que esteja calor no dia, leve um agasalho. O vento na embarcação é muito forte no trajeto tanto de ida e quanto de volta.

6 – Chegue com antecedência ao Pier 33 para não correr o risco da embarcaçao ir e você ficar…

Gostou das dicas? Seja mais um leitor parceiro e nos pague um café!

Se esta dica for útil a você, retribua a gentileza e ajude a gente também! Cada vez que você reserva um produto por algum dos links abaixo, recebemos uma pequena comissão que ajuda a monetizar esta plataforma e a atualizar nosso conteúdo com várias dicas bacanas e úteis a você, sem que tenha que pagar nada a mais por isso. Caso tenha que cancelar a reserva por ter encontrado um preço melhor no Booking.com ou em outro parceiro, entre novamente no link de hospedagem abaixo para fazer a transação, já que o site de hospedagem desconsidera a comissão pra gente quando ocorre o cancelamento e é feita uma nova reserva. Muito obrigada ;-)