Desvendando os COEs

Já pensou em ter os ganhos robustos que a renda variável pode proporcionar com a ‘proteção’ que a renda fixa pode oferecer? Isso mesmo, existe hoje no mercado um tipo de investimento que tem essas características. Para quem não conhece, estou falando dos certificados de operações estruturadas (COE).

O COE foi lançado em 2014, mas só no ano de 2015, após ser regulamentado para Comissão de Valores Imobiliários (CVM), que ganhou maior destaque na mídia. O grande diferencial desse investimento é que o capital investido não precisa ser muito elevado (investimentos a partir de R$5.000,00) e maioria dos COEs são de capital protegido, ou seja tanto os ganhos quanto as perdas são limitadas, permitindo o pequeno investidor a ter um excelente lucro sem correr tanto risco.

A rentabilidade de um COE geralmente é atrelado a investimentos pouco explorados pelos brasileiros, como ações negociadas em países estrangeiros, variação cambial, índices de bolsas estrangeiras, etc.

Introduzido um pouco do assunto, vou mostrar para vocês um caso prático da corretora Rico:

 

 

Nesse COE, pode-se ver que serão investidos em ações da Apple, Facebook e Netflix, sendo o valor mínimo de aplicação de R$5.000,00, expedido pelo Banco Morgan Stanley. A estratégia do COE é de 2 anos com 4 datas de observações que ocorrerão semestralmente. Vamos supor que na primeira observação uma das 3 ações esta abaixo do valor de entrada, o investimento no COE continua até a próxima observação, se o mesmo ocorrer, o COE continua até a próxima observação. Estamos na terceira observação e agora as três ações estão iguais ou acima do valor pago, o COE é encerrado e o investidor receberá o valor investido mais um cupom. Mas Fon, de quanto é esse cupom?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os valores dos cupons estão mostrados na tabela acima, ou seja, no exemplo o COE foi encerrado na terceira observação e o valor recebido seria o montante principal acrescido de 21,75% a 26,25% no período.

Caso chegue a data do vencimento e em nenhuma das 4 observações as 3 ações estavam acima do valor pago, o COE é encerrado e o investidor recebe o capital investido.

 

  • Risco e Liquidez

 

Podemos abordar dois problemas para um COE: Risco e Liquidez. Em relação ao risco, o COE não tem garantia do Fundo Garantidor de Crédito, ou seja, a garantia está no banco emissor do COE, nesse caso o Banco Morgan Stanley e em caso da falência dessa instituição, o investidor pode perder todo o valor investido.

Com relação a Liquidez, o COE tem um vencimento definido e pode ser encerrado em qualquer umas da três observações ou apenas na observação final (data de vencimento). Sendo assim, o dinheiro investido não deve ser um dinheiro de emergência, pois não será possível o resgate até uma dessas datas de encerramento.

 

– Tributação

A tributação de um COE dependerá de quando ele for encerrado, mas segue a mesma aplicada na renda fixa : a tabela regressiva, conforme figura abaixo:

 

http://tesourodiretosemsegredos.com.br/wp-content/uploads/2014/12/Tabela-Regressiva-Imposto-de-Renda.png

 

Vamos supor que o COE foi encerrado com 6 meses, a alíquota incidente será de 22,50% e assim por diante.

 

– Como investir

 

Existem duas maneiras de se investir no COE. A primeira é possuir uma conta no banco emissor e comprar direto com o emitente. Já a segunda é através das corretoras de valores que estão oferecendo diversas oportunidades de COE (atrelados a câmbios, blue chips, ações do exterior, etc).

 

– Quem deve investir?

 

Essa pergunta é uma pergunta bem delicada, mas indico esse investimento para pessoas que possuem o perfil de risco “moderado” para alto, pois serão expostos a renda variável, o que pode proporcionar um rendimento bem satisfatório, mas em contrapartida correr os riscos apresentados nesse texto.

Estou no momento investindo em COE pois acredito que é uma ótima maneira de diversificar minha carteira e além disso por ser um investimento relativamente novo no Brasil está com rentabilidade bem atrativa, mas até quando?

Deixe seu comentário abaixo o que você acha sobre COE J

 

 

 

 

 

 

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Idealizadora e fundadora do Não Pira, Desopila, apaixonada por SUP e ex bailarina do Municipal de São Paulo, largou sua carreira de executiva em uma grande multinacional para viver os seus sonhos e ter uma vida mais leve.

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