10 anos de produção de conteúdo na internet

O que aprendi em 10 anos de criação e produção de conteúdo na internet? A primeira delas é como o tempo passa rápido demais. Nem parece que há exatamente uma década colocava no ar o primeiro texto, no meu primeiro blog. De lá para cá, muita coisa aconteceu. 

A cada dia, entendo mais que, constante ou momento de estabilidade real nesse mercado são palavras inexistentes, entretanto, se você sabe qual é o seu lugar na fila do pão e, age como tal, a evolução como profissional e ser humano são consequências deste ofício nem sempre valorizado. 

Apesar da concorrência crescer absurdamente a cada ano que passa, saber se colocar e respeitar o seu tempo e o do próximo, são atitudes que tornam o caminho mais prático e libertador na estratégia digital. Ao longo desses dez anos, já quebrei muito a cara, conheci um bocado de gente bacana, ajustei o estilo de vida e fiz diversas transições de carreira. Nem nos meus mais viajantes sonhos, imaginei que a criação e produção de conteúdo me levariam a tais transições, começando pela mais importante delas: a transição entre o mercado corporativo tradicional e o empreendedorismo. 

Por ser muito pé no chão, toda essa reviravolta, apesar de ter acontecido na raça e sem orientação de ninguém, aconteceu de forma ponderada e com muito planejamento, reflexão e sabedoria, vindos dos meus processos de autoconhecimento e reconhecimento dos propósitos de vida pessoal e profissional. 

É MUITO GRATIFICANTE…

olhar para trás e enxergar o tanto de pessoas que já ajudei a viajar melhor e/ou a cuidar mais de seu bem-estar individual e carreira. Também é muito gratificante enxergar o quanto evoluí durante toda essa jornada. Se tem algo ainda frustrante neste caminho é a tal da desvalorização do conteúdo gratuito. As pessoas acham que você tem todas as obrigações do mundo sem, muitas vezes, receber nem um muito obrigada (believe or not!).

Para quem não acompanhou desde o começo, o meu primeiro blog chamava-se As Peripécias de Uma Flor, que era o nome que tinha pensado para ser o título do primeiro livro. As aventuras de Gardênia tinha como propósito inicial deixar registradas dicas de todas as minhas viagens para que não ficasse horas e horas com os amigos no telefone recomendando faça isso, vá ali, faça aquilo. Sabia que além de ser um livramento de tempo, seria também um belo diário pessoal. O que eu, tolinha, não sabia era do poder exponencial da criação e produção de conteúdo na internet. 

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No primeiro dia, também conhecido como 15 de maio de 2011, tive 150 acessos de usuários únicos. Naquela época, era um bom número para a estréia de uma total desconhecida na internê, que tinha uma penetração muitíssimo menor que nos dias atuais. Claro que os acessos eram dos amigos, curiosos e vibrantes com a ideia. O tema do primeiro post era sobre viagem, assim como foram os próximos, por muitos e muitos anos. Atualmente, escrevo também sobre carreira, empreendedorismo e bem-estar.

Não lembro exatamente como as coisas aconteceram porque tudo foi muito rápido e em paralelo com a minha vida corporativa. Só sei que, de repente, começaram a aparecer comentários de pessoas desconhecidas, convites para eventos de destinos turísticos e até para viagens, o que chamamos no meio de press trips. Por mais que trabalhasse na área de alguma forma, já que meu foco como auditora e porta-voz era a área de Entretenimento e Mídia, não tinha ideia real da velocidade que as coisas aconteciam no meio digital.

De lá pra cá já são milhões de acessos, milhares de seguidores, muitas viagens a convite ou não, algumas transições de carreira, uma nova plataforma e até uma volta, em novo formato de carreira (como mentora), ao mercado corporativo tradicional. 

Além de todos os aprendizados que acima mencionei, acho que vale a pena falar também de outros pontos que me marcaram ao longo desses 10 anos de criação e produção de conteúdo na internet. Tentarei ser breve, prometo rs 

CRIAÇÃO OU PRODUÇÃO DE CONTEÚDO?

Antes de começar a escrever o texto, fiquei com essa dúvida. Afinal, sou uma produtora ou uma criadora de conteúdo? Tecnicamente, sou uma criadora, já que tudo que escrevo vem da minha cabeça e experiência. Entretanto, é preciso saber produzir para que tais frases, imagens, vídeos e afins tenham escala. Para não ficar viajando muito entre os dois conceitos, preferi adotar o mais popularmente falado: produtor de conteúdo.  

CONTEÚDO DE QUALIDADE É REI!

Em uma das minhas conversas no passado com o ainda CEO de uma potência na indústria do entretenimento no Brasil, chegamos a conclusão que conteúdo de qualidade é rei, ou seja, não morre. Podem ter várias transformações nos modelos de entrega de um conteúdo, mas se for bom para o público alvo que quer alcançar e manjar dos paranauês da entrega de tal informação, dificilmente não sobreviverá ao longo do tempo e das evoluções digitais. 

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Há público para tudo na internê, mas não sobrevive muito tempo quem não tem conteúdo próprio, estratégia de criação e produção. Já fui por diversas vezes plagiada, tive ideias copiadas na caruda. Além disso, tive meu nome e de minhas plataformas em contas fakes, mas quem sobreviveu no final? A tia aqui, meu bem!  Um viva a originalidade 🙂 

Mesmo assim, é preciso falar sobre resiliência. Para quem não copia ou cola do amiguinho para seguir por um caminho mais fácil e rápido precisa ter paciência para que os resultados venham, de verdade e sólidos. Outra coisa importante. Conteúdo de qualidade é relativo. Algo pode ser muito bom pra você, mas para mim nem tanto. 

NÃO É SOBRE O MEU EGO, OS MEUS PROBLEMAS. É SOBRE AS DORES E DÚVIDAS DOS OUTROS

A não ser que seja uma personalidade, celebridade e famosinho, o que as pessoas procuram na internet são conteúdos que ajudem em suas dores e em suas dúvidas. Além disso, os internautas buscam conteúdos que os façam sorrir, que os ensinem, que contém fofocas do mundo fútil ou que promovam algo de bom. 

Falar, postar ou escrever conteúdo descrevendo seu ego, suas glórias (?) e afins, além de ser chato pra caramba, não gera interação, tampouco interesse. Para acessar verdadeiros rituais de exibicionismo, grande parte dos internautas já possuem suas celebridades (ou sub) de estimação rs

Caso queira realmente ter um conteúdo engajado e pessoas interessadas nele, é preciso entender o motivo pelo qual posta cada foto, vídeo, fala e artigo, qual é o seu público alvo e porque tais pessoas estariam interessadas em você, nas suas crenças e temas abordados.

É PRECISO SABER QUEM É VOCÊ NA FILA DO PÃO

Uma das coisas mais importantes quando você se intitula criador ou produtor de conteúdo é saber quem você é na fila do pão. Não adianta chegar nas marcas pedindo patrocínio se não souber com quem fala e o seu impacto. Também não adianta pedir parceria ou permuta a um hotel 5 estrelas se nunca se hospedou em um. 

Antes de conversar com uma marca ou desenhar um projeto de parceria é preciso estratégia de comunicação e de abordagem. É preciso saber respeitar o seu tempo e o tempo do próximo. O inverso é verdadeiro. 

O ETERNO QUANTO VALE O SHOW, MAESTRO!

Quando produtores de conteúdo estão nas redes sociais, cada post é um palco. Há olhares não só dos seguidores e do próprio produtor de conteúdo, mas também das marcas e seus concorrentes.

Um universo sem fim de marcas, assessorias de imprensa e afins determinam se o influenciador é realmente um influenciador (odeio esse nome, by the way…) com base em métricas como número de seguidores, likes, views e comentários. Na verdade, tais métricas são excelentes bases para alguns tipos de conteúdo e público, mas não para todos. Eu, por exemplo, sempre fui avessa a esse tipo de análise quando o assunto é viagem ou carreira. Afinal, não é por aí que se mede potenciais compradores de um determinado produto. O risco de colocar o dinheiro em mãos erradas é altíssimo e, Thank God, tem se criado um olhar mais crítico para isso.

Por conta do meu estilo de vida e comportamento nas redes sociais, minha persona, principalmente, no LinkedIn são executivos que já tem uma certa senioridade na carreira. Tais pessoas são avessas a curtir, comentar e compartilhar publicações. Entretanto, isso não significa que esse público não consuma minhas dicas ou conteúdo de alguma forma. 

PROVAS SOCIAIS SÃO IMPORTANTES

Uma das várias provas sociais recentes, foi em plena pandemia, produzir um vídeo em conjunto com a Birdymee e o Pullman Hotels, que virou business case global na Accor. O motivo? No vídeo, estava eu, em um local e fazendo coisas que conversam de verdade com o meu lifestyle. Grande parte dos que assistiram ao vídeo enxergaram ali a Gardens que eles estão acostumados a ver fora dos holofotes, trazendo informações sobre protocolos e hospedagem em um local que conhecem e frequentam. 

Por isso, digo sempre que a nossa verdade é a melhor a ser mostrada tanto no on quanto no offline. Confesso que tenho preguiça e não sigo negociação com marcas que me perguntam e me medem por número de seguidores, likes e afins. Meu público alvo e as pessoas que alcanço não tem esse perfil de interação e, obviamente, são as meninas dos olhos mais difíceis de serem alcançadas ou medidas pelas marcas.  

O tal do Quanto vale o show, maestro! no quesito likes e comentários não foi feito para todos. Sugiro aos produtores de conteúdo novatos que não foquem somente em números, mas que busquem a medição de seus resultados também de outras maneiras. 

DESVALORIZAÇÃO DO CONTEÚDO GRATUITO

A internet é muito cruel quando o assunto é monetização de conteúdo. A pessoa pode ser uma potência em acessos em sua plataforma, em views no Youtube e até nas diversas plataformas, entretanto, ganhar dinheiro de verdade é uma batalha diária. 

Nos dias atuais, é preciso ter centenas de milhares de acessos e inscritos no Youtube para monetizar de verdade o conteúdo por meio de cliques publicitários, por exemplo. O mesmo acontece com blogs. Já nas redes sociais como Instagram e Facebook, caso você não tenha marcas que façam parcerias publicitárias, os views, likes e comentários são excelentes aliados para ações de permutas e talvez ações publicitárias. Tem muita gente que tem engajamento fora da curva e ganha uma miséria com produção de conteúdo na internet. Esses é um dos fatores que fazem com que criadores desistam mais fácil desse tipo de carreira. 

Gondola Veneza 6

Onde não há grana para “pagar o leite das crianças” é difícil permanecer por muito tempo. O que alguns fazem é produzir conteúdo em paralelo com sua profissão principal, até que se tome ou não a decisão de viver disso mais para frente. Foi o caminho que fiz, e que acredito ser o mais correto e prudente. 

NÃO SEI SE NOTARAM…

mas tudo o que falei até agora sobre o assunto envolve publicidade. O que quero dizer é que a maior parte da receita de um produtor de conteúdo vem de campanhas ou programas de afiliados, com base no engajamento ou perfil de leitores e seguidores. A monetização é muito mais fácil para criadores de conteúdo relacionados ao universo da fofoca, da moda e do make porque são produtos com ticket médio menor, na grande parte dos casos. 

Agora, quando o assunto é viagem, carreira e afins, há um grande número de leitores e  seguidores que pegam nossas dicas para ter bem-estar, viajar melhor e afins, entretanto, não comentam em nossas publicações nas redes sociais, nos blogs e demais plataformas. Além disso, torcem o nariz quando o assunto é retribuir de alguma forma a ajuda gratuita. Ainda bem que há outros muitos que são maravilhosos e contam como fazemos diferenças nas mais variadas experiências. 

Claro que ninguém é obrigado a nada e, que o conteúdo gratuito foi produzido por livre e espontânea vontade. Entretanto, quando falamos de produção de conteúdo é preciso ter respeito e educação com quem nos ajuda for free. Quantas vezes, já me pegaram para Cristo em DMs e emails e, quando no final disse: se possível, reserve seu hotel, seguro e afins pelos links do blog para me ajudar também, e a pessoa sumiu? Não acho que o meu ato seja de pedinte, mas sim aquele princípio básico de reciprocidade. Afinal, isso não deixa de ser uma consulta a especialista.  

Caso tenha seus blogueiros de estimação e de confiança, independente do tema, comente suas publicações, mande mensagens, compre serviços pelos seus canais e afins. Não se esqueça que onde não há receita, não há continuidade. Além disso, é uma delícia saber o quanto podemos ajudar alguém que precisa e que está do outro lado. Dá um super gás para continuar a criar e produzir. 

MATURIDADE PARA IGNORAR QUANDO ME CHAMAM DE BLOGUEIRA DE FORMA PEJORATIVA

Um clássico, principalmente, nos últimos anos é alguém me chamar de blogueira, blogueyrinha, blogueyra de forma pejorativa porque faço uma pose aqui outra acolá para postar não só no dscsitesdesenvolvimento.com.br/sitenaopira, mas também nas redes sociais. O que muitos não entendem é que poses e afins fazem parte do universo da produção de conteúdo de verdade. Afinal, como postar uma foto de forma profissional se não tiver um olhar inspiracional para ela?

Enquanto muitos curtem suas viagens e experiências, ficamos na busca do melhor ângulo, da melhor storytelling e conteúdo para compartilhar. Pode não parecer, mas é um trabalho como outro. Quando viajo para produzir conteúdo, a jornada começa às 6:30 e vai até tarde da noite. São inúmeras as fotos, interações, vídeos e conversas ao longo do dia para depois juntar tudo e transformar em conteúdo.  

Lembro que no começo era muito criticada e, também muito lembrada pelas minhas poses engraçadas e totalmente fora dos padrões. Com o passar dos anos, mudei as poses (hahaha), mas sei que esse tipo de conteúdo tem salvado a saúde mental de muitos por aí. O que tenho a dizer sobre isso? Viva o bom humor! rs

Antigamente, ficava brava quando brincavam comigo dizendo que era blogueyrinha. Hoje em dia, ignoro. E, claro, é preciso distinguir quem faz pose e escreve uma legenda que não tem nada a ver com a foto ou vídeo das pessoas que estão de alguma forma promovendo conteúdo de qualidade. 

PRODUÇÃO DE CONTEÚDO NA INTERNET NÃO É SÓ UMA VÁLVULA DE ESCAPE

Já no primeiro ano de criação e produção de conteúdo na internet percebi que estava mais leve. Além de balancear minha saúde mental, foi fundamental também para o meu crescimento profissional e oportunidades diversas de exposição. 

Escrever, conhecer pessoas fora da minha bolha e entender que posso ser útil a pessoas que nunca sequer verei um dia na vida foram somente alguns dos gatilhos que me levaram a entender que podia levar ao mundo algo maior do que fazia, apesar de curtir e me orgulhar da minha carreira no mercado corporativo tradicional.

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Se hoje sou uma profissional slash (barra barra), cheia de paixão nos olhos e muito segura do que faço, parte disso é consequência de tudo que vivi e aprendi também na produção de conteúdo na internet. Foi essa semente que me abriu ainda mais portas e a mente e, que me traz, a cada dia, mais aprendizado sobre a vida, sobre o ser humano e o impacto que causamos nas vidas das pessoas.   

Que venham muitos anos dessa misturinha boa entre as mentorias de carreira, workshops de descompressão e produção de conteúdo na internet. Não vejo uma barra independente de outra porque grande parte do que hoje faço é base e inspiração para um novo artigo, um conselho e até mesmo uma nova oportunidade de negócio. 

AGRADECIMENTO

Não posso terminar esse texto sem deixar um enorme agradecimento a todos que me acompanham ou me acompanharam um dia. Se hoje cheguei até aqui foi por causa do seu incentivo e audiência. 

Continue bem! Cuide de você e do próximo 🙂  

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