São Paulo: feriado em 9 de julho e a Revolução Constitucionalista de 32

São Paulo: feriado em 9 de julho e a Revolução Constitucionalista de 32

Por que é feriado 9 de julho em São Paulo? Já ouviu falar da Revolução Constitucionalista de 32? Duas respostas obrigatórias aos paulistas. Entretanto, ainda há um grande ponto de interrogação em muitos rostos por aí. Portanto, nada melhor que trazer o tema em um dia que deveria sempre ser lembrado aos nascidos em São Paulo, como eu. Lembrado não como um dia de folga, mas pela sua importância histórica.

A Revolução Constitucionalista foi um dos maiores movimentos armados da história do Brasil e, assim como, a Revolução Farroupilha, teve um cunho de luta de um povo.

FATOS E ESTOPIM – REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA

Durante a República Velha, São Paulo e Minas Gerais formaram uma aliança entre os dois estados mais ricos e influentes do país. Havia uma alternância na presidência da república entre representantes destes estados, a chamada política do “café com leite”.

Tal alternância e aliança balançou quando o então presidente e representante paulista, Washington Luís, rompe com os mineiros, indicando Júlio Prestes, outro representante paulista, como seu sucessor. Por conta da vitória de Júlio Prestes, os mineiros obviamente se indignaram e resolveram se unir com os estados da Paraíba e do Rio Grande do Sul. Como consequência, foi armado um golpe de Estado e, Getúlio Vargas assume a presidência provisória da República.

Crédito da foto: calendarr.com

Para demonstrar seu poder (teoricamente) provisório, Getúlio anula a constituição de 1891. Além disso, substitui governadores por seus interventores, conseguindo assim aumentar a fúria da elite paulista. Neste momento, foram formados dois grupos em São Paulo. Um deles formado por tenentistas, mescla de militares com civis e a favor da política de Vargas. Outro, de oposição, formado pela elite paulista.

Inicialmente, o movimento de oposição foi às ruas clamar por mais democracia e maior participação na vida política do Brasil. Como consequência, entre muitas brigas e discussões, em 23 de maio de 1932, os estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo foram assassinados covardemente em praça pública. Conhecidos pela sigla MMDC, suas mortes foram o estopim para que os paulistas de oposição iniciassem a Revolução Constitucionalista.

A REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA

Através de uma forte campanha em rádios e jornais, o movimento teve o apoio popular. No total, 35 mil homens se mobilizaram a lutar a favor dos paulistas contra 100 mil homens do governo de Vargas. O objetivo era a normatização da legislação e do processo eleitoral. A batalha foi árdua e durou três longos meses.

Crédito da foto: novomilenio.inf.br

No final, foi decretada vitória do governo ainda provisório de Getúlio Vargas. Apesar de tal vitória, muitos historiadores entendem que o povo paulista teve a vitória moral. Logo que acabou o conflito, foram convocadas eleições para uma Assembleia Constituinte. Além disso, também foi dado pela primeira vez o direito ao voto pela mulher.

Para homenagear os heróis de 32, foi concluído em 1970 o maior monumento da cidade. O Obelisco Mausoléu dos Heróis de 32, que possui 72 metros de altura e é um dos principais cartões postais de São Paulo. Tal monumento ainda guarda as cinzas de MMDC – Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo e de 713 combatentes da Revolução Constitucionalista entre eles o brilhante poeta Guilherme de Almeida e Ibrahim de Almeida Nobre.

Crédito da foto: inroute.com

AOS HERÓIS DE 32

“Aos épicos de julho de 32, que,
fiéis cumpridores da sagrada promessa
feita a seus maiores – os que
moveram as terras e as gentes por
sua força e fé – na lei puseram sua
força e em São Paulo sua Fé.”

“Viveram pouco para morrer bem
morreram jovens para viver sempre.”

Todo meu respeito a essas pessoas que batalharam por um país melhor e pela democracia.

Crédito da goto: diretasja.com.br

Crédito da foto de capa: causaoperaria.org.br

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