O que fazer em Barra Grande e Península de Maraú? Dicas e roteiro para se esbaldar!

O que fazer em Barra Grande e Península de Maraú? Dicas e roteiro para se esbaldar!

Procurando o que fazer em Barra Grande e Península de Maraú? 

Há alguns bons anos, quando fui a primeira vez a Barra Grande, pouquíssimas pessoas fora da Bahia tinham ouvido falar na região. Mas isso é coisa de um passado não tão distante. Bastou badaladas festas de Réveillon começarem a acontecer, assim como, celebridades lotearem que a Península de Maraú ficou em evidência.

Entretanto, mesmo com toda esta exposição, não é um destino que fica insuportavelmente abarrotado. Talvez na semana de Ano Novo e Carnaval fique mais cheio, mas também não é tanto assim.

Isto tudo por alguns motivos. Entre eles, a dificuldade de acesso e o custo da viagem. Definitivamente, não é tarefa muito fácil chegar em Barra Grande. Além disso, os preços não são tão singelos por lá porque há uma preocupação com a preservação do local, bem como, com uma eventual super lotação.

Por isso, brinco que entre Boipeba e Barra Grande está a maior concentração do PIB do país, principalmente, durante os dias de verão. Não é nada raro ver nas tardes de sexta feira jatinhos chegando à Península. Mas apesar disso, claro que tem espaço para todos. Basta se planejar com antecedência. 

Depois desta introdução que julgo necessária, vamos a questão geográfica e as dicas sobre o que fazer em Barra Grande e Península de Maraú?

GEOGRAFIA – QUAL É A DIFERENÇA DE BARRA GRANDE E A PENÍNSULA DE MARAÚ?

Quem pesquisa sobre o destino certamente fica confuso com Barra Grande pra lá, Península do Maraú pra cá, Taipu de Fora acolá nos textos, nos sites de busca etc, não é verdade? Mas vamos lá!

A Península do Maraú é a região com 50 quilômetros de costa e, que compreende Barra Grande, Taipu de Fora, Algodões e Maraú, por exemplo. Ou seja, a península é o todo. Por isso, se você disser que vai a Barra Grande, irá a Península de Maraú.

Barra Grande é só uma pontinha ao norte na península, mas que faz a diferença. Por lá estão concentrados restaurantes, pousadas e o agito turístico. Junto com Taipu de Fora, Cassange e Algodões (ainda tímida) tem forma o quarteto dos sonhos de quem quer relaxar uns dias nesta região.

O QUE FAZER EM BARRA GRANDE? E, para não confundir a cabeça…

O QUE FAZER NO RESTO DA PENÍNSULA DE MARAÚ – TAIPU DE FORA, CASSANGE E ALGODÕES?

Superada esta questão geográfica, bora pontuar o que fazer em Barra Grande juntamente com os demais destinos. No final, é melhor juntar o joio ao trigo, já que quase tudo é perto, de verdade.

PRAIA E PISCINAS NATURAIS DE TAIPU DE FORA

Provavelmente, o passeio e lugar mais procurando na Península de Maraú. Mas para vê-las precisa de planejamento. A melhor época para se esbaldar e ver toda beleza das piscinas naturais de Taipu de Fora é durante os dias de Lua Cheia, já que a maré seca (ou baixa) é muito maior. Ir durante a Lua Nova também é uma boa, mas a Lua Cheia é imbatível. 

A Lua também interfere no período. Entre a Cheia e Nova, a parte da manhã é perfeita para nadar nas piscinas. 

Caso você dê o azar, como dei desta última vez, de não ir na Lua certa e ainda pegar o tempo nublado, não se preocupe. Ainda pode curtir a bela Praia Taipu de Fora, onde estão as piscinas. Considerada uma das praias mais bonitas do país por muitos, vale sua visita em qualquer condição climática ou de maré. Só verifique a tábua de maré por conta da faixa de areia.

Ah! Prefira o Bar das Meninas ao Buda Beach. No passado, gostava muito de ficar no Buda, mas desta vez preferi o Bar das Meninas.

DICA IMPORTANTE – ONDE FICAR E COMO CHEGAR

Para que possa aproveitar melhor as piscinas naturais, bem como este lado da península, reserve ao menos uma noite de hotel por perto. Considere entre as opções Pousada Taipu de Fora, assim como, a Pousada Bambu Dourado e a Pousada Encanto da Lua. Confira outras opções com desconto de até 50% clicando neste link.

Além disso, outra dica. Do centrinho de Barra Grande até Taipu de Fora é possível chegar de várias formas. Uma delas é de jardineira (R$ 12,50 por trecho), com lotação mínima de 4 pessoas. Outra é fazer o trajeto de moto, que prefiro e balança menos (R$ 20,). De moto, o tempo médio é aproximadamente vinte minutos. 

Muitos preferem alugar um quadriciclo (R$ 150, a diária no mínimo) para zanzar de um canto para outro. Mas acho horrível porque a estrada é muito ruim e esburacada. Haja braço! Outros muitos, optam pelo passeio de dia todo de jardineira, que terá parada em Taipu (R$ 60, por pessoa). Apesar de chacolhar muito é uma boa para quem vai com toda família ou não gosta de ir só.

PRAIA E LAGOA DO CASSANGE

Se tem um lugar que me marcou na península foi a Lagoa do Cassange por quatro motivos. Um deles foi a temperatura da água. Durante o alto verão, se o sol está há dias a pino é praticamente impossível entrar na lagoa, já que a água fica muito, mas muito quente. Lembro que uma das vezes que fui, foi na primeira semana de janeiro e eu penei pra entrar.

Fora este perrengue, duas coisas boas. Uma delas foi a possibilidade de relaxar dentro da lagoa em uma das cabanas que eles montam dentro d’água e o pastel que é vendido em um barzinho super simples por ali. 

O último motivo é ver de longe e no meio do mundaréu de coqueiros, o mar da Praia do Cassange bem ali pertinho. é uma praia sem muita infraestrutura, mas belíssima.

De Barra Grande até lá são em torno de 15 quilômetros. Dá para ir também de moto táxi, táxi ou de jardineira, dependendo da demanda. Se estiver com o quadriciclo alugado, prepare-se para o treme treme por conta dos buracos.

Crédito da foto: naopiradesopila.com

PASSEIO PELAS QUATRO ILHAS COM CACHOEIRA DO TREMEMBÉ

O mais popular dos tours aquáticos de Barra Grande é o passeio pelas quatro ilhas que inclui a ida à Cachoeira do Tremembé. Pode ser feito de escuna ou de lancha, mas sinceramente prefira fazer de lancha (R$ 130, por pessoa). É mais exclusivo pelo número menor de pessoas e também por um outro diferencial. Imagina que a lancha entra na Cachoeira do Tremembé? Pois é! A energia é algo surreal e é claro que esta experiência valerá um texto exclusivo.

Além de eu ter me enfiado de lancha, subi ainda com um dos guias (R$ 10, por pessoa) no topo da cachoeira para entrar nas duas piscinas naturais que se formam. Pra subir dá um pouco de medo, mas toda aquela água caindo e fazendo uma hidromassagem natural é pra lavar a alma, mesmo. Pela força da água ser expressiva, aconselho as meninas a irem de maiô e os moçoilos a irem de bermuda. Caso contrário, um nudes não intencional pode rolar. Proteja as suas partes…rs!

MAS NÃO PARA POR AÍ…

Claro que a Cachoeira do Tremembé é o ponto alto do passeio. Ela pode ser a última ou uma das primeiras paradas, dependendo das condições do vento e do mar. São 40 minutos de navegação até lá, mais 40 para voltar. Entretanto, as 4 ilhas são verdadeiras belezuras. A mais fotografada é sem dúvida a Ilha da Pedra Furada por conta obviamente da…Pedra Furada (paga R$ 5, para entrar). Mas eu gosto bastante da Ilha do Goió, que tem uma pequena faixa de areia, formando uma praia linda. Além da parada na Ilha da Pedra Furada e na Ilha do Goió, a Ilha do Sapinho é a parada para almoço. Para fechar o circuito, a Ilha do Campinho.  

Quem faz o passeio? Você pode contactar o Nenê da agência Ponta da Baleia. O contato dele é (73) 9940 2253. Além da agência, ele tem também uma pousada muito bem localizada no centrinho de Barra Grande e várias casas para alugar. Ou seja, Nenê é praticamente um hub turístico na região, além de ser super prestativo. 

CONHEÇA AS PRAIAS DE BARRA GRANDE

Gosto muito das praias de Barra Grande. O legal que é possível conhecer as mais próximas tranquilamente a pé. Basta ter disposição e o sol não estar a pino, claro. Comece pela Praia do Pier ou Praia da Vila ou Praia de Barra Grande. Cada um chama de um jeito, mas é a primeira praia que você verá quando chegar em Barra Grande.

De lá, siga a direita e avante e passe pela Ponta do Mutá. Se quiser parar por aqui, sugiro que seja na volta e explico mais tarde o motivo. Seguindo ainda, chegará na Praia dos Três Coqueirinhos, que possui uma infraestrutura ainda tímida, mas com ótimos preços. 

Pra terminar, a minha queridinha! A Praia da Bombaça, que apesar de linda é bem perigosa. Sugiro que não entre nela por alguns motivos. Primeiro, é uma praia para surfistas. Segundo, é uma praia que tem fortes correntezas. Terceiro, não tem salva vidas para te salvar do perrengue.  

Eu mesma tive um problema sério nela há alguns anos. A correnteza me levou e a minha sorte é que era percebi rápido o perigo. Como era primeira semana de janeiro, com um bar de praia e vários turistas, fui resgatada da água dez minutos depois. Graças a Deus foi um susto, mas poderia não estar aqui para contar isso para vocês.

VÁ AO BAR DA RÔ NO ENCONTRO DO RIO COM O MAR

Um dos points mais badalados de Barra Grande é sem dúvida o Bar da Rô, que não está aberto o ano todo (é necessário checar), mas ferve durante o verão todinho. Localizado no encontro do Rio Carapitangui com o mar é possível que você veja por lá alguma celebridade, sub celebridade ou algo do gênero.

VÁ A PRAIA DE ALGODÕES DE CURIOSO

Apesar de começar a soar nos ouvidos de muitos Algodões, ela já tem há muitos anos uma das festas de final de ano mais badaladas entre os jovens de alta renda do eixo Rio-São Paulo. 

A praia é bonita, mas é longe de Barra Grande. Valerá a pena ir se tiver tempo e curtir uma boa piscina natural. Se for, não deixe de visitar o Sítio Outeiro e comer aratu por lá.

Estive lá da penúltima vez que fui à região, mas adianto que a infraestrutura é mais tímida. Para chegar lá, você pode ir de mototáxi, táxi e afins. 

CONTEMPLE O POR DO SOL NA PONTA DO MUTÁ

O melhor lugar para ver o por do sol em Barra Grande é disparadamente a Ponta do Mutá. Chegar lá é muito fácil. Basta seguir pela Praia da Vila por nem dez minutos e se ajeitar ou na areia ou em um dos badalados bares na beira da praia. 

Aos que gostam de badalação, de ver e ser visto e de toda esta frescurada, vá durante o verão ao Cafe de La Musique, que é a opção queridinha para os mais endinheirados. Tem também o Obar, que está ali por perto. 

CUIDADO COM A DATA QUE IRÁ

Barra Grande e região reduz o ritmo em determinados meses, sendo que muitos estabelecimentos e pousadas fecham. Sim, isto ocorre nos meses de abril, maio e junho. O motivo? É pico de inverno. Traduzindo, temporada de chuva e não baixas temperaturas como no Sul e Sudeste do país. 

Parece esquisito que algumas coisas fechem, mas você precisa entender uma coisa sobre a Península de Maraú. Muitos querem ter suas férias merecidas pós alta temporada e esta é considerada a melhor época pra isso. Entretanto, isto não significa que se você arriscar a ir durante o inverno estará um deserto. Na verdade, terão algumas pousadas e restaurantes fechados, mas o resto continua funcionando normalmente. Calma…rs 

Para não cair em uma furada, além da possível chuva que poderá te acompanhar, principalmente em abril, confira as opções de pousadas disponíveis nesta época. Já deixe reservado para não ter problemas em não conseguir nada que te agrade nos 45 do segundo tempo. Por isso, já confira ótimas opções com descontos de até 50 % clicando neste link.

ONDE FICAR EM BARRA GRANDE?

Há muitas opções de pousadas e hotéis charmosos em Barra Grande. Já dei dica de lugares para ficar em Taipu de Fora, mas falta fechar a dupla com o extremo norte da península e sua principal base. Entre as opções que recomendo estão a beira mar Pousada Barrabella, a aconchegante Barra Trip e a econômica e bem localizada Ponta da Baleia. Confira outras boas opções com descontos de até 50 % clicando neste link

QUANTOS DIAS EM BARRA GRANDE?

Recomendo no mínimo do mínimo três noites, caso não vá até Algodões. Não se esqueça que para chegar e sair de Barra Grande não é tão simples assim. Além disso, lembre-se de reservar um dia em Taipu de Fora.

Aqui, uma dica. Se for de carro ou ônibus até Camamu, terá que pegar lancha rápida. Por trecho, é cobrado o valor de R$ 20, entretanto, para turistas, eles podem cobrar a ida ou a volta ou os dois R$ 30, o trecho. Foi o que aconteceu comigo desta última vez. Estava falando com um morador porque a volta era mais barata e percebi que paguei mais caro por ser turista. 

VALE A PENA ALUGAR UM CARRO?

Depende. Há a opção de vir de carro pelo caminho por dentro, mas a estrada é horrível. Você não passará perrengue só se estiver com um 4×4. Mesmo assim, balançará de um canto a outro.

Tem muita gente que vem de carro desde São Paulo, por exemplo. Mas depois fica reclamando da estrada. Na minha opinião, se você tiver a intenção de perambular não somente por Barra Grande, mas também por outros paraísos baianos, a resposta é sim, mas deixe o carro em Camamu.

Caso tenha planos de alugar um carro, recomendo pesquisar neste link, que faz um comparativo de várias locadoras e ainda poderá parcelar. Tem vários estacionamentos próximos ao pier, não se preocupe.

E MALA?

Pra chegar em Barra Grande não é fácil. Se vier de Ilhéus, pegará um transfer até Camamu. De lá, uma lancha rápida até Barra Grande. Mas não é só isso. Quando chegar, assim que acabar o pier, perceberá que as ruas são de areia ou terra. Ou seja, ou você paga um dos meninos para levar sua mala até a pousada ou hotel (R$ 10 a 20, dependendo da distância e quantidade). Ou você a carrega na mão ou no lombo.

Por isso, não aconselho nem mala grande, nem mala sem alça ou rodinha. Se não curte mochila, como eu, o ideal é levar tudo em uma mala mole. Não risca, se amassar não tem problema e ainda tem alça. 

VALE A PENA FAZER BATE VOLTA DE ITACARÉ ATÉ BARRA GRANDE?

Não! A estrada de uma ponta a outra por dentro é horrível. Só vale fazer este trajeto por dentro caso seja o seu próximo destino e tenha intenção de ficar dias em Itacaré. Não é a toa que escrevi quase três mil palavras de dicas da vizinha também bela. Para ler, clique aqui.

Claro que tem outra forma de chegar em Itacaré, mas tem que pegar lancha, depois ônibus etc. Até chegar, poderá perder o último horário da lancha de volta à Barra Grande. 

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