Viagem de carro pelo Uruguai – dicas básicas para dirigir no país

Sem sombra de dúvida, dirigir no Uruguai é uma grande aventura. Primeiramente, porque os uruguaios são mais do que apressadinhos e alucinados na direção e, segundo pelo fato das surpresas que você pode ter ao longo das estradas.

Por tais motivos, resolvi escrever algumas dicas a serem lidas antes de sentar no banco de motorista em território uruguaio. E aí vão elas…

Exclusivamente nas estradas:

a) faróis acessos em todo os trajetos de estrada a qualquer momento (dia e noite). O uso da luz é obrigatório em todo território;

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b) quando visualizar a placa “puente angosto”, muito cuidado!!! O termo significa ponte estreita e em algumas vias de mão dupla (duas mãos) ou que possuam duas faixas, o trecho pode ser bem perigoso, uma vez que o estreitamento de ponte limita o espaço de dois carros (um vai e outro vem ou dois vão) em somente uma vaga. Como dois corpos não ocupam o mesmo espaço, prudência…

Para mim, o item que deve se ter mais atenção, principalmente se tiver a sinalização “ceda el paso”.

[botoes tipo=’carro’]

c) e na continuação do quesito “placa”, não se apegue muito a elas quando no país, principalmente se for paulista, paulistano…rs! Elas somem na mesma rapidez que aparecem. A dica é sempre perguntar se está certo, caso tenha alguma dúvida (nas cidades também é aplicável, em muitas vezes).

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O que pode ser feito também é gravar o trajeto no Google Maps e seguir, rezando para não fazer nenhuma entrada errada no caminho.

d) na maior parte dos trajetos entre as cidades clássicas a visitar (Montevidéu/Punta ou Montevidéu/Colônia do Sacramento) há a cobrança de pelo menos dois pedágios. O valor da tarifa não muda, exceto no último pedágio em direção a Rivera (50 pesos uruguaios em junho de 2015), sendo sempre 65 pesos uruguaios (valor em junho de 2015).

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e) não deixe de assistir a um por do sol ao longo da estrada. Os pores do sol uruguaios me impressionaram muito,
tendo um quê todo especial ao longo do caminho, uma vez que é possível acompanhar todas as suas diferentes fases.

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Nas estradas e nas cidades:

f) atente se nas rotundas e nas “entradinhas” a preferência realmente é sua. Para simplificar e tirar qualquer dúvida, toda vez que você se deparar com a placa “ceda el paso”, dê a preferência e não ouse a desrespeitá-la, pois com toda aquela pressa dos motoristas uruguaios, o prejuízo pode ser grande;

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g) os limites de velocidade devem ser respeitados, principalmente em trechos com a velocidade reduzida. Apesar de você ver muitas pessoas ultrapassando a velocidade permitida, a polícia é implacável neste quesito, principalmente com os estrangeiros;

[botoes tipo=’seguro’]

h) O valor do combustível é tabelado em todo território nacional, sendo que o litro da gasolina super (comum) é de 40,60 pesos uruguaios (cerca de R$ 5,07). Estranho ou não, o valor total da conta nunca terá centavos uruguaios envolvidos (coisas da tal inflação).

i) como o país é referência na criação de gado, procure não ficar por perto dos caminhões que transportam tais animais. Caso contrário, a surpresa pode aparecer a qualquer momento;

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Em Montevidéu:

j) e por falar em limite de velocidade, dirigir em Montevidéu é uma verdadeira aventura. Como não há muitos faróis necessários na cidade e a entrada em muitas vias se dá através de cruzamentos de rua não sinalizados ou através de passagem por rotundas. Se você não for rápido no gatilho (não esqueça que eles são alucinados), vais tomar farol, será engolida ou até “atropelada” por outro carro.

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Como os carros uruguaios na grande maioria são velhos, eles não se importam muito com uma simples “batidinha”, além de terem a certeza de que dois carros ocupam o mesmo espaço…

Estacionamento em Montevidéu e demais cidades:

k) sempre observe bem onde estacionará o carro. Em muitos lugares da Ciudad Vieja (Montevidéu) e em algumas outras cidades há placas informando que tal local é “privado”, ou seja, vaga reservada para autoridades e afins ou que tal local é “tarifado”, ou seja, é necessário pagar uma taxa horária para deixar o carro estacionado. Trata-se de algo similar a um cartão zona azul que pode ser adquirido em um “kiosco” (uma espécie de banca que muito provavelmente terá perto do local).

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Para adquirir seu direito de estacionar, pare o carro na vaga, vá rapidamente ao “kiosco” e informe quanto tempo pretende ficar que o dono da “lujinha” te informará o valor. Assim que você pagar (em cash), ele imprime o ticket, que deverá ser colocado visivelmente dentro do carro. A regra do “tarifado” vale até às 18 horas. Depois disso, “ninguém e de ninguém”…

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Caso não tenha placa ou demarcação no chão com limitações ou proibido estacionar, use e abuse das vagas à sua disposição.

Antes de continuar o texto, um recado importante

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Fronteira com o Brasil e imigração:

l) se vier de carro da fronteira com o Brasil, abasteça no território brasileiro antes de colocar as rodas em solo uruguaio. O motivo? É muito, mas muito mais caro.

Procure sempre abastecer na rede Ancap, a mais confiável no país;

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m) se vier de carro desde o Brasil e, caso não seja o único condutor, seria importante ter contigo a tal da “carta verde”, que nada mais é que a relação dos brasileiros que estarão autorizadas para dirigir seu carro ou o carro do marido, colega e afins em solo uruguaio. (link com os procedimentos detalhados para emissão do documento -> http://www.emburuguai.org.br/?page_id=482&lang=pt-br)

Para falar bem a verdade, passamos pela imigração e em nenhum momento foi exigida a apresentação da “carta verde”, mas não custa cumprir o protocolo.

n) não menos importante, mas o último item da lista, caso atravesse a fronteira de carro, tanto na entrada quanto na saída do Uruguai é necessário fazer o processo de imigração. A dica é bem importante, uma vez que na fronteira não há um controle de entrada e saída.

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Quando estiver em uma das duas situações, procure se informar com os locais onde pode fazer a imigração (migración).

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Na parte do Chuí é mais fácil de fazer porque passando pela fronteira mais adiante na estrada tem um ponto de imigração que é difícil de não visualizar. Além disso, os oficiais uruguaios te param para perguntar se já fez o processo de entrada no país.

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Na parte de Rivera não há tal controle e, caso você não se atente a este fato, é capaz de retornar a solo brasileiro sem ser dado saída no Uruguai. Certamente, somente dará falta que não a fez quando algum agente da imigração procurar por ti…rs (cuidado!!!!)

Bom, é isso! Espero ajudá-los em sua estada motorizada por lá e (reforçando) cuidado com os uruguaios. Apesar de muitos simpáticos são alucinados no volante 🙂

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Idealizadora e fundadora do Não Pira, Desopila, apaixonada por SUP e ex bailarina do Municipal de São Paulo, largou sua carreira de executiva em uma grande multinacional para viver os seus sonhos e ter uma vida mais leve.

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