Maratona sub2 horas, quando vai acontecer?

Maratona sub2 horas, quando vai acontecer?

Essa é uma pergunta que se fosse feita há alguns anos atrás, muita gente daria risada e diria que correr 42 quilometros e 195 metros (sim, o número não é exato) em menos de duas horas é uma tarefa impossível, mas no último mês de setembro, o queniano Eliud Kipchoge, trouxe não só esperança, mas certeza de que em breve essa marca será batida. E ele está sendo treinado para isto!

O campeão olímpico, completou a maratona de Berlim, em 2:01:39, quebrando a marca anterior, que também era sua.

Foto: FABRIZIO BENSCH / REUTERS

E o mais impressionante é o tamanho da diferença em relação ao recorde anterior, mais de um minuto! A última vez que um record foi superado em mais de um minuto foi em 1969!

Conseguir terminar uma maratona em menos de duas horas é o objetivo de muitos atletas e de muitas empresas do ramo. A Nike é uma das empresas que vem apostando fortemente em alguns de seus atletas para quebrar o record do sub 2horas. Em Monza, 2017 Kipchoge não conseguiu a tão sonhada façanha por apenas 25 segundos.

A marca dele fica bem abaixo do melhor tempo até então registrado, que era de 2 horas, 2 minutos e 57 segundos, do queniano Dennis Kimetto. Mas, como Monza não é uma prova reconhecida oficialmente, o tempo não é considerado no quadro de records. A prova foi escolhida pela Nike, que contou com um time de especialistas em várias áreas – treinamento, alimentação, hidratação, – tudo para derrubar a barreira das 2 horas, contando ainda com as vantagens do traçado oval, plano e com poucas curvas, que facilitava o monitoramento e acompanhamento dos treinadores e cientistas, e mais: as condições climáticas estavam perfeitas – cerca de 11 graus Celsius e pouco vento. Mas a quase quebra de tempo já serviu de aquecimento, pois mostra, de forma indiscutível, que a quebra do sub 2 horas é apenas uma questão de tempo.

Pra quem quer saber mais sobre Monza, tem esse vídeo bem interessante:

Mas o que eu acho mais interessante nessa historia toda, é o feito em si. É uma quebra de paradigmas para a espécie humana. Uma pessoa como essa, não é normal! pelo menos no meu mundo rs..  e eu não estou sozinha, nesse raciocínio, Matt Nurse, vice-presidente do Laboratório de Pesquisa de Esportes da Nike, falou antes do evento que tudo se tratava de uma “tentativa de estabelecer novos limites para a performance humana”.

– É Uma viagem a Lua – disse ele

A ânsia da indústria esportiva em descobrir se é possível fechar uma maratona em menos de 2 horas vem de muitas décadas atrás. Mas somente a partir de 1998, é que os tempos da maratona passaram a despencar num ritmo alarmante, quase quatro vezes mais rápido. E desde então, o mundo aposta e acompanha com curiosidade os projetos que tentam transformar essa teoria em prática.

Mas o que está faltando para o próximo atleta quebrar esse tempo?

Alguns estudos realizados por Alex Hutchinson, físico e corredor norte-americano, mostra que a quebra depende de alguns fatores interdependentes, ou seja, apenas a combinação ideal entre percurso, clima e atleta, os três em perfeitas condições trará a quebra da marca das 2 horas!

O trajeto

Vários recordes foram quebrados na mesma maratona. A de Berlim, por ser totalmente plana, permite a inércia do movimento, o que economiza energia e permite ao atleta manter velocidade sempre alta.

O clima

Todo mundo sabe que temperaturas baixas favorecem a prova, pois o atleta “esquenta” menos e portanto, deixa de gastar energia para equalizar a temperatura corporal. Portanto, o clima mais ameno, facilita a troca e a dissipação do calor.

O atleta

Também é evidente que nos ultimos anos, os destaques das maratonas sejam de atletas africanos. Nada menos que 90 dos 100 tempos mais rápidos da maratona estão com quenianos (57) e etíopes (33). Quando olhamos para estes dados, fica evidente que estes povos tenham um biotipo perfeito para provas de resistência. Estudos demonstraram que esses atletas combinam o fator fisiológico à perfeição mecânica. E além disso, há também o fator psicológico, muito treinado e estimulado em treinos em grupo – muito comuns nos training camps no Quênia e na Etiópia.

O Coach

Ter um treinador que arranque os melhores resultados é outro fator imprescindível. O treinador, de 54 anos e Kipchoge são parceiros de longa data. Foram vizinhos em uma área rural do Quênia. É o primeiro e único treinador da vida de Eliud Kipchoge, que não esconde a admiração por seu mentor.

Usar um tênis que aumente sua performance também é fator importantíssimo, e é exatamente isso que marcas como Nike e Adidas querem provar. A Nike desenhou um tênis especialmente para Kipchoge usar nessa prova. Que aliás acabou criando uma grande polêmica.

O modelo de tênis chamado Nike Zoom Vaporfly Elite, foi feito com uma tecnologia que gerou diversos debates sobre sua legalidade por conter uma entressola chamada ZoomX. Alguns especialistas questionaram se as molas existentes na estrutura do tênis dariam uma vantagem não permitida pelas regras oficiais aos atletas. Polêmicas a parte, fato é que segundo a Nike, o Zoom Vaporfly Elite representou uma melhoria média de 4% na economia de corrida de seus atletas, nada mal, quando falamos de quebrar uma diferença de menos de 30 segundos em um record, não é?

Outros fatores

Quebrar a resistência do ar é muito importante, pois quanto mais rápido for o corredor, maior será a resistência do ar. Para isso, o uso de pacers “coelhos de prova”, precisam formar uma parede na frente que quebra a linha do vento e diminui a resistência do ar, facilitando o esforço do atleta.

E foi com a junção dos fatores acima, que Kipchoge provou que é possível, e se coloca como principal candidato a provar em uma maratona oficial que é possível quebrar o tempo de sub 2. Digo isso porque ninguém foi capaz de quebrar o tempo de 61 min para a primeira metada de uma maratona, mas ele quebrou na segunda metade! Ou seja, o ritmo médio dele para a maratona é mais rápido do que qualquer outro ser humano já correu durante a metade de uma maratona completa, e ele manteve o ritmo na prova inteira.

Seu ritmo médio foi de 2m53s por quilómetro, o que equivale a correr 100 metros em pouco mais de 17 segundos a uma velocidade média de pouco mais de 20 km/h. Você já tentou correr na esteira por nem que seja 30 segundos nessa velocidade (se é que sua esteira corre a esta velocidade pois tem vários modelos cuja velocidade máxima é de 18 km/h) ?

Bom, eu só sei que estarei plantada na frente da televisão nas próximas maratonas que o Kipchoge participar, aposto minhas fichas que ele vai ser o cara! e se não for, tenho certeza que em menos de 5 anos conheceremos o atleta que quebrará essa barreira e marcará um novo parâmetro pra raça humana! e você, o que acha?

Pra quem se interessou pelo projeto da Nike, tem um documentário na National Geographic que conta como foram os treinamentos e as estratégias utilizadas para os três atletas africanos. Chama  Breaking2 

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Créditos da foto: news.nike.com

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