Cirurgia de redução de mama pelo SUS – passo a passo do processo

Cirurgia de redução de mama pelo SUS – passo a passo do processo

Quer saber como é o processo da cirurgia de redução de mama pelo SUS?

Sempre quis fazer a mamoplastia, entretanto, por se tratar de uma operação complicada, com pós operatório chato e que poderia comprometer a amamentação, fiquei postergando o desejo por anos.

No auge dos meus 40, com a decisão e certeza de que não queria ser mais mãe, comecei a conversar com a ginecologista tanto do convênio quanto do posto de saúde sobre o assunto. Apesar de ter convênio, mantive minha carteirinha e alguns exames pelo SUS/posto de saúde para qualquer eventualidade vinda do trabalho informal. Foi na conversa com a ginecologista do posto que veio a recomendação de tentar fazer a mamoplastia gratuitamente, já que tenho direito como qualquer outra cidadã.

Pelo fato de muitas mulheres terem dúvidas se é possível fazer a cirurgia de redução de mama pelo SUS e como é o processo, resolvi escrever sobre o tema. Acho importante compartilhar o caminho das pedras a quem tem o desejo ou necessidade de fazer esta operação.

Bora lá para o passo a passo?

REDUÇÃO DE MAMA PELO SUS

Neste passo a passo, me restringirei a contar como foi o meu caso. Entretanto, abro espaço para quem mais tenha tentado fazer tal cirurgia a falar sobre a sua experiência. Isto ajudará outras mulheres.

QUEM TEM DIREITO DE TENTAR FAZER A CIRURGIA PELO SUS?

Toda cidadã tem o direito de ao menos tentar fazer sua cirurgia de mama pelo SUS, desde que tenha o encaminhamento de um médico de seu posto de saúde e embasamento para isso. Um dos argumentos mais comuns é o reflexo na coluna do peso dos seios. 

COMO FOI O MEU PROCESSO?

1 – CONVERSA COM A GINECOLOGISTA E ENCAMINHAMENTO

Primeiramente, conversei com a ginecologista do posto de saúde sobre o desejo de fazer a mamoplastia. No meu caso específico, a queixa maior eram dores na coluna quando ficava algum tempo em pé, ficava algum tempo encurvada e por aí vai. Como fui bailarina do Municipal de São Paulo (que exigiu muito do meu corpo), herdei também uma bela dupla chamada lordose e escoliose pra ajudar…rs 

Nesta mesma conversa, pedi indicação de um cirurgião para fazer tal operação. Ela rapidamente me interrompeu e disse o seguinte: “Por que você não tenta pelo SUS? Já adianto que é difícil conseguir, mas não custa tentar!”

Solicita, imediatamente preencheu uma guia de encaminhamento com a indicação da cirurgia. Claro que nesta etapa nada estava certo. Entretanto, tal encaminhamento foi o gatilho para o agendamento da primeira consulta de avaliação junto a equipe de cirurgia plástica do Hospital Ipiranga.

2 – SOBRE O HOSPITAL IPIRANGA 

Referência em cirurgia plástica, o hospital é um dos locais em que é feita a operação de redução de mama pelo SUS. Neste exato momento (maio de 2019), a triagem tanto da mamoplastia redutora quanto da abdominoplastia estão suspensas no hospital por conta da fila de espera.

3 – PRIMEIRA CONSULTA NO HOSPITAL PARA A CIRURGIA DE REDUÇÃO DE MAMA PELO SUS

Já na primeira consulta, uma das médicas que estava na sala fez uma série de perguntas, tais como, idade, rotina, se era tabagista, sedentária, além de me pesar, checar minha altura, IMC etc. Me perguntou também o motivo pelo qual queria fazer a redução de mama pelo SUS. 

Como estava com o IMC adequado, ou seja, não estava fora nem do peso nem fora das métricas físicas para fazer a cirurgia, ela me pediu alguns exames, tais como, sangue, mamografia e eletrocardiograma para que pudesse analisar antes de ir para uma próxima etapa do processo.

Neste dia da consulta, enquanto aguardava ser chamada, conversei com uma série de mulheres que estavam na sala de espera. Muitas delas tinham ido várias vezes a mesma consulta, mas não passavam para a próxima etapa por estarem acima do peso. Por isso, se tem vontade de fazer tal cirurgia, saiba que é importante ter o IMC em dia, ok? Caso contrário, não sairá do lugar. 

4 – ANÁLISE DOS EXAMES E APROVAÇÃO DA CIRURGIA DE REDUÇÃO DE MAMA PELO SUS

Assim que estava com os exames em mãos, agendei uma nova consulta para os médicos analisarem. Como estava tudo certo, os médicos solicitaram um novo agendamento, mas agora para aprovação (ou não) da operação por um dos cirurgiões do hospital. É nesta consulta que saberá se fará ou não a cirurgia de redução de mama pelo SUS.

Lembro como se fosse hoje o dia da consulta para a aprovação da cirurgia por conta da situação, assim como da ansiedade. O cirurgião que analisou as minhas mamas e aprovou a operação estava acompanhado de vários médicos residentes. Durante o período em que estavam na sala comigo reviraram, apalparam e mexeram bastante em meus seios, de um lado para outro. Imagina cinco médicos olhando fixamente para suas mamas, sem olhar pra ti, discutindo formato etc. Imaginou? rs

Apesar de ser uma conduta estritamente profissional e normal em qualquer processo, estranhei e fiquei envergonhada pra caramba, mas depois relaxei. Estavam tão concentrados que só prestaram atenção em mim quando o médico responsável pela aprovação começou a me perguntar o motivo pelo qual queria fazer a cirurgia.

Quando o médico disse: “Apesar dela ter os seios firmes e em pé, ela é bem branquinha e sardenta. Por conta do tipo de pele, os seios vão cair e ficarão flácidos mais pra frente. Vamos fazer a cirurgia dela para evitar isso. Está aprovada!”

Nem precisa falar que saí radiante da sala, né? rs – Era um sonho começando a ser realizado. 

5 – PREPARAÇÃO DO KIT 

Cirurgia aprovada, chegou a hora de montar meu kit, ou seja, uma pasta como paciente. Lá vem mais um episódio em que fiquei envergonhada. Um dos médicos pediu para eu tirar a roupa toda da parte de cima e despir a roupa de baixo até os joelhos. Claro que nenhum médico te olhará com malícia. Esta vergonha vem da gente mesmo…rs

Lembro-me que enquanto um dos médicos estava lá fazendo o meu kit, outros entravam e saíam da sala sem se importar (e acredito nem enxergar) com a minha presença, muito menos com o meu corpo. Eles estão mais do que acostumados a ver de tudo todos os dias por ali. Não é um corpo semi nu entre tantos outros que causaria alguma estranheza ou qualquer outro sentimento neles.

6 – NOVOS EXAMES

Feito todos estes tramites, uma nova consulta foi agendada. Nela foram solicitados os seguintes exames atualizados:

  • Exame de sangue (com prazo inferior a seis meses);
  • Ultrassom de mama (com prazo inferior a um ano);
  • Mamografia (com prazo inferior a um ano);
  • Laudo recente da mastologista dando ok para a cirurgia;
  • Ultrassom da tireoide (caso tenha alguma restrição – com prazo inferior a um ano);
  • Laudo recente do endocrinologista dando ok para a cirurgia;
  • Raio X do tórax (com prazo inferior a um ano);
  • Eletrocardiograma (feito próximo a data da cirurgia)

Ufa! É uma bateria de exames? Sim, mas que foram extremamente necessários para cirurgia.

Não deixe de informar qualquer vício, qualquer restrição, qualquer histórico familiar de doença, bem como, qualquer operação que já tenha feito. Lembre-se que esta cirurgia é muito delicada e feita com anestesia geral.

7 – PREPARATIVOS FINAIS E MARCAÇÃO DA CIRURGIA DE REDUÇÃO DE MAMA PELO SUS

Assim que estava em posse de todos os exames, marquei uma nova consulta com a equipe médica. Após analisarem tudo, me passaram uma estimativa de mês/data da cirurgia. Além disso, solicitaram que eu comprasse um sutiã cirúrgico, assim como, um par de meias anti trombo.

Como o sutiã é utilizado logo após a cirurgia e ainda por algum tempo, recomendo que compre ao menos 2 sutiãs para lavar um e ficar com outro. Já a meia será utilizada somente durante a cirurgia, com o objetivo de evitar trombose durante a operação.

Os sutiãs custaram R$ 85 cada, enquanto que o par de meias custou R$ 65,. Utilizei a meia da Sigvaris e consegui um desconto na loja (Luccamed) em que a comprei por conta de um cadastro que fiz. Normalmente, tal meia custa uns R$ 80, pelo menos. 

Uns dias antes da data da cirurgia, os médicos me ligaram e marcaram uma nova consulta para ver se as peças compradas (sutiã e meia) estavam de acordo com o solicitado. Além disso, tive uma última conversa para assinar os termos de responsabilidade e retirar toda papelada da internação.  

8 – INTERNAÇÃO 

Minha cirurgia foi agendada para o dia 5 de abril cedo, mas a internação foi no dia 4 de abril às 13:00. Na verdade, o hospital pede para chegar neste horário, mas eles só começam a chamar a partir das 14:00. Creio que pedem para chegar uma hora antes para evitar atrasos. Fui chamada pontualmente às 14:00 porque o meu leito já estava disponível. 

Tem gente que chega às 13:00 e só sobe para o andar de internação muitas horas depois por conta da falta de disponibilidade de leito. Me disseram que tive sorte de subir logo. 

Bom, assim que subi, a enfermeira do andar mediu a minha pressão e pediu para eu entregar todos os exames antes de eu ir para o leito, que ficava em um quarto compartilhado com toilette e mais três mulheres, internadas por diversos motivos. Eu, que estava super ansiosa bati papo com todo mundo a todo momento até a hora de dormir (de bruços pela última vez…rs). 

A última refeição foi às 22:00, servida praticamente junto com uma medicação calmante para dormir. Não pude levar um acompanhante porque era permitido somente para crianças ou idosos.

Sinceramente, fez falta ter um acompanhante após a cirurgia para me ajudar a levantar para fazer as refeições, ligar para os familiares para dizer que estava tudo bem e me arrumar para ir embora. Como estava em um quarto compartilhado, somente com idosas, suas acompanhantes foram muito generosas e me ajudaram com estes perrengues.

MAS E OS ENFERMEIROS?

Os enfermeiros responsáveis por nos ajudar no quarto eram até que simpáticos, mas não ajudavam muito com estas e outras demandas. Lembro que quando pedi ajuda para levantar a uma enfermeira, ela me disse que poderia fazer tudo sozinha, me explicando a forma como poderia levantar da cama e sentar.

O lado bom do perrengue é que me encorajou a ficar independente dentro dos limites de movimento que podia fazer naquele momento. O lado ruim é que como estava sem acompanhante, poderia ter passado apuros, já que para melhorar no meu leito não havia um botão de “chamada de enfermeiro” como havia nos demais leitos (estava quebrado).  

Por isso, sou eternamente grata aos pacientes e acompanhantes do meu quarto. Os familiares que me visitaram no dia da cirurgia vieram de acordo com a estimativa de horário de visita que dei antes de passar pelo procedimento cirúrgico. 

9 – A CIRURGIA DE REDUÇÃO DE MAMA PELO SUS EM SI

COMO É O PROCEDIMENTO OU COMO É A CIRURGIA DE MAMOPLASTIA REDUTORA?

A cirurgia de mamoplastia redutora nada mais é que a retirada de tecido adiposo (gordura), assim como, de glândulas e pele dos seios. Para que este procedimento seja feito, as mamas recebem um corte em um formato de T (na maioria dos casos). Além disso, há o reposicionamento das aréolas com base na nova estrutura mamária.

Após a cirurgia, notará que terão pontos em volta das aréolas, assim como, no T, começado logo abaixo das aréolas e puxado em forma de “sorriso” pegando todo o seio. 

Pelo que senti no dia a dia das consultas, a mamoplastia é procurada por muitas mulheres não somente para retirada, mas também para o levantamento dos seios por conta de idade ou amamentação. É MUITO bacana ver o rosto da mulherada com a auto estima pra lá de elevada antes e depois da operação. 

Os meus seios mesmos ficaram como se fossem de uma adolescente, segundo uma amiga de infância…rs – Fiquei muito feliz com o resultado!

E O SILICONE, NÃO É NECESSÁRIO?

Algumas amigas que reduziram suas mamas recentemente colocaram na mesma operação silicone por recomendação médica, até por conta da melhor sustentação e moldagem ao longo dos anos.

O procedimento de mamoplastia redutora pelo SUS é feito sem silicone. No meu caso, por exemplo, gostei bastante do formato e do resultado que tenho visto ao longo deste primeiro mês.  

PREPARATIVOS

Ansiedade nível hard, o dia começou bem cedo. Tive que acordar às 5:00 porque seria a primeira a operar, segundo os médicos me informaram no dia anterior. A instrução foi levantar, tomar banho, sem molhar o couro cabeludo e nem tomar ou comer absolutamente nada. (se fizer a cirurgia de redução de mama pelo SUS, não esqueça de levar toalha, sabonete, escova de dente etc porque nada é fornecido)

Depois de estar completamente higienizada, coloquei a camisola do hospital, sem nada por baixo, tirei brincos e outros objetos de metal, assim como, me desapeguei do celular. 

Lembra do par de meias anti trombo? Vesti, mas somente depois de cinco minutos com as pernas pra cima. Tudo pronto, prontinho e naquela ansiedade, bastava aguardar a maca chegar para me levar ao centro cirúrgico. 

CENTRO CIRÚRGICO E OS TAIS RABISCOS

Já na maca, depois de um tempo na sala de espera do centro cirúrgico conversando com os médicos e as enfermeiras (muito mais simpáticas e solicitas), lá fui eu para a sala de operação. O médico responsável por conduzir minha operação perguntou quanto gostaria de tirar das mamas e, a partir desta informação, começaram os rabiscos com canetinha no meu corpo, moldando o novo formato dos seios.

Entre a conversa e os rabiscos somente os médicos residentes estavam na sala. Antes da anestesia geral e dos rabiscos, o médico me perguntou novamente se era aquilo que eu queria, se não iria mais amamentar, assim como, se não teria a intenção de engravidar. Estas perguntas são feitas repetidamente porque uma gravidez e, consequente amamentação, alteraria novamente os seios.

O médico me deixou muito a vontade para falar sobre o que eu queria. Brincou comigo dizendo que o formato da minha mama já era bonita e que não havia necessidade de tirar, mas como eu queria fazer o procedimento, ele deixaria bem bonito. Só me disse que não deixaria “dois ovos fritos” no lugar…rs

DURAÇÃO DA OPERAÇÃO E PRIMEIRAS SENSAÇÕES

Depois de toda conversa e rabiscos, chega a equipe de anestesistas para então aplicar a anestesia geral. Claro que só os vi rapidamente na sala, já que momentos depois da temida picadinha apaguei.

Pelas minhas contas foram aproximadamente três horas de cirurgia. Depois da apagada geral, lembro que acordei no centro cirúrgico com um pouco de frio e enjoada. Logo que a enfermeira percebeu que havia acordado me perguntou com estava me sentindo. Quando mencionei o enjoo, ela me medicou, me cobriu bem e momentos depois me mandou para o quarto, onde fui colocada em meu leito.  

Naquele momento pensei que fosse sentir muita dor ou alguma sensação estranha por conta da anestesia geral, mas não. Estava me sentindo bem, mas com muito sono e um pouco de frio. Subi para o quarto por volta de 13:00 e dormi até o meio da tarde, quando recebi minhas amadas visitas. 

Depois disso, ainda um pouco sonolenta, fiquei batendo papo com a turma do quarto e olhando para a rua, já que fui privilegiada por ficar em um leito de frente para janela, até adormecer.

10 – PRIMEIROS CUIDADOS

Por recomendação médica, podia mexer os braços, mas com pouca elevação tanto para frente quanto para o lado. Além disso, não podia colocar força neles para me movimentar, ou seja, para levantar da cama, teria que utilizar a força do abdômen, por exemplo.

Para que não saísse da cama no primeiro dia, foi colocada uma sonda em mim. A sensação de estar com a sonda foi incomoda, mas confesso que quase não sentia quando fazia xixi.

Antes da cirurgia os médicos pediram para eu monitorar o nível de sangue no dreno, já que seria fator determinante para minha alta ou não no dia seguinte. No mais, primeiras refeições com dieta leve e pastosa e soro na veia.   

Um dica valiosa. De tanto ficar deitada na cama, o bumbum começa a doer. Só fiquei confortável quando a enfermeira mexeu na minha cama e colocou o posicionamento em formato de contorno, ou seja, em U meio V. Melhor coisa! 

11 – A ALTA DO HOSPITAL

No dia seguinte, por volta de 6:00, veio o corpo médico me visitar para checar o nível de sangue que havia saído do dreno. Pelo fato de ter somente 15 ml de sangue de um dia para outro no recipiente, minha alta estava garantida, para minha felicidade.

Os médicos médicos retiraram a faixa robusta que modelava a parte de cima do meu corpo como se fosse um corpete. Retiraram também e cuidadosamente a chatonilda da sonda, assim como o curativo do dreno, que estava dos dois lados. Além disso, me passaram todos os cuidados que deveria tomar a partir daquele momento, que foram:

  • Não se expor ao sol
  • Não se expor ao calor (ficar perto de fogão, vapor etc)
  • Não fazer esforço físico
  • Não mexer no curativo
  • Evitar elevar o cotovelo acima do ombro
  • Usar o sutiã cirúrgico durante dia e noite
  • Lavar a ferida com água e sabonete e secar com toalha limpa
  • Procurar o hospital em caso de sangramento ou febre acima de 38 graus
  • Se alimentar normalmente – recomendo fazer um dieta moderada
  • Seguir a receita médica (cefalexina por 7 dias, diclofenaco por 4 dias e dipirona sódica, caso tivesse dor)
  • Repouso absoluto de 14 dias (falarei mais sobre no texto do pós operatório). 

Feito isto, com o auxílio de uma das pacientes, chamei um dos meus familiares para me buscar. Enquanto aguardava a burocracia da alta, fui ajudada a me vestir por uma das acompanhantes de outra paciente que estava no leito. (tem como não amar tanta solidariedade? <3 – como gratidão em troca, deixei alguns presentinhos pra elas também.) 

Como o texto está enorme, farei um texto detalhado semana a semana de como tem sido o meu pós operatório. Assim que pronto, colocarei o link aqui. 

12 – RESIDENTES x MÉDICO EXPERIENTE – NÃO HÁ UM MÉDICO EXPERIENTE JUNTO?

Você deve estar se perguntando se a cirurgia é feita somente pelos médicos residentes e, se não há nenhum médico mais experiente por perto, certo? Bom, vamos lá! 

Os médicos residentes fizeram toda a minha preparação desde a primeira entrevista e consulta, mas o médico responsável estava sim na cirurgia. Não o vi porque já tinha apagado após a aplicação da anestesia geral. A função dele é acompanhar toda a cirurgia e intervir, se necessário. 

Me senti extremamente confortável e assistida por todos os médicos residentes. Sabiam muito bem o que estavam fazendo e me passaram toda segurança do mundo durante todo o processo.

13 – ATENDIMENTO DOS MÉDICOS

Não poderia ser melhor! Apesar de não terem muito tempo para ficarem conosco por conta do volume de pessoas foram sempre atenciosos e extremamente educados. A maior preocupação deles é com o nosso bem estar e auto estima. 

Durante as consultas pré e pós operatórios, ficava lá eu conversando com várias outras pacientes e, todas tem o mesmo sentimento de gratidão e satisfação que eu tenho. É muito bonito ver todas aquelas mulheres ansiosas, felizes e com a auto estima elevadas por conseguirem realizar um sonho ou desejo. Me incluo nessa também! 

14 – ATENDIMENTO DO HOSPITAL

Confesso que o atendimento na recepção e em alguns departamentos não é dos melhores, mas tudo é superado quando chegava no andar da cirurgia plástica. Tenha paciência e não absorva qualquer ato de rebeldia ou descaso. A contraparte vem com o sorriso e excelente atendimento dos médicos.

Caso se sinta lesada, contacte a ouvidoria.

15 – POR QUE FIZ A MAMOPLASTIA PELO SUS E NÃO PARTICULAR?

Fiz a mamoplastia redutora pelo SUS porque foi o local que senti total segurança para fazer tal procedimento. Por ser uma cirurgia chata e que afetaria muito minha auto estima e meu corpo, não havia espaço para eventuais riscos.

O Hospital Ipiranga, como falei acima, é referência em cirurgia plástica. Este foi um fator decisivo na minha escolha. Por mais recomendações que tive de médicos excelentes que fazem maravilhosamente a cirurgia de redução de mama na rede particular, mantive minha decisão.

Pessoal, se tive a oportunidade de fazer a operação com bons médicos (supervisionados por um mestre no assunto), em um hospital referência e gratuitamente pra que procuraria a rede particular? 

16 – QUANTO TEMPO FIQUEI NA FILA DE ESPERA PARA A CIRURGIA DE REDUÇÃO DE MAMA PELO SUS?

Entre a primeira entrevista e a data da cirurgia passaram-se nove meses. Se alguns exames externos não tivessem demorado para serem agendados, este tempo seria menor. Conheci uma senhora que fez o mesmo processo em apenas três meses.

17 – QUAL ERA O TAMANHO DOS MEUS SEIOS E OS MEUS INCÔMODOS

Não era a mulher mais peituda do mundo, mas tinha seios que preenchiam muito bem sutiãs dos tamanhos 44 ou 46, dependendo do formato. Além do incomodo e a dor quando ficava de pé ou encurvada muito tempo, tinha outra coisa que me incomodava. Achar roupas certas e confortáveis para o meu corpo.

Não eram raras as vezes que não me acertava com os modelos de sutiã aqui no Brasil por causa de seus formatos. Pela quantidade de mulheres que colocam silicone, muitos sutiãs não possuem o formato dos seios de uma mulher com volume de seio natural. Isto é válido também para alguns biquínis e maiôs. 

Além disso, como tenho cintura fina e sou magra, era muito comum fazer a famosa combinação de tamanho G ou GG na parte de cima e P ou M na parte de baixo. 

Também não eram raras as vezes que levava cantada ou apanhava um homem olhando fixamente para os meus seios, mesmo não usando decote. Tem mulher que adora isso, mas eu me incomodo e muito. Aff..acredito que agora sofrerei menos com isso…rs

18 – ALGUMAS DICAS DE PREPARAÇÃO PARA TER UM PÓS OPERATÓRIO MELHOR

  • Procure fazer uma dieta com alimentação saudável antes e após a cirurgia. Aqui no blog tem várias dicas para uma vida saudável, clique aqui e navegue pelos textos.
  • Esteja preparada para ficar muito inchada na primeira semana por conta da anestesia geral e dos medicamentos
  • Esteja preparada também para o ressecamento da pele nas primeiras semanas
  • Tenha sempre alguém contigo em casa, principalmente, nas duas primeiras semanas. Será muito difícil abrir porta, geladeira e dar descarga, por exemplo
  • Procure ter almofadas ou pequenos travesseiros em sua cama para acomodar os braços
  • Procure ter pratos, copos e afins em uma base na altura da pia para não ficar muito dependente para coisas simples como tomar água
  • Prepare-se para dormir porque dá um sono
  • Não abuse dos movimentos para que não abram os pontos 
  • Converse com o médico sobre a necessidade de fazer drenagem nos seis após a cirurgia
  • Se for fumante, tente parar com o vício uns três meses antes. Os médicos dizem que pacientes fumantes podem ter complicações com a cicatrização

19 – REDUZIR A MAMA X COLOCAR SILICONE

Assim como há um número razoável de mulheres que decidem reduzir suas mamas, há uma boa quantidade de mulheres querendo aumentá-las. Cada uma com seus motivos, mas com um sentimento em comum: elevar sua auto estima. 

Apesar do perrengue do pós operatório, recomendo muito fazer uma ou outra. O importante é se sentir bem consigo mesma e ser feliz com o corpo que quiser. 

É isso, meninas! O texto ficou mais longo do que imaginei, mas quis detalhar bastante porque sei o universo de dúvidas, principalmente, quando o assunto é a cirurgia de redução de mama feita pelo SUS. Posso garantir que estou muito feliz e faria tudo novamente. 

Já já volto por aqui para falar sobre o meu pós operatório. Se estiver em São Paulo e quiser saber qual é o posto de saúde mais próximo de casa, clique aqui

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