Encontro das Águas do Rio Negro com o Rio Solimões em Manaus

Quem vai a Manaus pela primeira vez não pode deixar de fazer o passeio do Encontro das Águas. Um clássico do turismo manauara que já foi mais completo, mas que ainda vale a pena fazer para ver o fenômeno natural.

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Como fui muitas vezes a Manaus a trabalho, de vez em quando optava para ficar o final de semana na cidade para fazer este mesmo passeio com pessoas que nunca tinham ido a cidade, além de ir a outros lugares que nunca tinha visitado. Ao todo fiz o tour do Encontro das Águas do Rio Negro com o Rio Solimões (conhecido também como Rio Amazonas) cinco vezes e, por isso resolvi fazer o post não só relatando como o passeio é hoje, mas como era e o que você deve se atentar antes de fechar o passeio com uma agência de turismo regional.

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Como é o passeio do Encontro das Águas? (Outubro de 2015)

A empresa que contratará te pegará no hotel e te levará até o Porto de Manaus ou ao Pier do Hotel Tropical para embarque em um catamarã. Normalmente, este tipo de transporte tem dois andares (ou dois decks) e são bem simples.

PortodeManaus 1

O trajeto não necessariamente obedecerá a ordem descrita no roteiro, mas certamente você passará pelos seguintes pontos:

1 – Centro da cidade visto de longe no catamarã

Mesmo de longe é possível ver: (a) o Mercado Municipal, que foi totalmente restaurado; (b) o prédio da Alfândega; (c) o prédio da antiga cervejaria Miranda Corrêa, que mais parece uma igreja de longe. Além disso, vários barcos de pequeno e grande porte, oficinas mecânicas e estacionamentos fluviais, bem como postos de combustível flutuantes passarão bem a frente de seus olhos.

Cervejaria 1

Se você embarcar no centro da cidade, poderá ver muitos pontos turísticos da cidade mais de perto.

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2 – Encontro das Águas do Rio Negro com o Rio Solimões (Rio Amazonas)

O fenômeno natural é algo que realmente impressiona nossos olhos. As águas não se misturam, mas não se misturam mesmo…rs

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Da última vez, contemplei o Encontro (o Encontrinho e o Encontrão) das Águas duas vezes durante o percurso, o que não achei nada mal, of course.

Faz parte do passeio parar por alguns instantes no meio do Encontro das Águas para fotos, poses, caras, bocas, Snapchats, Pericospes e afins. Alguns barqueiros e algumas excursões, quando param neste ponto, permitem que você dê aquele mergulho (nada) esperto e muito corajoso no meio do encontro, mas… tenha em mente que há perigo de algum jacaré, alguma piranha ou algum peixe te presentear com um souvenir ou até mesmo adentrar você (entendeu, né? rs).

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Nesta parte do passeio também pode ser possível avistar os famosos botos, mas não é garantia. Fique atento e não crie aquela expectativa.

3 – Parque Ecológico do January 

Normalmente os catamarãs atracam nos restaurantes flutuantes, onde o almoço será servido mais tarde, e de lá a excursão segue a bordo de uma canoa bem simples até o Parque Ecológico do January.
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O trajeto é recheado de casas flutuantes, que não necessariamente estarão lá, no mesmo lugar, caso um dia decida fazer o passeio novamente. Os guias sempre brincam que o povoado nunca tem problema com a vizinhança pq em qualquer desentendimento, um dos vizinhos vai com a casa flutuante para outro ponto do rio, Já pensou que beleza que deve ser…rs
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Dependendo do nível do rio, a entrada no parque poderá ser de canoa (nível alto) ou caminhada (nível baixo). Tive a oportunidade de ir nos dois momentos e acho as duas situações são especiais. É muito bacana entrar de canoa na floresta e poder apreciar toda aquele enormidade e visual só com os olhos, mas também é muito especial caminhar pela floresta e poder tocar e fazer graça com os cipóa e com as sumaúmas (árvores gigantes).

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Detalhe da marca d’água na samaúma abaixo – nível que chega o rio.
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Neste trecho do passeio, para a alegria das senhorinhas, as excursões e guias também te levarão ao Lago January ou algum outro local para ver as famosas vitórias régias.

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Não será todas as vezes que as tais flores flutuantes encherão os olhos dos turistas.

4 – Almoço e “lujinhas” 

 
No retorno do passeio ao Parque do January será servido o almoço em barco flutante, com buffet self service, sem bebidas inclusas.
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Os guias te darão um tempo para ir as famosas “lujinhas” de artesanato, para desespero da ala masculina…

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No último passeio que fiz, ao invés de parar nas “lujinhas”, eu e a Carol do blog Dicas e Roteiros de Viagens, resolvemos dar uma volta na floresta, literalmente. O trajeto foi emocionante em alguns momentos, pois estávamos em uma ponte quase bamba de madeira a alguns metros de altura. Tudo pela descoberta…rs
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5 – Ponte Estaiada   

Tanto na ida quanto na volta é possível avistar o novo cartão postal da cidade de bem pertinho e de longe. E que vão mais umas 200 fotos entre poses, caras e bocas..

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6 – Retorno

Se optar por fazer o passeio de catamarã, verá que a ida será muito similar a volta. Muitas pessoas aproveitam o tempo para um cochilo ou para papear ou para tirar mais fotos, pois o trajeto é longo.  

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Como era o passeio do Encontro das Águas que fiz no passado?

Nos passeios que fiz anteriormente tive a oportunidade de conhecer algumas comunidades indígenas e poder ter um ideia, mesmo que distante, de como era morar no meio da Floresta Amazônica. Fiquei também cara a cara com os famosos bicho preguiça, mico leão dourado (um deles pulou em mim e fez xixi no meu braço…hahahaha), cobras e tantos outros animais que habitam a região.

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Perguntei ao guia o motivo pelo qual tais atrações não existiam mais no roteiro do Encontro das Águas e fui informada de que o acesso as comunidades ribeirinhas (uma espécia de cais) está prejudicado, não sendo possível a parada da embarcação para visitação.

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Em relação ao acesso aos animais, houve a proibição do IBAMA para que tal turismo deixasse de ser fomentado.

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Fiquei triste  de não poder visitar a comunidade desta vez, pois é algo bem especial. As crianças vêm perto de você para conversar, tentar te vender algo bem baratinho e te mostrar um pouco como é a comunidade.

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É possível também ver as casas de palafita que a comunidade vive e vivenciar mais de perto a realidade daquelas pessoas, que é totalmente diferente de uma pessoa urbana como eu, por exemplo.

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Por outro lado, achei bacana a proibição da exposição dos animais pelo IBAMA, pois eram mantidos em condições precárias.

Alguns pontos de atenção – 

a) Se a empresa sair do Pier do Hotel Tropical pergunte se você terá que pagar o transfer tambémg. A última empresa que contratei para fazer o passeio cobra R$ 27, no transfer ida e volta, caso você não seja hóspede do Tropical.

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Teoricamente, a solução seria pegar um táxi, mas…o valor do táxi do Tropical ao centro, por exemplo, te custará em torno de R$ 75, só a ida e, neste caso, o transfer vale mais a pena. Por isso, se você estiver no centro, se atente se o passeio cobre o transfer para não cair em uma furada.

b) Eu fiz o passeio saindo tanto do Pier do Tropical quanto saindo do centro e, sinceramente prefiro a saída do centro, pois é mais tradicional, além de você ter a alternativa de pedir ao guia para que te deixe ao final do passeio no ou próximo ao Theatro Amazonas ou algum outro ponto turístico para aproveitar o resto do dia (turistando).

c) Apesar de uma das atrações do passeio bem exaltadas pelas agências de turismo (principalmente para as senhorinhas…rs) serem as famosas vitórias-régias, elas não estarão presentes em todos os passeios. É bom sempre perguntar para não se decepcionar. Mesmo que elas não estejam presentes, o passeio acontecerá anyway e o guia tentará te levar em algum lugar que tenha ao menos uma belezura desta planta aquática.

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Desta última vez que fui (outubro de 2015) tinha mais vitórias-régias no Tropical Hotel que na Floresta Amazônica…rs

d) Além das agências de turismo e seus catamarãs fazerem o passeio do Encontro das Águas, tem uma série de barqueiros e lanchas que fazem este passeio de forma independente saindo do Porto de Manaus. Sinceramente, eu não aconselho tal opção, pois além de muitos não serem totalmente regulamentados, você fomentará o turismo paralelo.

O passeio com embarcação rápida dura em média três horas e pode ser feito de forma privada ou com um grupo que esteja interessado em fazer o passeio na mesma hora que você. É possível negociar o passeio e o preço diretamente no porto com os marinheiros, mas não necessariamente será mais barato que as famosas excursões. Consultei recentemente e o passeio sairia por R$ 350, sem almoço.

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Sei que os barqueiros/marinheiros conhecem bem a região, tem histórias fantásticas para contar, mas eu não me arriscaria pelo fato de não saber se está licenciado realmente para fazer o passeio, pelo fato de não ter almoço incluso, pelo fato de nunca ter visto uma “lancha turística” na mesma rota que os catamarãs fazem (apesar de ter lido em alguns sites que fazem o mesmo trajeto), pelo fato de não saber as reais condições do barco ou da lancha.

Caso queira mesmo fazer em três horas, algumas agências possuem uma lancha maior e que eles chamam também de rápida que fará o mesmo passeio que fiz, sem almoço.

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O que levar e o que vestir no passeio do Encontro das Águas?

a) Repelente e protetor solar são fundamentais estarem em sua mochila ou bolsa, a não ser que queira trazer alguns souvenires naturais da Amazônia.

b) Leve e beba bastante água. Não se preocupe se esquecer de levar água, pois no catamarã terá serviço de A&B com água, refrigerante, cerveja, salgados e porções de peixe.

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c) Use roupas leves e de preferência claras, pois o calor e a umidade são pesados. Nem pensar em usar calça para evitar picadas, pois o calor que sentirá não compensará as picadas a menos.

d) Use e abuse de seus chinelos e papetes. Em função do calor, ficará mais confortável com este tipo de pisante. Se quiser ir de tênis, super tranquilo, mas como tenho paúra de cobrir os pés, nem penso nesta hipótese naquele clima senegalês.

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e) Se for adepto ao boné, o acessório será mais do que bem vindo. O importante é ir ao passeio com roupas leves e sem extravagância alguma. Não se esqueça que você enfiará o pé (na jaca! opsss…) na floresta e a coisa mais deselegante seria um modelito puro glamour em um passeio que requer puro desprendimento.

f) Leve dinheiro trocado para fazer aquela clássica compra de souvenires. Alguns comerciantes aceitam cartão, mas não arrisque depender do sinal da tal maquininha.

Quanto custa o passeio do Encontro das Águas e qual agência recomendo? (Outubro de 2015)

Apesar do passeio atualmente ser praticamente o mesmo, o preço varia de uma agência para outra. Pela agência do Tropical Hotel (a Fontur) o passeio custa R$ 150, mas tive um desconto adicional de 15% que não sei se foi pelo fato de ter um blog ou por ser hóspede do hotel. Já no hostel da HI custa R$ 200, e se perguntar pelo centro o preço é em média R$ 160,.

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Achei estranho o hostel cobrar mais do que os outros lugares, mas creio que seja pelo fato de ter uma maior concentração de gringos.

De todas as agências que fiz o passeio a que mais gostei foi a Amazon Explorers. O guia era muito querido, a qualidade e a variedade do almoço superiores e o atendimento diferenciado. Antes de fechar este post dei um pulo no site deles e vi que eles informam claramente e com detalhes que nesta época não será possível ver vitória régia devido a seca dos lagos, que terá que fazer caminhada devido ao período a vazante que irá até fevereiro etc.

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O respeito ao consumidor (que não deveria ser uma exceção) é um dos fatores que me fez falar tão bem da Amazon Explorers neste post. Não recebi nada por isso, mas sei da minha responsabilidade ao indicar uma agência por aqui.

Onde ficar e não ficar em Manaus (Outubro de 2015)

Na semana passada fiz um post sobre o assunto e acho importante vocês darem um pulinho neste link (Onde ficar e onde não ficar em Manaus) e checarem as dicas importantes para não ter uma experiência negativa por lá.

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Idealizadora e fundadora do Não Pira, Desopila, apaixonada por SUP e ex bailarina do Municipal de São Paulo, largou sua carreira de executiva em uma grande multinacional para viver os seus sonhos e ter uma vida mais leve.

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