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Clubhouse: inclusão com exclusão?

Você já ouviu falar na Clubhouse? Caso esse nome não tenha passado pelos seus olhos ou soado em seus ouvidos, aqui fica uma lição de casa, se for usuário de Iphone, IPad ou Mac de versões mais novas: baixe o aplicativo. Para mim, não é só mais uma rede social. Certamente, veio para ficar e para balançar as estruturas de tudo o que já temos no meio digital. 

Apesar de muitos a compararem com o Instagram, entendo que o Clubhouse é na verdade complementar ao LinkedIn, podcast e rádio, mas com um grande e impactante diferencial: direito de fala e escuta ao vivo a todos os seus usuários. Com isso, destaca-se quem tem conteúdo relevante e de qualidade, oratória, escutatória, civilidade, criatividade e dom para compartilhar de forma clara, inclusiva e direta.

Por falar em inclusão, há um movimento muito bacana acontecendo nessa nova rede social. As pessoas com deficiência visual têm marcado presença constante na plataforma. Com isso, não são raras as salas em que os speakers ao se apresentarem fazem também sua audiodescrição. 

Usuários de smartphones com sistema Android devem pensar: Inclusão? Como assim? Se o aplicativo ainda não está disponível para todos, como falar em diversidade, inclusão e afins, Gardens? Sim, eu sei que a Clubhouse ainda não tem versão para Android, mas o legado que tem sido construído pelos privilegiados do IPhone é algo que não vejo nas demais redes sociais.

Ok, tá certo que mesmo para quem tem IPhone, é necessário convite ou se cadastrar e aguardar na waitlist, mas calma. Como diz o ditado: quem chora, não mama!  

Não é raro encontrar salas no Clubhouse compostas por speakers que são CEOs ou CWhateverO de grandes corporações em conjunto com demais referências em determinados mercados e pessoas que estão ali para aprender e/ou compartilhar ensinamentos ou dores. E o barato da ferramenta está exatamente nessa mistura e na oportunidade do protagonismo também a novos personagens, que nunca tiveram voz em outros lugares.  

Claro que tem salas em que poucos têm voz, em que celebridades conversam somente entre si, mas não é a real vibe do Clubhouse. A sensação e percepção que tenho tido da audiência e usuários é que, nesse momento, trata-se de um espaço colaborativo, sem intervenções pesadas de algoritmos. 

Estou fascinada (assumida) pelo app até agora e, confesso que deixei um pouco de lado as demais redes sociais para estar ativa por lá como ouvinte e como speaker. O que me prende são as discussões e aprendizados em altíssimo nível (não só) entre players de diversas indústrias e áreas. 

Por isso, digo e repito. Se quer dar um up na carreira, fazer networking “dusbons” ou diversificar temas que escuta todo santo dia, o Clubhouse é certamente o seu lugar. Incrivelmente, conseguiram misturar entretenimento com descompressão e carreira, assim como incrivelmente se você não se controlar, vai passar o dia inteiro escutando conteúdo em diversas salas. Para seu bem-estar, o controle do tempo dentro do aplicativo é fundamental. 

SOU USUÁRIO ANDROID OU IOS E NUNCA NEM VI O CLUBHOUSE ABERTO. COMO FUNCIONA?

Comecei a falar das percepções acerca do Clubhouse e, claro que não poderia deixar de falar bem por cima como funciona a rede social. Para quem nunca nem viu uma tela do aplicativo aberto, vamos a la Jack hahaha

Assim que ingressar na plataforma terá que preencher alguns dados em seu perfil. Um deles são as preferências de temas e idiomas. Paralelo a isso, a Clubhouse também te informará alguns de seus contatos que estão na rede, assim como irá sugerir que siga algumas pessoas. Pois bem! Passada essa etapa, você irá para a home e verá/perceberá que a interação e conteúdo da ferramenta estão distribuídos em salas com conteúdos diversos.

O aplicativo mostrará para você as salas de acordo com seus interesses, assim como mostrará salas em que alguns de seus amigos/quem você segue está participando como speaker ou ouvinte. Caso queira entrar em alguma dessas salas, basta clicar nela e começar a escutar o conteúdo. 

Assim que entrar na sala, perceberá que há três divisões: Speakers, Followed by the speakers and Others in the room. Traduzindo para a linguagem Clubhouser, partindo da minha cabeça: palco, camarote e plateia. 

No palco, estão os moderadores da sala e os demais usuários que foram convidados para ter voz. Tais convidados podem ter sido chamados pelos moderadores antes da sala abrir, chamados pelos moderadores com a sala já aberta ou serem pessoas que usaram a funcionalidade de levantar a mão e, terem sido autorizados a subirem ao palco pelos moderadores. Parece ser algo complicado, mas na prática não é.

Caso você queira abrir uma sala, também é muito simples. Basta ir na funcionalidade calendário e programá-la ao longo da semana ou até mesmo de imediato. Assim que você abrir uma sala, o aplicativo avisará a uma parte de seus seguidores. 

Para que um seguidor que queira consumir seu conteúdo seja informado de todas as salas em que você é speaker, ele terá que ativar o sininho e pedir para que “Always” seja informado. A mesma dinâmica acontece com quem você segue e quer consumir constantemente o conteúdo. 

MAIS DO CLUBHOUSE…

Quando você é novo no aplicativo, durante uma semana, sua foto aparecerá acompanhada de um cone festivo. Essa é a forma do Clubhouse te dar boas-vindas e os demais usuários saber que você é novo na plataforma. Também há salas de boas-vindas. 

Outra coisa muito comum no Clubhouse é a possibilidade de pingar suas conexões em salas em que você é speaker ou ouvinte, e que entende que o conteúdo seja relevante para determinados usuários. 

Por incrível que pareça, os usuários do aplicativo não tem resistência em seguir pessoas. Na verdade, isso significa trocas, networking e consumo de conteúdo dentro e fora do Clubhouse.Não é raro encontrar nas salas pessoas que você nunca tinha ouvido falar, mas que fazem trabalhos incríveis. 

A ferramenta também possui diversos clubs, que você pode seguir. É possível ser seguidor ou membro de tais clubs. Também é possível criar o seu próprio club, mas o processo de aprovação tem sido bem demorado. 

Infelizmente, além da restrição de usuários por conta do aplicativo estar em versão beta, as salas têm limite de capacidade, mas calma. Estou falando de mais de cinco mil pessoas…rs

O QUE ME FAZ FICAR MAIS NO CLUBHOUSE QUE NAS DEMAIS REDES?

A resposta é ampla, mas certamente fazia tempo que não consumia conteúdo de alto nível de forma prática e muito acessível. Digo que o Clubhouse é um grande Centro de Convenções, em que é possível escolher quais temas e pessoas quer escutar. 

O networking é mais dinâmico e natural. Conheci pessoas maravilhosas em diversos segmentos de atuação, troquei experiências e até já fiz negócio por meio da plataforma. O Clubhouse também me trouxe novos seguidores no Instagram e Twitter por conta da vinculação das contas nessas plataformas em nosso perfil. 

Apesar de ser uma rede social ainda para poucos, é muito emocionante escutar usuários fazendo audiodescrição em respeito às pessoas com deficiência visual, assim como é muito bacana ver tanta gente talentosa, que muitas vezes não tinham espaço em outras redes por conta de algoritmo, tendo protagonismo e sendo referência em assuntos relevantes.

O acesso e disponibilidade de personalidades e executivos de alto calibre são impressionantes. Brinco que fora do Clubhouse, provavelmente para falar com um executivo de ponta é quase uma missão impossível por conta de agenda e acesso. Já, dentro da plataforma, a história é outra. 

Fecho este texto agradecendo a Clubhouse pela oportunidade que tenho tido de compartilhar minhas experiências, de consumir conteúdo tão fantástico, de aprender sobre temas diversos e de conhecer pessoas maravilhosas. Que todos tenham acesso a essa plataforma logo para estarmos juntos e misturados. Chega de ter um aplicativo cheio de inclusão, mas com uma grande exclusão!

Caso esteja atrás de convite, tenho 6 e posso te dar um deles. Se quiser consumir meu conteúdo ou me seguir lá no Clubhouse, basta procurar por Gardenia Rogatto.

Para detalhes técnicos e outra visão do aplicativo, leia o que diz a turma da Techtudo.   

Crédito da foto de capa: pixabay.com

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