Como vocês acompanharam em meu último post, estive em Épernay, capital da região de Champagne-Ardenne na França, e prometi contar sobre o tour que fiz na tradicional Moët & Chandon. Como promessa é dívida, hoje o texto será borbulhante!

Santé! Cheers!

Como acontece o tour na Moët & Chandon?

A história – Moët & Chandon

Tudo começou com estes senhores abaixo, mais especificamente com Claude Moët em 1743, que conseguiu manter enraizada a tradição familiar, passando o negócio para o filho Claude-Louis Nicolas, seguido do neto Jean-Remy Moët, que é sucedido pelo genro Pierre-Gabriel Chandon, que deu origem a aliança Moët & Chandon.

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Fonte: Arquivo pessoal Fran Galvão

Atualmente, a marca Moët & Chandon faz parte do grupo LVMH, uma gigantesca holding francesa especializada em artigos de luxo e, que comanda marcas como a de relógios Tag Heuer, moda como Louis Vuitton, Fendi, Cèline, a nossa amada Sephora entre muitas outras.

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A tradição de Champagne (e do champagne) e de Moët & Chandon

Claro que ao longo do tempo muito foi modernizado na produção da champagne, mas a exemplo da haute couture (alta costura) na moda, para manter seu título de champagne é necessário o cumprimento de algumas normas e essas ainda bastante manuais e minuciosas através de seus vinhateiros e chefes de caves.

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Fonte: Arquivo pessoal Fran Galvao

O que se vê da Moët & Chandon no tour

As caves que são abertas ao público estão situadas na famosa Avenue de Champagne, 20 (numeração), no primeiro subsolo. Há outros andares, mas devido a temperatura e umidade necessárias, não é possível o acesso. – Se no primeiro subsolo meu cabelo ficou todo elétrico, imagina nos demais rsrs. – Para vocês terem uma ideia de seu tamanho, no total são 28 km de caves/adegas pertencem a Moët & Chandon dos 68 km constantes em toda a cidade.

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Fonte: Arquivo pessoal Fran Galvão
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Fonte Arquivo Pessoal Fran Galvão
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Fonte Arquivo Pessoal Fran Galvão
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Fonte Arquivo Pessoal Fran Galvão

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O tour em si na Moët & Chandon

Todo processo é muito bem explicado e aberto a perguntas a qualquer momento. Por todo lado é possível presenciar o ponto central da produção, o famoso “Prise de Mousse” ou a formação de bolhas e a Remuage, em que as garrafas são colocadas em estantes de madeira com o gargalo voltados para baixo e mexidas diariamente para que o depósito desça até ao gargalo.

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Fonte Arquivo Pessoal Fran Galvão
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Identificação das caves com dados de produção, endereço da cave e quantidade de garrafas. Somente nesta cave há 10.190 garrafas. – Durante o passeio passamos por mais de 40 caves para vocês terem ideia do tamanho da produção da maison – Fonte: Arquivo pessoal Fran Galvão

Me chamou bastante a atenção que ao longo do caminho é possível perceber algumas marcas nas paredes e no chão. – Notem na foto abaixo aqueles risquinhos estilo presidiário contando os dias. – Eu, já fui logo perguntando imaginando ser algo trash, mas a verdade é que trata-se de uma forma de contar as garrafas. Historicamente, por ser tão manual era a maneira de não se perderem nas contas.

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Fonte: Arquivo pessoal Fran Galvão

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Um dos pontos altos do tour na Moët & Chandon é ter acesso ao histórico barril de carvalho que foi dado de presente a Napoleão Bonaparte, amigo e cliente regular de Jean-Remy Moët. Dizem as más línguas que o barril, entregue completamente cheio, foi o medidor de tempo de uma festa. Enquanto havia bebida no barril, a festa continuava. Com isso, sua duração foram exatos três dias.

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Fonte: Arquivo pessoal Fran Galvão
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Fonte: Arquivo pessoal Fran Galvão

Um outro grande destaque do tour é vermos a conservação da primeira garrafa Grand Vintage, datada de 1869. As Grand Vintage são produzidas unicamente a partir de uvas provenientes de uma colheita excepcional. Incrível manterem a primeira, não?!?

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Fonte: Arquivo pessoal Fran Galvão

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Para finalizar, mas não menos agradável, a degustação. Cada grupo tem a disposição uma sala bastante charmosas para o brinde. Mesmo durante esta etapa, a guia continua presente para esclarecer eventuais dúvidas e com histórias interessantes para contar.

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Fonte: Arquivo pessoal Fran Galvão
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Fonte: Arquivo pessoal Fran Galvão
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Fonte: Arquivo pessoal Fran Galvão

Recomendação importante

Um ponto bastante recomendado é que não se pode tocar nas inúmeras garrafas durante o tour porque estão em real processo de produção e serão comercializadas no seu devido tempo.

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Fonte: Arquivo pessoal Fran Galvão

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Duração do tour, frequência e valores

O tour tem duração média de uma hora e meia, sendo possível conhecer a história, as caves, bastante sobre a produção e dados, com direito a uma deliciosa degustação no final, que tem as seguintes opções: uma taça de Moët Imperial (a tradicional) ou uma taça de Imperial + Rose Imperial ou ainda 2 taças de Moët Grand Vintage, que são champagnes que se beneficiam de um período de maturação mais longo.

O valor do tour variará de acordo com a degustação escolhida, como você pode conferir na foto abaixo:

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Fonte material oficias da casa

A maison está aberta para o tour de março a dezembro, variando o horário de abertura e fechamento de acordo com a estação do ano. Por isso, verifique com antecedência a disponibilidade para evitar qualquer frustração de ir a região e não conseguir conhecer a Moët & Chandon.

Que tal? Quem já vai incluir na lista de lugares a se conhecer em Épernay? Eu recomendo!!

Santè!

Fran Galvão

@fran.galvao

Capa: Arquivo pessoal Fran Galvão

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Idealizadora e fundadora do Não Pira, Desopila, apaixonada por SUP e ex bailarina do Municipal de São Paulo, largou sua carreira de executiva em uma grande multinacional para viver os seus sonhos e ter uma vida mais leve.

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