Mulheres que viajam sozinhas, o número cresce a cada ano. Ainda bem!
Viajar sozinha deixou de ser uma experiência incomum e passou a fazer parte da realidade de milhões de mulheres brasileiras. O crescimento das viagens solo femininas está transformando o turismo no Brasil e levando empresas, hotéis, agências e destinos a adaptar seus serviços, roteiros e experiências para atender melhor esse público.
De acordo com a pesquisa “Mulheres que Viajam Sozinhas”, realizada em 2025 pelo Ministério do Turismo em parceria com a UNESCO, 40% das brasileiras já viajaram sozinhas algumas vezes. Além disso, 31,4% afirmam fazer viagens desacompanhadas com frequência, enquanto apenas 4,6% nunca viajaram sozinhas pelo Brasil.
Lazer, liberdade e autoconhecimento
O lazer é o principal motivo para viajar sozinha, citado por 72,6% das entrevistadas. A busca por independência e liberdade aparece em seguida, com 65,1%, enquanto 41,4% apontam o autoconhecimento como uma das principais razões. As viagens a trabalho representam 37,6% das respostas, e 34,7% das mulheres viajam sozinhas para visitar familiares e amigos.
O comportamento dessas viajantes também revela uma preferência por experiências autênticas. As atividades culturais são escolhidas por 68,3% das entrevistadas, seguidas pelo ecoturismo, com 64,2%, e pelas experiências gastronômicas, mencionadas por 30,1%. Esses dados mostram que as mulheres não buscam apenas conhecer novos lugares, mas também vivenciar a cultura, a natureza e os sabores de cada destino.
Mulheres que viajam sozinhas: solo travel alcançam todas as regiões
As viagens solo femininas já estão presentes em praticamente todas as regiões brasileiras. O Sudeste concentra o maior percentual de mulheres que já viajaram desacompanhadas, com 72,9%, seguido pelo Nordeste, com 66,3%. O Sul aparece com 50,3%, enquanto o Centro-Oeste registra 37,3% e o Norte, 29,5%.
Embora o perfil das viajantes seja diversificado, a faixa etária entre 35 e 44 anos representa 34,6% das participantes. A maioria não tem filhos, mas a pesquisa também destaca mulheres que conciliam a maternidade com o desejo de viajar sozinhas.
Segurança ainda é prioridade
Apesar do crescimento das viagens solo, a segurança continua sendo um fator decisivo na escolha do destino. Seis em cada dez entrevistadas afirmam que já desistiram de realizar uma viagem por medo da violência. Além disso, 60,6% relatam ter passado por alguma situação que provocou sensação de insegurança durante uma viagem desacompanhada.
Os riscos não estão relacionados apenas à violência física. Furtos, golpes, fraudes e o roubo de documentos, celulares e cartões também estão entre as principais preocupações. Por isso, o planejamento, a escolha de hospedagens bem avaliadas e a adoção de medidas preventivas são fundamentais para uma experiência mais tranquila.
O avanço das viagens solo femininas mostra que o turismo brasileiro precisa oferecer cada vez mais segurança, acolhimento e experiências personalizadas. Para as mulheres que viajam sozinhas liberdade, independência e a oportunidade de conhecer o Brasil em seu próprio ritmo são extremamente relevantes.
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