Por trás de pratos clássicos, há além de muito sabor, também muita história, cultura e curiosidades.  O risoto alla milanese, por exemplo, surgiu por conta de um descuido do cozinheiro. Já o chef Marcel Magny do Café Anglais de Paris, ficou com vergonha de servir o Tournedos Rossini na frente dos clientes.

Se você ama cozinhar e comer, tenho certeza que também já se perguntou como e onde surgiram os seus pratos preferidos. Por isso, selecionamos 8 pratos clássicos deliciosos da gastronomia repletos de boas histórias para falarmos hoje!

 

Coq au vin

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O prato clássico da cozinha francesa nasceu durante uma batalha entre homens de Vereingetórix, chefe dos celtas, e o exército romano de Júlio Cesar.  Para simbolizar sua rendição, Vereingetórix enviou um galo de briga a Júlio Cesar e foram jantar juntos. O galo acabou cozido no vinho. A partir daí, o coq au vin passou a ser preparado com galos reprodutores, abatidos, já velhos. Hoje ele é feito com galinha caipira e vinho da Borgonha.

Risoto

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O arroz era um prato sagrado no Oriente e chegou à Europa no século IX. Os italianos ficaram maravilhados com a novidade e criaram as melhores receitas com arroz, os famosos risotos. O risoto à milanesa, com açafrão e vinho branco seco nasceu em 1754 durante os preparativos para a festa de casamento de um artesão da Lombardia. O ajudante do cozinheiro deixou cair um pacotinho de açafrão no panelão de arroz, que ficou dourado e foi a atração da festa.

Tournedos Rossini

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O compositor Gioacchino António Rossini, autor do clássico O barbeiro de Sevilha, foi jantar no hoje extinto Café Anglais, localizado no Boulevard des Italiens, em Paris. Ele pediu ao chef Marcel Magny um medalhão de filé coberto por uma fatia de Foie gras e trufas laminadas. Contrariado com tão estranho pedido, Magny fez questão de escondê-lo dos outros fregueses. Pediu que o maître servisse de costas para a sala (en tour nant le dos, em francês). Isso teria dado origem ao nome tournedos.

Pizza

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A história da pizza começa há 6 mil anos com os egípcios. Acredita-se que eles foram os primeiros a misturar farinha de trigo, arroz ou grão de bico e as assavam em tijolos quentes. A novidade foi parar na península da Etrúria, na Itália e era um alimento dos pobres do sul do país. Tempos depois, os napolitanos passaram a acrescentar molho de tomate e orégano à massa, que era dobrada ao meio e devorada como se fosse um sanduíche. Quem tinha um pouco mais de dinheiro colocava queijo, pedaços de linguiça ou ovos por cima. A partir do século XVI, a novidade era apreciada na corte de Nápoles e logo se espalhou pelo mundo.

Polenta

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Cerca de 500 a.C., os gregos aprenderam a macerar grãos de trigo em água. Depois esses eram cozidos em potes de argila, resultando numa pasta chamada de pultes. Na Itália da Idade Média, esse preparado, era ou um misturado com favas moídas e aquecido com óleo e cebola ou um misturado de água, farinha de milho e trigo sarraceno, que poderia ser enriquecido com mais ingredientes. Tal misturado tem nome e é consumido muito no norte da Itália. A polenta começou como alimento dos camponeses, sendo uma excelente alternativa para o pão.

Fondue

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Durante os rigorosos invernos suíços, os camponeses derretiam os restos de queijo e molhavam o pão duro na pasta que se formava para que amolecesse. Como o fogo era meio lento, resolveram colocar uma aguardente da região para acelerar o derretimento.

Estrogonofe

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Os soldados russos costumavam transportar pedaços de carne em barris, usando sal grosso e aguardente como conservantes. Para preparar a refeição, eles juntavam cebola à carne. No reinado de Pedro, o Grande(1672-1725), o prato foi aperfeiçoado por um cozinheiro chamado Stroganov e acabou sendo batizado com seu nome. Em 1800, o chef francês Thierry Costet, trabalhando na Rússia, adicionou os ingredientes nobres como champignon, mostarda, páprica e molho inglês, chegando ao clássico que conhecemos hoje.

Goulash

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Sopa húngara feita de carne bovina, cebolas, páprica e batatas. Tudo começou quando as tribos nômades do século IX começaram a comer fatias de carne cozida com cebolas, com o objetivo de terem uma alimentação adequada ao seu modo de vida. Mais tarde, houve a junção do que era preparado nos acampamentos (sopa cozinhando essa carne em água com rabanetes), com a páprica e as batatas, transformando o prato e criando o Goulash.

Fonte das informações dos pratos clássicos: Guia dos Curiosos

Crédito das imagens:

Coq au vin – https://www.saveur.com

Risoto e pizza – Marianne Rogatto ❤

Tournedos Rossini – https://center-of-the-plate.com

Polenta – https://www.piccolericette.net

Fondue – http://thekitchen.site

Estrogonofe – https://paleoleap.com/

Goulash – http://hungariancuisinerecipes.com

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Idealizadora e fundadora do Não Pira, Desopila, apaixonada por SUP e ex bailarina do Municipal de São Paulo, largou sua carreira de executiva em uma grande multinacional para viver os seus sonhos e ter uma vida mais leve.

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