Golden Gate de bicicleta – Bora?

Golden Gate de bicicleta – Bora?

A primeira vez que avistei de perto a Golden Gate uma das coisas que me chamou atenção foi a galera atravessando a ponte de bicicleta. Aquela mistura de turistas escolhendo o melhor ângulo para a foto, carros passando rapidamente e a neblina que impregna atrapalhando a visibilidade me fez pensar: Quem atravessaria esta ponte de bike? Ponte esta que possui um dos maiores índices de suicídio no mundo?

E no minuto seguinte pensei: Por que não eu?

E na hora seguinte do tal do porque não eu, avistei na região da turbulenta Fisherman´s Wharf um stand de locação de bikes e fui lá garantir a minha…

Saí de Fisherman´s Wharf com a máxima atenção possível para não atropelar ninguém naquela muvuca e, de lá segui rumo a Golden Gate.

O trajeto leva aproximadamente uma hora e meia, se você for em uma velocidade normal e parar bastante para tirar foto (que é o meu caso, por sinal). Caso contrário, sem paradas, em cerca de quarenta minutos você chegará lá se for bom em subidas e descidas a la São Francisco…

O bacana de fazer esta rota é poder pedalar pela orla avistando Alcatraz ao fundo, admirar a belezura das casas vitorianas, superar aquelas subidas e descidas no meio do parque e descobrir aquela parte da cidade com outro olhar com a liberdade de parar quando quiser para curtir, se acabar de tirar fotos ou repor as energias.

 

 

Em falar em parar, quando chegar na ponte, só não pare pelo amor de Deus no meio “CICLOVIA” da Golden. O risco de ser atropelado e cair ponte abaixo é altíssimo.

Quer parar na Golden Gate, até pode, mas nas “áreas de descanso”. Caso contrário, berros para vc sair da frente, olhares não tão felizes e tantas outras formas de repressão acontecerão.

Algumas pessoas normalmente transformam aquela ponte em uma espécie de racing e, paciência é algo que falta a muitos por ali. Lembro-me de quando estava eu feliz da vida pedalando devagar no meio da ponte, pensando em meu momento de superação e de aventura, logo escutei os berros na minha orelha. Rapidinho entrei no ritmo, rumo ao final da travessia de volta…rs!

Apesar disso, pedalar naquela ponte é algo surreal. Dá um medo em função de ficar bem próximo da grade de proteção, dos carros passarem a milhão por perto e da neblina no meio da ponte (ou em toda ela dependendo do dia), mas a sensação de liberdade, o fato de estar atravessando a Golden Gate e o visual fazem com que tudo isso seja infinitamente menor e que não seja tão relevante assim. Acreditem!

Onde aluguei? 

Bike and Roll – http://www.bikeandroll.com/sanfrancisco/

Aluguei nesta empresa, mas têm outras empresas que locam bike pela cidade e que chegam a Golden Gate.

Quanto paguei?

Como queria fazer com calma o trajeto, aluguei direto a diária de uma bike que me custou USD 32, mas você pode alugar por um determinado período. Se ultrapassá-lo, quando retornar eles fazem o ajuste de valor.

No meu caso, aluguei o dia, mas se tivesse alugado por três horas e tivesse ficado com a bike quatro horas, por exemplo, a empresa locatária ajustaria para o valor de uma diária, que é similar ou até superior ao valor da diária.

Desta forma, don´t worry e não se desespere!

Cuidados importantes:

1) Vá com roupas confortáveis para não se arrepender depois;

2) Passe protetor solar no rosto, pernas e braços, se descobertos, ou simplesmente no rosto e mão, se as demais partes estiverem cobertas. Não faça que nem eu que passei protetor no rosto e não na mão. Fique com a mão ardida e demorou uma semana para igualar…rs;

3) Leve consigo uma mochila com água e lanche porque a fome é certa e o preço da água e dos lanches perto e nas redondezas da ponte são bem elevados;

 

4) Não pare na ponte com a bike. Você pode facilmente ser atropelado por algum atleta ou aspirante “de” da cidade. Eles não têm muita tolerância com isso;

5) Não esqueça de utilizar as marchas da bike. Elas foram feitas para serem usadas naquelas subidas e descidas todas do trajeto;

6) Um lado da ponte é para pedestres e outro é reservados para as bikes. Não tente entrar naquele que não corresponda a sua forma de locomoção.

 

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