Você tem costume de ler dicas para evitar golpes em viagem?
Com a chegada das férias escolares de julho e o aumento da procura por viagens, hospedagens e atrações turísticas, cresce também a atuação de criminosos que utilizam a internet para aplicar golpes envolvendo reservas de hotéis, passagens aéreas e aluguel de imóveis por temporada.
A combinação entre alta demanda, promoções aparentemente imperdíveis e decisões tomadas com rapidez cria um ambiente ideal para fraudes digitais. Os golpes vão desde anúncios falsos em redes sociais e sites clonados até perfis que se passam por hotéis, pousadas e proprietários de imóveis para convencer as vítimas a realizar pagamentos antecipados, principalmente via PIX.
De acordo com o mais recente Relatório Global de Tendências de Fraude Omnichannel da TransUnion, 40% dos brasileiros afirmam já ter sido alvo de tentativas de fraude por e-mail, internet, telefone ou aplicativos de mensagens. Entre eles, 10% disseram ter caído em golpes, registrando prejuízo médio de R$ 6 mil. O estudo também aponta que o Brasil está entre os países com maior índice de suspeitas de fraude digital nas transações online.
De acordo com especialistas, os golpes atuais não dependem necessariamente de invasões sofisticadas. Na maioria dos casos de golpes em viagem, o criminoso utiliza informações públicas, cria anúncios extremamente convincentes e induz a vítima a tomar uma decisão rápida. O tal do senso de urgência provocado por uma suposta promoção ou pela escassez de vagas é um dos principais gatilhos explorados pelos fraudadores.
Confira 7 dicas para evitar golpes em viagem
Pesquise avaliações em diferentes plataformas
Não confie apenas nos comentários publicados no próprio anúncio. Consulte avaliações em plataformas independentes, redes sociais e ferramentas de busca. Nos dias atuais, existem ferramentas capazes de criar anúncios extremamente profissionais e até avaliações falsas. Por isso, a confiança não pode estar concentrada em uma única fonte. Cruzar informações continua sendo uma das formas mais eficazes de evitar fraudes.
Verifique se o hotel ou imóvel realmente existe
Confirme a existência do estabelecimento por meio do site oficial, telefone, redes sociais e aplicativos de mapas. Sempre que possível, entre em contato diretamente com a hospedagem. Uma ligação de poucos minutos, por exemplo, pode evitar um prejuízo de milhares de reais. Confirmar se aquele anúncio pertence realmente ao hotel ou ao proprietário reduz significativamente as chances de cair em golpes de viagem.
Nunca finalize a negociação apenas pelo WhatsApp
Golpistas costumam retirar a conversa das plataformas oficiais para eliminar mecanismos de proteção ao consumidor. Cuidado porque quando o contato migra rapidamente para aplicativos de mensagens, o consumidor perde registros, suporte e ferramentas de contestação disponíveis nas plataformas de reserva.
Desconfie de preços muito abaixo do mercado
Ofertas muito vantajosas são utilizadas para despertar urgência e diminuir o senso crítico da vítima. Os golpistas foram em fazer com que a pessoa pense primeiro na economia e só depois na segurança. Se o desconto parece exagerado, vale dedicar alguns minutos para investigar antes de pensar em pagar pela viagem.
Confira para quem o dinheiro será enviado
Antes de realizar qualquer transferência, confirme se a conta bancária pertence à empresa responsável pela hospedagem ou ao proprietário devidamente identificado. Desconfie se os dados de transferência não baterem com a razão social ou com o nome do proprietário ao fazer sua reserva.
Pesquise o CNPJ e os dados da empresa
Sempre que houver uma empresa envolvida, consulte o CNPJ, endereço, tempo de funcionamento e demais informações públicas. Os golpes em viagem são tão sofisticados que os criminosos conseguem copiar imagens e identidade visual, mas dificilmente conseguem sustentar um histórico consistente de atuação. Uma pesquisa simples pode revelar diversas inconsistências.
Não tome decisões sob pressão
Mensagens como “última vaga”, “promoção termina em cinco minutos” ou “é preciso pagar agora” são estratégias clássicas de engenharia social. A pressa é uma aliada do golpista. Sempre que alguém tentar acelerar a decisão, pare, verifique as informações e converse com outra pessoa antes de concluir o pagamento. Alguns minutos de cautela podem evitar um prejuízo financeiro e a frustração de descobrir o golpe apenas na hora da viagem.
Entre as fraudes mais recorrentes registradas durante períodos de férias estão:
- Anúncios falsos de hospedagem em redes sociais;
- Sites clonados de hotéis e pousadas;
- Perfis falsos de imóveis por temporada;
- Falsas centrais de atendimento por telefone e WhatsApp;
- Cobranças via PIX para contas de terceiros;
- Links enviados por aplicativos de mensagens para páginas falsas de pagamento;
- Negociações realizadas totalmente fora das plataformas oficiais.
O maior risco não está apenas na tecnologia utilizada pelos criminosos, mas na velocidade com que conseguem construir uma falsa sensação de credibilidade. O consumidor precisa incorporar a verificação como parte do processo de compra, principalmente em períodos de grande movimentação, como as férias escolares.
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