Já ouviu falar no Zoom Fatigue ou na Síndrome do home office? Acredita que tem levado sua vida de uma forma mais saudável trabalhando em casa? Teve que adaptar sua casa em escritório?

Tenho certeza que depois de mais de 120 dias de pandemia do coronavírus ao menos as duas últimas perguntas tem a sua resposta. Afinal, foi necessário se adaptar para respeitar a quarentena e realizar não só o trabalho, mas também participar de eventos sociais, atender a agenda de exercícios e até os compromissos religiosos de forma remota. Eu, por exemplo, tenho feito home office e atendido inúmeros conference calls e vídeo conferences, além de ministrar aulas online de Superioga. Mas não é somente isso.

Pelo fato de não poder sair de casa com segurança ainda, faço minha prática de exercícios por meio de aulas online. Além disso, assisto missas pelas das redes sociais e faço meus encontros sociais por chamadas de vídeo. E é aí que está o problema!

Ficamos praticamente o tempo todo ou na frente de um computador ou com o smartphone na mão ou imersos em múltiplas telas, ficando 100% acessíveis e suscetíveis a atender todas as demandas possíveis a qualquer hora do dia ou da noite, sem disciplina ou segregação.

QUANTO TEMPO VOCÊ FICA EM FRENTE AO COMPUTADOR?

Este perigoso ato de ficar 100% disponível de forma digital foi recentemente nomeado de Zoom Fatigue ou Síndrome do Home Office, uma vez que, dificilmente dentro do seu dia não adote como forma principal de comunicação ou interação aplicativos como Instagram, Zoom, WhatsApp, Skype, Telegram, Google Meet ou até mesmo o FaceTime.

Quando centralizarmos todas atividades nestas ferramentas, na verdade, passamos dos limites de uma forma muito ruim pra nossa saúde, o que gera esgotamento mental. Tal sensação já tem até nome, “Zoom fatigue”. Ou seja, a nomeação do termo surgiu justamente de um dos aplicativos de videoconferência que mais cresceu nos últimos meses. Mas não para por aí!

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ESTUDOS MOSTRAM QUE…

o simples fato de estarmos nos vendo o tempo todo, acaba sendo exaustivo e gerando stress mental, por exemplo. O motivo? Ficamos preocupados com a imagem que passamos, instintivamente ao vermos nosso rosto e corpo refletidos nas telas. Com isso, vem a tensão, o que provoca a perda de nossa naturalidade e gera um gasto adicional de energia e foco.

Vi outro dia um artigo que dizia sobre um estudo executado por neurocientistas que comprovou que essa auto analise da nossa imagem durante as chamadas, afeta nosso cérebro em níveis neuropsicológicos e até físicos. Um exemplo simples era o de forçamos nossos músculos da face para acentuar nossa expressão, e deixar mais claro para os outros, se estamos felizes, interessados ou preocupados.  

LINGUAGEM CORPORAL

Outro fator que sobrecarrega nosso emocional e pode nos levar ao Zoom Fatigue ou Síndrome do Home Office é o fato de que pela tela do computador ou do celular, perdemos uma fonte de informação importantíssima que auxilia o cérebro no entendimento das informações: a linguagem corporal.

Quando gesticulamos, demonstramos e damos uma série de informações úteis ao nosso interlocutor, as quais facilitam na fluidez e na comunicação entre as pessoas. Sem esse contato físico, a conversa fica impessoal, robotizada e sem emoção, gerando um trabalho adicional ao nosso cérebro para descobrir e decodificar a comunicação. A Gardens sabe muito bem disso, e falou sobre a importância do tête-à-tête em seus inúmeros textos dos últimos meses.

Além disso, há outros fatores que acabam gerando stress adicional. Um deles está relacionado a estrutura disponível. As pessoas que não tem privacidade ou tranquilidade para realizarem suas atividades ou enfrentam problemas de tecnologia passam muito nervoso. A queda da internet ou má qualidade são a dupla do terror dos dias atuais. Afinal, quem aí já não desistiu de alguma conferência porque a imagem travava ou a voz estava picada? Dá vontade de jogar tudo pro alto e ir dormir, né não? rs

Mesmo assim, acredito que quando isolamento acabar, muita gente vai adotar o home office ou pelo menos implementará uma rotina flexível. É importante ter certos cuidados para não ser uma vítima do Zoom Fatigue ou da Síndrome do Home Office.

Bora terminar o dia sentindo-se produtivo e não exaurido? Ou seja, em plena sua saúde mental?

COMO EVITAR O ZOOM FATIGEU OU A SÍNDROME DO HOME OFFICE?

Organize seus compromissos – evite marcar cinco longos calls no mesmo dia. Na conta entram os compromissos com amigos e familiares.

Combine a agenda de assuntos – acorde com seu interlocutor a pauta que será discutida. Assim, ganham tempo e alinham expectativas.

Avalie os convites e, se for o caso, recuse – avalie se o assunto realmente demanda uma conferencia, ou se pode ser resolvido por email, ou mesmo por chamada telefônica rápida.

Evite ser multitarefa o tempo todo – foco em uma atividade pode ser mais produtivo do que realizar três atividades ao mesmo tempo. Repense.

Crie uma rotina – pra mim a dica mais importante. Pelo fato de estarmos o tempo todo em casa, perdemos o controle do horário. Quando vemos estamos trabalhando às 22:00 e às 16:00 estamos batendo papo com as amigas. Por isso, a 1ª. coisa do dia é organizar suas tarefas e estabelecer horários. O famoso “To Do”.

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Os Jetsons já sabiam!

ALÉM DISSO…

Desligue o vídeo – se você não estiver a vontade, procure não fazer a conversa por videocall. Caso a tenha que fazer, avalie se é um problema ficar com a câmera desligada. A Gardens sempre diz em nossos workshops de descompressão que é melhor termos ou todos com a câmera ligada ou desligada. O tal do meio a meio não é saudável também.

O stress em relação a autoimagem ou a falta de imagem alheia são perigosos à nossa saúde mental.

Sempre que possível recorra ao modo antigo – se já fica horas no computador ou com o celular na mão, porque não trocar a leitura no Ipad pelo livro de papel? Tente trocar o videogame ou o joguinho por aplicativo por tarefas reais como montar um quebra-cabeça, por exemplo. Experimentei, amei e agora sou viciada.

E aí? prontos para afastar de vez o risco do Zoom Fatigue ou da Síndrome do Home Office?

Um beijo

Créditos da foto de capa: voozer.com

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Idealizadora e fundadora do Não Pira, Desopila, apaixonada por SUP e ex bailarina do Municipal de São Paulo, largou sua carreira de executiva em uma grande multinacional para viver os seus sonhos e ter uma vida mais leve.

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