Acordei pensando em quanta coisa exótica me aguardava no dia de hoje! Afinal, a cidade de Istambul (antiga Constantinopla) é recheada de história por toda parte.

O Império Turco Otomano dominou a Ásia, Europa e África por muitos e muitos anos. Por aqui também, muitos gregos, judeus e armênios foram acolhidos antes da 1. Guerra Mundial.

Muitas confrontos houveram durante a guerra e pós, mas tais civilizações e religião deixaram heranças importantes à cidade.

E já que estamos falando destes povos, bora lá contar um pouco do que vi por aqui e aprendi hoje com a minha excelente guia grega que por sinal muito bem o português e o turco (recomendo muito ela aos que aqui vierem!!)…

Começamos o dia visitando algumas senagogas por aqui…

Senagogas, flor? Mas os turcos não são maioria muçulmanos?

Sim, sim, meus queridos! 97% dos turcos são muçulmanos, mas há cerca de 25 mil judeus em Istambul. A cidade possui 4 principais senagogas, que tive a oportunidade de conhecer. Para entrar nelas, você tem que fazer reserva antecipada, preencher um formulário e encaminhar o seu passaporte. O esquema de segurança é rígido quando você entra em uma senagoga por aqui.

É um esquema de segurança similar aos que temos nos aeroportos e, as portas de entrada e saída, são muito pesadas, como as de um cofre grande de banco.

Isso tudo porque no passado, várias senagogas sofreram ataques terroristas, matando muitos judeus.

Nunca tinha entrado em uma senagoga e aprendi que as mulheres ficam separadas dos homens, sentando-se no andar superior ou em volta do local aonde os homens sentam. Além disso, embaixo das cadeiras há capacetes para em caso de terremoto, os judeus possam proteger suas cabeças…

Interessante, não?

Interessante também foi a minha ida a uma mesquita por aqui. A que nós fomos é uma das menores daqui, mas super bonita.

Na entrada há um senhor que checa como você está vestido para que ele possa julgar se os seus trajes são adequados ou não para entrar na mesquita. E não pensem que isto é aplicável somente às mulheres…os homens também passam por essa análise.

Se você com um shorts/bermuda (mulheres e homens), vestido que não seja abaixo do joelho ou decotes e transparências, ele pede para você pegar emprestado um traje para a parte da cintura para baixo. Esse traje vai até a sua canela. Adicionalmente, se for mulher, terá que cobrir a cabeça com um lenço.

Bom, passado este passo, você está apto a entrar. Na mesquita, assim como na senagoga, as mulheres não ficam junto com os homens. Há uma área restrita para nós.

A oração é feita em direção à Meca e vc deve ficar ajoelhado e com as mãos no chão.

Os muçulmanos rezam 5 vezes ao dia (quando possível – porque muitos estão no trabalho). Vem um chamado das mesquitas (que não tem como não escutar) informando ao povo que é hora de orar. Quando deste chamado, os mais tradicionais, param o que estão fazendo, estendem o tapete no chão e oram.

Outra coisa interessante é que quando você entra em uma mesquita ou na cada de um muçulmano, sempre terá azulejos ou algo com tulipas. Eles acreditam que elas trazem prosperidade.

Bom, já falamos de judeus, de muçulmanos e, agora é a vez de falar com gregos.

A comunidade de gregos por aqui é pequena, mas os gregos deixaram muitas heranças culturais. Na verdade, no passado, turcos e gregos eram um povo só (otomanos). Os gregos foram embora daqui em função de alguns confrontos.

De herança dos velhos tempos, há aqui um colégio enorme só para gregos e uma das coisas mais interessantes que descobri por aqui, a Igreja Ortodoxa Grega de São Jorge.

Além de linda, ela é imponente e cheia de ouro por todos os lados, como manda a tradição grega. Mas o mais importante estava por vir…

Nesta igreja, está uma das três partes do tronco que levou Jesus Cristo à crucificação. Nesta parte do tronco também está o elo que prendeu as suas mãos. As outras duas partes do tronco estão em Jerusalém e Roma.

É meus queridos leitores…muita emoção e muita cultura Istambul tem a oferecer.

Depois deste banho cultural, fomos almoçar em um restaurante que beira o Estreito de Bósforo no bairro de Ortaköy e, que tem uma bela vista para o lado asiático da cidade. O legal dessa região e sentar-se em um desses restaurantes e admirar a paisagem…

Pensa que acabou? Que nada…

Saindo de lá, passamos perto ao Monumento da Independência rumo a Rua Istiklal. Conhecida como a “Rua dos pedestres”, apesar de passar o bonde no meio da rua, literalmente,, aqui ficam as principais lojas de moda, perfumes etc., além da Inci (loja fundada por um grego e famosa pelo seu profiteroles), da Saray (uma das mais famosas docerias) e do “portão” (ponto de encontro) da turma aqui…

Acabou, agora, flor? Não, não…

Na seqüência, teve leitura de borra de café em Galata e para fechar o dia de andanças…o Grand Bazaar…

O Grand Bazaar nada mais é que um reduto de lojas de rua dentro de uma galeria. Ele é separado por tipo de comércio (couro, bolsas, jóias, roupas etc.) e aqui você pode usar e abusar do seu poder de negociação. Os turcos esperam isso da gente e é possível fazer bons negócios por lá…

Ufa! Meu dia acabou e eu merecia chegar e tomar um belo banho turco!!!

Turco?

Sim, turco…

É uma técnica aonde com vários processos e que dura entre 45 minutos e uma hora. Quer saber mais sobre o banho turco? Então, me escreva ou escreva um comentário que faço um post sobre ele…;-)!

E lá se foi o quarto dia! Boa noite…

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Idealizadora e fundadora do Não Pira, Desopila, apaixonada por SUP e ex bailarina do Municipal de São Paulo, largou sua carreira de executiva em uma grande multinacional para viver os seus sonhos e ter uma vida mais leve.

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