Será que está preparado para retomada do mundo pós-COVID? Preparado para o que vem depois do isolamento social? Enfim, será que está preparado para SUA retomada junto com o todo? Mesmo que tenha expectativa de voltar à rotina total somente ano que vem, não tem como não se planejar e refletir sobre o assunto. Afinal, estamos há quase quatro meses em quarentena e com um chamado de “Novo Normal”, cheio de desafios, batendo mais firmemente em nossas portas a cada dia. 

Se é do time que acha que ainda é cedo para ao menos iniciar este processo com seu cérebro, cuidado. Ter uma noção de como será a aceitação e comportamento de cada um de nós em hábitos do passado como almoçar fora, comprar roupa e até socializar presencialmente é mais do que prudente.

Como já escrevi no texto sobre o home office integral, sei que terei maior facilidade na adaptação por conta do meu estilo de vida atual, entretanto, fiz uma rápida autorreflexão sobre a primeira vez que saí de casa depois de ter me isolado.

A inevitável ida ao supermercado, a exemplo de muitos, foi minha primeira saída. Parecia que estava a caminho da guerra, tendo medo de quem se aproximava. Esperava as pessoas saírem da estação das frutas para eu escolher as minhas, por exemplo. No final, não adiantou muito, já que do nada aparecia um ser de luz a um milímetro de distância (duvido que não tenha acontecido contigo também).

MEDO DE SAIR DE CASA DURANTE A QUARENTENA?

Experiência desesperadora em uma primeira saída? Vendo o lado do meu comportamento e da situação, sim, mas não acionei o modo pânico nível hardcore. A todo momento, sacava o álcool em gel da bolsa e começava o ritual de higienização das mãos, como esperado. Chegando em casa, portas e vidros do carro abertos e mais outro ritual: o de lavar absolutamente tudo com água e sabão, tirar sapato, roupa e afins. Neurose? Não! Como instruído aos quatro ventos, precaução para minimizar o risco de contaminação.

Como este é um novo hábito necessário para os dias atuais, me adaptei até que rápido. Confesso que tenho preguiça de ir ao supermercado quando penso no que terei que lavar depois (rs), mas tudo bem, é a regra do jogo da atualidade. Mesmo ainda saindo pontualmente de casa, meu receio é muito melhor administrado.Mesmo com mais pessoas nas ruas, relaxei a mente, mas obviamente não os rituais. Afinal, não dá pra sair olhando para os outros com desconfiança ou medo. Ainda mais eu que prego e exerço tanto a empatia, o respeito e a humanização. 

Acredito que meu sentimento inicial é absolutamente comum e típico aos que estão respeitando a quarentena de verdade. Por isso, o aproveitei como exemplo e fiz uma analogia para escrever este texto sobre o movimento de retomada para o “novo normal”. Afinal, cedo ou tarde será preciso sair de casa de verdade para se adaptar a uma rotina, cheia de cuidados e com distanciamento social. Não importa quando ocorrerá SEU movimento e, sim se está preparado para retomada pós-pandemia, que é inevitável. 

Com base em meu isolamento social e na bagagem que tenho de home office integral ao longo dos quatro últimos anos, preparei uma lista para que faça uma autorreflexão. Bora?

mulher olhando pela janela para o obelisco room office pullman accor 4

PREPARADO PARA RETOMADA? RESPONDA PRA VOCÊ MESMO O SEGUINTE:

  • Terá medo ou pânico de retornar ao escritório, mesmo sabendo que é relativamente seguro?
  • Será que é mais favorável a continuar em home office integral, a trabalhar em home office part time ou a ficar todo tempo dentro de um escritório?
  • Se é líder, já fez esta pergunta aos seus liderados? Se é liderado, já fez esta pergunta ao seu líder?
  • Está pronto para trabalhar em um time que haverá pessoas em home office e outras em escritório ao mesmo tempo? 
  • Como imagina o reencontro presencial com os colegas de trabalho depois de tanto tempo?
  • Quando no escritório, você se imagina almoçando todos os dias em restaurantes nos arredores ou preferirá levar algo saudável e/ou preparado em casa?
  • Nestes restaurantes nos arredores, será que pensará o motivo pelo qual paga R$ 50, R$ 70, R$ 100, ou até mais ou menos em um almoço? Será que achará muito ou achará válida a experiência?
  • Qual é a sua disposição para fazer aquela famosa pausa para o café com os colegas de trabalho que pode durar até meia hora?
  • Será que preferirá trabalhar focado para terminar logo suas atividades e ir embora? Ou vai querer ter mais tempos de desconcentração, mesmo que tenha que ficar um maior período no escritório?
  • Será que terá os mesmos hábitos de consumo? Ou a faxina que fez no armário e demais itens durante a quarentena fará com que renove o guarda-roupa? Precisa de tanta roupa e sapatos mesmo?
  • Terá ou continuará com o hábito de fazer uma melhor reserva financeira para o seu futuro?
  • Qual é a importância que dará em morar em um espaço em que possa ter momentos de paz e concentração?
  • Se não estiver bem e com dificuldades de readaptação, será que falará sobre o tema abertamente com seu líder e seus liderados?
  • Estará preparado para enfrentar o trânsito novamente? Pensa em vender o carro e utilizar transporte público?
  • Como dizem popularmente: meterá o louco e, se portará como se a pandemia nunca tivesse existido? 
  • Será que terá uma euforia momentânea e depois um desânimo porque a vida voltou em partes ao normal?

AS MAIS IMPORTANTES DAS REFLEXÕES:

Questionará a si próprio e aos demais o suposto motivo que gerou tudo isso? Ou seja, será que discutirá mais assiduamente o hábito alimentar? Tenho falado bastante sobre isso, já que é preciso ter consciência de que há um motivo para o mundo ter parado e estar parcialmente em isolamento social para tentar conter uma pandemia.

De acordo com a linha de raciocínio de muitos, a ingestão de uma determinada carne animal por um ser humano causou tudo que vivemos exatamente neste momento. Será que se continuarmos sem analisar e questionar hábitos alimentares não teremos muito em breve mais um período pandêmico pela frente?

Pararei por aqui com as perguntas porque são muitos os questionamentos. Entretanto, acredito que seja importantíssimo fazer cada uma delas a si mesmo para avaliar se está preparado para retomada.

duas mulheres em reuniao em sala descolada room office pullman accor 4

MEU ESTILO DE VIDA 

Como já disse em vários textos, fora as precauções e o risco de contaminação, não senti tanto todos os efeitos positivos e negativos do isolamento social porque faço home office em 80% do meu tempo há mais de quatro anos.

Entre as perguntas acima, algumas respostas. Prefiro o equilíbrio entre o home office e a rotina em outro ambiente, até por conta da socialização necessária. Evito ao máximo almoçar fora porque prefiro comer algo em casa, além de ficar incomodada por pagar mais de R$ 70, em um almoço e ainda R$ 20 a R$ 25, no vallet. 

Em relação às roupas, confesso que tenho um pouco mais de apego porque cada peça tem um valor sentimental, mas o que não uso há mais de um ano e meio, costumo doar, por exemplo. Ainda sim, há exceções para as roupas do meu tempo de executiva do mercado corporativo tradicional. O apego vem porque viajo muito a trabalho, em situações climáticas e operacionais diferentes, tendo a necessidade de deixar algumas peças em stand-by. 

Como autocrítica que sou, dou um puxão de orelha em mim neste quesito regularmente. Outro dia fui vestir um dos vestidos que mais amo e ele fica estranho no meu corpo, principalmente, por conta da cirurgia de mama que fiz recentemente. A tendência será doá-los para alguém em começo de carreira no intuito de ajudar. Entretanto, não tenho pretensão alguma de comprar mais um estoque de roupas para mim. Já tenho mais do que suficiente para os próximos anos e para todas as ocasiões.

Como trabalho muito sozinha, não tenho a questão da volta com os colegas, mas confesso que sinto falta de ter companheiros de trabalho em alguns momentos para dividir ideias e reflexões. Mitigo isso conversando com amigos das antigas ou da segunda fase de carreira. Ou seja, me viro com o que tenho pra hoje. 

DICAS PARA ESTAR PREPARADO PARA RETOMADA PÓS-PANDEMIA

Escrevo com foco muito forte em líderes, que é uma boa parte da audiência do NPD nestes assuntos, mas claro que as dicas e reflexões são válidas para todos que estão no mercado de trabalho. Independentemente, de ser líder ou liderado, é importante amadurecer a nova rotina em sua cabeça e entender que respeito ao seu momento e ao do próximo são cruciais para que as transições sejam feitas da forma mais harmônica possível. 

Não se culpe se entender que não está preparado para retomada ou que não quer ficar em casa nunca mais. Este tempo de quarentena trouxe uma série de reflexões e ninguém, absolutamente ninguém, está em seu estado normal. 

Pode ser que com o movimento de retomada, mesmo utilizando máscara e todas as outras medidas de precaução, sua cabeça vire a página destes dias de quarentena e bloqueie este período temporariamente. Já pensou que maravilha retornar, mesmo que part time como uma melhor pessoa e sem qualquer resquício negativo deste tempo de isolamento?

É o melhor dos mundos, sem dúvida, mas atenção para não ser somente uma manifestação de euforia temporária! Por isso, trabalhe sua mente para que a sua transição e a transição de seu entorno neste movimento de retomada sejam as melhores e mais leves possíveis.

Continue bem! 🙂 

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GARDENS
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Idealizadora e fundadora do Não Pira, Desopila, apaixonada por SUP e ex bailarina do Municipal de São Paulo, largou sua carreira de executiva em uma grande multinacional para viver os seus sonhos e ter uma vida mais leve.

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