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Pausar foi preciso, mas estou de volta!

Quem me acompanha por meio das redes sociais do Não Pira, Desopila ou pelo LinkedIn pessoal deve ter estranhado o sumiço e os vários momentos de detox digital desde 2020.  

Não é para menos, já que além do início da pandemia que nos deixou completamente fora do eixo, ainda tive que encarar perdas e desafios profissionais e familiares nunca antes enfrentados. 

Era chegada a hora de provar a mim mesma se o tal do desopila e estilo de vida diferentão que tenho e acredito realmente faziam/fazem sentido e, se tudo que escrevo, faço e prego sobre bem-estar, carreira, estratégia e tomada de risco seriam mantidos ou se seria apenas uma pegada “romântica” e cheia de ilusões da minha parte. 

Com a perda do meu pai, um mês após meu aniversário, a transição que fazia com ele para assumir a administração dos bens e da família, foram acelerados. Nesse período, senti que seria importante estar ainda mais presente na vida da minha mãe por conta da sua perda parcial de mobilidade, assim como “segurar o pagode” causados pelas emoções afloradas com a perda do meu pai e com a sua locomoção reduzida. Mamãe sempre foi muito independente de tudo e todos (tive a quem puxar rs). 

Se não bastasse essas questões com a mama, fui a fundo nas questões do meu irmão, portador de deficiência auditiva. Corri atrás de seu implante coclear e de formas de o trazer para uma maior inclusão. O que ele sofreu e sofre de bullying não somente nas ruas, mas também nas empresas é algo surreal e velado. Durante esse período, optamos inclusive, em deixá-lo com a minha mãe enquanto não consigo recolocá-lo ou no Não Pira, Desopila ou em outra empresa que seja mais humana. 

Com isso, digo que perdi meu pai e ganhei dois filhos, não deixando minha independência de lado e, também de ser filha e irmã, respectivamente. 

PENSA QUE PAROU POR AÍ?

Que nada, ainda teve mudança de cidade e tantas outras emoções, que me fizeram reafirmar o que costumo dizer: Um dia por vez, sem vitimização. No fundo, sabia que a tempestade, misturada com furacão e tornado, seriam seguidos por momentos iluminados e felizes, mas confesso que foram dias sombrios até finalmente enxergar a luz no fim do túnel. 

No lado profissional, tinha o turismo em queda exponencial. Minha maior fonte de receita até março de 2020 era injustamente tratada como a maior vilã da pandemia. Há até algum tempo, viajar  profissionalmente era quase que um ato de irresponsabilidade pela grande maioria das pessoas, o que concordo em partes até determinado período. Sem dúvida, o avanço da vacinação, da informação e dos protocolos, fizeram com que pudéssemos colocar o pé na estrada novamente, mesmo que de um jeito diferente. 

Com isso, na fase crítica do isolamento (e até pouco tempo), tive que rapidamente substituir as horas de trabalho voltadas ao turismo e entretenimento a demandas nas áreas de bem-estar e carreira, que ainda estavam embrionárias. 

Imagina eu e a Luci Orkov (minha amiga e sócia) estrategicamente batendo na porta das empresas e dos amigos para falar sobre bem-estar e descompressão? Apesar de termos iniciado esse papo meses antes do início da pandemia, o maior desafio que encontramos foi exatamente não termos um crachá de uma grande corporação, o que me cansa na maior parte das vezes, já que é uma clara demonstração de descaso e desvalorização de nossa experiência e sabedoria acumuladas nessa área. (Me poupem, crachazeiros!) 

Por outro lado, uma grata surpresa. O alento e a confiança que colegas e amigos de longa data me deram. Tal incentivo posso traduzir em portas abertas em suas corporações, likes e comentários no LinkedIn, o que ajudou e muito a minha/nossa vitrine expandir. Comecei a ser conectada a pessoas que nem imaginava. Também comecei a mentorar pessoas que nunca tive qualquer contato anterior. Um verdadeiro presente, obrigada de coração!  

PENSA QUE ACABOU? SABE DE NADA INOCENTE…

O ano de 2020 ainda me reservava mais um desafio. Não satisfeito com todos os BOs, meu corpo dava ainda mais indícios do climatério e, consequente menopausa. Fogacho, tensão e flacidez tomaram conta de mim de alguma forma. Se não fosse o cuidado que tive com meu bem-estar e com o tratamento para essa fase, certamente, tudo teria sido muito pior. Infelizmente, há um tabu enorme em falar sobre menopausa. Fui descobrindo na prática como essa fase precisa de muita atenção, conversa e colágeno rs

Enfim, foi uma fase muito dura pra mim e sem respiro para lamentar absolutamente nada, só de seguir nem que fosse no tranco. Por mais dificuldades que tenha passado, a estabilidade mental, financeira e física fizeram uma baita diferença na forma de agir e amadurecer. Foi aí que entendi a real importância do tal Não Pira, Desopila que tanto prego.  E, foi aí que entendi também, que era preciso pausar na criação e produção de conteúdo. 

Sou daquelas que não consegue colocar no papel e nas plataformas nada que não venha do coração e da minha verdade. E, dentro deste cenário, não conseguia colocar os dedos para trabalhar em frente a tela. Até tentei escrever uma coisa aqui e outra acolá, mas nada saia. Meu último post está datado de julho de 2021 e, está tudo bem! 

Se em 2020 me sentia incomodada em não ter tempo para criar e produzir conteúdo, em 2021 entendi o quão importante era deixar esse pratinho cair e alguns outros caírem, mesmo que  provisoriamente. Não adianta…quando tentamos fazer de um tudo, nossa saúde física, mental e/ou financeira são impactadas de uma forma não desejada. 

Sem dúvida, 2021 foi um divisor de águas na minha vida profissional e pessoal. Jamais pensei que seria possível gerar uma receita importante vinda das minhas reflexões e opiniões no LinkedIn, além dos mentorings. O meu 2022 começou todo diferente e feliz por saber que as coisas, finalmente, estavam começando a entrar nos eixos. Tá tudo meio bagunçado ainda, mas o coração está cheio de amor, paz e sabedoria. Já é um bom começo, né não? rs 

BONS VENTOS! 

A estrutura que hoje tenho me faz ter segurança e tranquilidade para voltar a estrada e explorar esse mundão de Deus. A primeira viagem profissional depois de março de 2020 foi uma expedição de 15 dias pelo Jalapão, Cantão e Serras Gerais, que acabei de retornar. 

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Nem eu sabia o tamanho da felicidade que teria ao entrar em um avião depois de tanto tempo. Percebi que meu perfil de viajante não mudou muito e que continuo apaixonada por conhecer pessoas, histórias de vida e culturas. Fiz amizades de infância e saíram várias lágrimas dos olhos ao escutar: Portas em automático! rs

Com toda essa bagagem e turbulências dos últimos tempos, afirmo e reafirmo o título desse texto: Pausar foi preciso, mas estou de volta à vida digital, às viagens e ao mentoring, de forma integral. 

CONCLUSÃO?

Escrevi este texto não para me vitimizar, até porque não sou disso. Foi para marcar minha retomada editorial, assim como para colocar no papel a importância de pausarmos nossas vidas, mesmo que seja por um instante, para cuidarmos de nós mesmos e dos nossos. Temos uma péssima mania de tocarmos a vida em piloto automático, sem pensarmos em nosso presente e futuro próximo. 

O tempo que fiquei off não foi só necessário, foi muito importante para entender qual é o meu lugar na fila do pão e poder retornar às minhas atividades de forma branda e por inteiro. 

Pra mim, quando a gente não se entrega 100%, não adianta nem descer pro play. Hoje me sinto realizada, muito mais madura, feliz, ainda mais segura e orgulhosa do que construí ao longo de uma vida. E, mesmo que ainda recheada de BOs, pronta para essa nova fase de vida que acabo de entrar.

Bora viajar, mentorar, desopilar, espalhar o bem e viver!  

ESPECIAIS AGRADECIMENTOS

Dedico esse texto a algumas pessoas que foram (e são) importantes nessa caminhada: 

Ao meu pai, Toninho, que me deixou o peso e a responsabilidade de gerenciar em nome de todos o que construiu com minha mãe com muito trabalho, força e amor. Por muitos meses, não consegui dormir pensando em como administrar pepinos, reformas e consequências da pandemia de uma forma que não levasse esse peso para minha mãe ou irmãos. A maior de todas as forças que me apeguei foi em não esquecer do pai muito correto, guerreiro, paciente e organizado que tive e sempre terei. Ele deixou tudo pronto para que eu começasse a trazer meu olhar e jeito em tocar seu legado. Obrigada, meu amor! 

A minha mãe, que é minha base, prumo e grande amor! Com certeza, sou a pessoa que sou graças à educação que ela e meu pai me deram.

Um especial agradecimento também às pessoas maravilhosas que são minha grande amiga Lisana Pereira e ao grande amigo Mauro Coimbra, que mesmo de longe foram e são o meu suporte para todas as horas.

A minha amiga e sócia Luci Orkov pelo carinho, amor, caminhada e por acreditar em nosso projeto. 

A minha tia Dirce e ao tio Luque, e as primas Roberta (e Ana Cris), Renata, Roseli e Tuquinha, que foram maravilhosos e nos acolheram tão bem durante essa fase de turbulência. 

NÃO POSSO DEIXAR DE AGRADECER TAMBÉM:

A querida amiga Márcia Brown, que tive a honra de trabalhar junto e escrever projetos para o turismo de isolamento e retomada

Ao Paulo Marinho, pelas horas de conversas, vinhos e risadas.   

Ao meu amigo Renato Barbosa, que a todo momento, tentou me ajudar com oportunidades profissionais. Nem ele sabe o quão importante foi o seu apoio para eu entender como funciona na prática a relação de uma profissional independente (e sem crachá) com o mercado corporativo tradicional.  

Aos meus amigos ex-PwC, que participaram dos workshops de descompressão conosco, e nos proporcionaram momentos únicos e de muito alento e aconchego. 

A minha amiga Marina Monterosso, que de tempos em tempos, conversamos e desabafamos sobre os desafios do empreendedorismo. Dessa série de conversas, hoje somos parceiras no 3ZeroClub, um projeto maravilhoso de apoio a jovens empreendedores, que traz muita potência e responsabilidade social e ambiental. 

As amigas e amigos Flávia, Ric, Sabrina, Veri, Beth, Vivian, Déia, Silvinha, Mônica, Adriana, PP e tantos outros que, de braços abertos, me deram muito amor, paz e carinho. 

Aos meus mentorados, que acreditaram em mim e nas minhas palavras. Tenho muito orgulho de vocês e de suas histórias de vida e carreira. 

E, para terminar, como de costume:

Cuide de você e do próximo, como se você fosse 🙂

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