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mulher fazendo pose com vista para a Praia da Sepultura

Não é só em 8 de março…

Todos os anos, em 8 de março, me pego reflexiva sobre o Dia Internacional da Mulher. Antes de começar, será que você sabe o motivo pelo qual essa data é celebrada?

A comemoração é originária de diversas manifestações e lutas de mulheres por direitos iguais, em períodos distintos. Um dos fatos para que esse dia fosse colocado no calendário ocorreu em 1917, quando um grupo de operárias russas foi às ruas protestar contra a Primeira Guerra Mundial e a fome. A data foi somente oficializada nos anos 1921, entretanto, o reconhecimento pela ONU do dia 8 de Março como Dia Internacional da Mulher aconteceu muitos anos depois, em 1977.  

Seria inimaginável nos dias de hoje pensar que somente em 1945 a ONU assinou o primeiro acordo internacional acerca da igualdade entre homens e mulheres, mas pensando bem, é bem imaginável quando pensamos nos reflexos que temos até os dias de hoje. 

Passaram décadas da assinatura deste acordo internacional, passou um século em que as operárias russas foram às ruas e, mais de 120 anos que aconteceram os primeiros protestos por igualdade na Europa e nos Estados Unidos e ainda estamos aqui na luta pelos nossos direitos. Ainda estamos aqui lutando por respeito, dignidade, reconhecimento e lugar de fala. 

Não é raro um homem nos interromper durante uma reunião, uma call ou até mesmo numa video call. Outro dia estava escutando uma sala no Clubhouse sobre mercado financeiro e uma mulher foi interrompida por diversas vezes por diversos homens, mas ela não estava só. Além das mulheres que estavam na ala de speakers se revoltarem, diversos homens fizeram o mesmo. Na verdade, fizeram melhor. Disseminaram aquele fato por várias salas da rede social para demonstrar o quão horrível é esse tipo de postura. 

Também não é raro uma mulher, principalmente se for preta (ou negra), ter que batalhar muito mais para ser promovida ou ser reconhecida pelo trabalho que faz. Se for gorda, feminista, lésbica ou trans, a complicação é ainda maior. Por isso, luto com todas as minhas armas e forças pela união e acolhimento das mulheres. Só mudaremos isso se estivermos juntas e com homens de verdade como nossos aliados. 

fique bem continue bem 8 de março

Ainda não vivemos em uma sociedade igualitária. Infelizmente, estamos muito longe disso. São nulos os exemplos de mulheres que chegaram a altos postos de liderança sem ter engolido muitos sapos, além dos convencionais. Testar nossa inteligência, disponibilidade, segurança e capacidade por meio de caminhos tóxicos é o mais tradicional que vemos não só no mercado corporativo tradicional, mas também no empreendedorismo. 

Tive a sorte de ter sofrido uma única situação de assédio não explícita e algumas outras por DM no LinkedIn. Creio que esse baixo índice de ataques seja por conta do escudo invisível que criei, além do posicionamento firme e ao mesmo tempo leve. Entretanto, sinto muito pelas mulheres que sofrem em seus ambientes pessoais ou profissionais esse tipo de crime e tortura. 

É maluco dizer isso, mas aprendi a sair “de ré” em algumas situações para que o foco do momento não fosse minha bunda. Além disso, sempre tive pavor de olhares direcionados aos meus seios ao invés de olhares para o meu rosto. . 

NO CONTRAPONTO DO 8 DE MARÇO…

Seria injusta se omitisse que não foram raras as vezes que fui reconhecida e respeitada pelos homens não só por conta do trabalho que entreguei, pela minha credibilidade, transparência e pela pessoa que me tornei, mas por ser mulher. Por isso, tenho muita esperança que dias melhores virão não somente para nós, mas também para as demais diversidades, que insistem em chamar de minorias. 

Também seria injusta se não falasse sobre o avanço que já fizemos. Mulheres são a maioria no empreendedorismo por necessidade ou não, cada vez mais ocupam cargos de alta liderança em grandes corporações. Temos mostrado que é possível liderar, humanizar e ainda gerar lucro com base em nossa sensibilidade, intuição, acolhimento e força interior. Mostramos também que é possível abrir um sorriso largo no meio do caos, só para ajudar os outros a se levantarem!      

Você que lê esse texto, aproveite este Dia Internacional da Mulher para fazer uma reflexão sobre o que representa esse dia para você. Não deixe de apoiar as mulheres em suas batalhas históricas e diárias porque não é só em 8 de março que temos que ter voz, espaço, flores, vinhos, chocolates e tantas outras manifestações e gestos de carinhos. “Respeita as mina!”

Sigo à disposição das mulheres desempregadas, que trabalham na área da saúde ou que estão em situação de vulnerabilidade para um ombro amigo, uma ajuda para dar um up no negócio ou qualquer outra coisa que quiser, de forma gratuita e acolhedora. Me corta o coração saber que além de todas as vulnerabilidades, o trabalho remoto tem tirado o trabalho de diversas mulheres por conta de gestões tóxicas, machistas e possessivas. 

8 de março

Fecho essa reflexão e desabafo agradecendo todas (os) as (os) amigas (os), leitoras (es) e parceiras (os) que me apoiam na luta diária do empreendedorismo, que quando vão viajar reservam seus tickets, hotéis e afins pelo blog, que me indicam como mentora de carreira, que me ajudam a dar voz, serenidade, dignidade e coragem a tantas outras mulheres maravilhosas. Não é fácil ser mulher, não é fácil ter meu próprio crachá, mas sigo firme e forte porque a vida e a sociedade me fizeram assim, uma batalhadora nata! 

Continue bem! 🙂 

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Idealizadora e fundadora do Não Pira, Desopila, apaixonada por SUP e ex bailarina do Municipal de São Paulo, largou sua carreira de executiva em uma grande multinacional para viver os seus sonhos e ter uma vida mais leve.

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